sexta-feira, 16 de maio de 2014

Retalhos de uma Sociedade de números

Um abismo , e qual é o fim ?
Em princípio hoje há uma constatação da realidade que é um somatório de factos consumados e do conhecimento adquirido , muito por resultado do caminho até agora já percorrido pela sociedade.
Muitos se perfilam na defesa da ideia que o mal está na economia , mas a verdade é que o resultado da economia se deve à má política , que tem o dever de regular e definir as normas legais e jurisdicionais que a efectivem no procedimento dos funcionamentos dos mercados , assim o mal está não na economia mas na política.
Estando o mundo defenino na sua dimensão , e ocupando este o seu espaço no universo da vida que o rodeia e constitui , não é por isso calculável o seu tempo de existência , muito menos a qualidade dessa existência efectiva na vida de todos os seus habitantes .
Do mesmo modo não é previsível que se faça um diagnóstico realista do futuro da humanidade e do destino inconsequente dos caminhos do presente.
Mas é possível fazer sim da realidade do presente a previsão dos objectivos a alcançar num futuro próximo , ainda que estes possam sempre ser uma consequência imprevisível .
Há sempre no desejo mais íntimo da cada ser , uma vida que sabe não ser apenas sua e que a tudo e a todos pertencente directa ou indirectamente.
Esta pode ser ou não em todas as suas dimensões a mais que provável inconstância   e indefinição da virtude da vida da humanidade. Quando nascemos é-nos dado um mundo a descobrir , crescemos rodeados de vidas que influenciam a nossa mente e o nosso corpo . Construímos mundos que são a nossa identidade e o reflexo de todo o conhecimento e de toda a informação e formação que recebemos de nível intelectual , cultural , moral , que nos formatam e são  arquivados em nós , depois personalizados e individualizados , eles são a nossa face e o espelho do nosso ser .
No princípio humano há os que que são os guias da humanidade e os que seguem a humanidade . Milhares ao longo de gerações foram guias de milhões de seguidores ,  destes seguidores há os que foram e são fieis seguidores , e são a continuação desses princípios com o mesmo rigor , radicalismo e até fanatismo .
Porém houve e há aqueles que sendo influenciados souberam construir novos caminhos novas razões , novos horiontes , e novos guias e novos seguidores .
Mas o precipício está no caminho de todos , uns com maior aproximação outros ainda mais distantes , mas a realidade está aí , uns e outros encontram-se num percurso diferente , mas e qual é o objectivo de um final , que se vai escrevendo , e dum caminho que vai prescrevendo .

           José Paz
      Lisboa 16/05/2014
       Texto de autor

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Retalhos da Sociedade dos Números

Perdidos algures entre o real e o ilusório , assim vivem os governantes da sociedade moderna . Uma sociedade que vive em torno de uma economia baseada no consumo . O material afectivo e efectivo , e os bens de satisfação e realização pessoal e emocional , são hoje cada vez mais individualizados . Numa sociedade que evolui a uma velocidade nunca antes experimentada , não houve nem há tempo para a implementação sustentada da evolução de forma equitativa e igualitária . Em rigor não o seria , mas a injustiça sobrepôs a fraternidade humana e assim prevalece a justiça dos poderes económicos que dominam os povos , e os enumeram por forma de uma racionalidade de heroísmo consumidor.
Não há hoje a preocupação de solidificar a evolução de forma sustentada e bem alicerçada   para o bem estar e qualidade de vida da sociedade enquanto agente principal da economia. Em matéria de opções de justiça social e económica a regra é uma soma dos números e o dividendo dos lucros pelo do capital . Os mercados são hoje o modelo dominador de uma factual economia dominante sobre os valores humanos .
A vida perdeu o valor da dignidade , da sua existência é apenas na conta uma parcela numeral na equação da multiplicação da economia global . No objectivo civilizacional dos povos , enquanto uns lutam pela sua própria sobrevivência , outros lutam pelo domínio único da vida de números de consumidores . Assim as desigualdades são cada vez mais um abismo que se estende de um estremo ao outro estremo do mundo , que se compreende existir , mas que o capital e os mercados parecem ignorar , como se não houvesse um amanhã.
É pois um facto cada vez mais visível o crescendo de diferencial entre pobres e ricos , a classe média parece ruir como baralho de cartas , a classe operária míngua em labor e salário , a classe política fecha os olhos e vive acima dos valores da democracia , enquanto o grande capital estrangula toda a economia e sufoca a sociedade sem esperança no futuro .
É também espectável que tanto uns como outros caminhem para o abismo , e que se encontrem de um lado e de outro , ambos terão o mesmo desejo de ser dos últimos a cair , mas a verdade é que como forem caindo o abismo se vai ampliando , para um mesmo fim .

       José Paz
Lisboa 12/5 /14
Texto do autor

domingo, 11 de maio de 2014

Uma razão de ser Europeu na minha visão desta Europa

Europa = verdade - liberdade - propriedade - democracia.

É a Europa um símbolo de verdade .....!
Foi nesta Europa que se desenvolveu por intermédio do gerar do conhecimento a ciência da cultura do pensamento e através dessa ciência a procura constante da verdade que mudou e muda todos os dias o mundo na consciência da existência desta Europa.
Assim por consequência a investigação científica há um resultado , o da procura permanente da razão , num amor à verdade e aos meios para a alcançar , e tendo por complemento a dúvida e a crítica.
O espírito crítico é o instrumento essencial , e o método histórico e de pesquisa rigoroso ,são utensílios intelectuais e privilégios desta Europa ,também por isso o respeito pela verdade e pela crítica é um valor europeu incontestável. Por dever a pessoa humana e a busca da verdade estão ligadas na sua dignidade de existir , se não o fosse , bastaria pensar que em nome da  verdade e liberdade foram Milciades e Temístocles combater os Persas na batalha de Maratona e Salamina , que Jofre e Petain as lutas contra o imperador Guilherme II no Marne e em Verdun , e que Leclerc e Delattre de Tassigny se bateram na segunda guerra mundial em Estrasburgo ou em Colmar , mas também em Portugal se fez um 25 de Abril de 1974 com o Capitão Salgueiro Maia a liderar o movimento dos capitães ,e por um povo sedento de verdade e liberdade. << A liberdade de cada um está indefectivelmente ligada à de todos , e a liberdade de todos à liberdade de cada um .>> isto disse e escreveu um dia Raymond Polin . A liberdade implica a afirmação como boa a existência dos outros tais como são , num pluralismo de convicções e de opiniões que todos reconheçam como normais nas suas semelhanças e nas suas diferenças . A liberdade implica igualmente a ordenação dos homens e mulheres que colaboram entre si num sistema de chefias e hierarquias de autoridade e necessário a todas as actividades de interesse privado ou colectivo , bem como uma ordem comum ou pública . A liberdade exige ao mesmo tempo o consenso em torno de um principio de justiça , que enunciadas as condições mínimas de vida se constitua a base de um sistema de proporções , regulando as relações e valores entre os membros da sociedade. Justiça que assegura na ordem  de valores , direitos e deveres que se podem exprimir nos adágios tais como << não lesar ninguém >> e << a cada um o que lhe cabe >> ou << não faças aos outros o que não queres que te façam >> . A liberdade implica uma ordem social e toda a ordem social uma ordem política , é por isso a ordem política o resultado de uma sociedade livre e ordenada em valores de justiça e democracia equitativa e que se pretende igualitária .

A Europa e o direito individual e colectivo de propriedade....!

Adoptou a europa de um modo geral um sistema de propriedade para um mesmo património , como propriedade sujeita a tributo periódico , e o domínio útil do camponês , a propriedade autêntica com direito a usufruir dos seus frutos e legar direito a tributo a herdeiros , de a vender ou de estar protegida contra o esbulho . Sempre no sentir dos europeus houve a consideração indispensável à propriedade e liberdade dos direitos  dos homens.
Um homem ou mulher têm direito à sua liberdade individual , porque tem na verdade direito à propriedade do seu corpo e do seu pensamento e criação intelectual e cultural ou artística .

A Europa sempre foi a identidade da democracia...!

Verdade ,liberdade propriedade ,democracia ,a Europa sempre se definiu também pelo sentido da medida das coisas , e pelo que representam à escala da pessoa humana . A Europa só poderá alcançar a sua unidade política pela renúncia de  qualquer Estado ou Nação ao seu domínio sobre os outros . Esta Europa só se poderá constituir uma unidade quando assegurar a defesa comum e a coordenação de esforços nos domínios económicos , sociais , científicos , e culturais de todos os seus elementos . A Europa pode sem dúvida avançar para uma forma de regionalismo abrangendo e integrando todo o seu território , mas não sem garantir o total respeito pela independência de cada povo no seu amor e patriotismo e a autoridade de cada país . O europeu é por origem um missionário no seu próprio espaço geopolítico e fora dele ,  também . O seu esforço para a universalização do seu pensamento , da sua  ciência , e das suas filosofias e identidade cultural são uma verdade , também a sua aptidão para receber de todas as civilizações o que delas pode encontrar de assimilável , nessa arte subtil de destinguir  , de deduzir e induzir , é o fundamento do primeiro valor europeu , o sentido agudo da pessoa , do ser singular e individual com inteligência , razão , e vontade .
O primeiro grande problema que enfrenta a Europa é que têm de haver europeus . Ora na actualidade em todos os países se apresenta uma insuficiência de  natalidade que na realidade não assegura a substituição dos que vão morrendo , e não garante a qualidade de vida das gerações actuais , assistindo-se a uma degradação dos valores da sociedade.
É por isso sem ímpeto , sem movimento e sem força criadora , incapaz de suportar uma sociedade sem efectivos bastantes de produtores e consumidores que faz oscilar a sua balança comercial , económica , social , e política.
A Europa deve e tem de adoptar políticas novas no reforço da natalidade e demografia .

O segundo problema a escola a educação e a universalidade do ensino .

A escola primária sem transviar em pedagogias ambiciosas e decepcionantes , deve retomar o sentido da sua integração numa hierarquia de comunidades . Da sua prática conscienciosa do ofício de ensinar , e com esse desígnio pelo aperfeiçoamento dos valores do indivíduo , que com osconhecimentos fundamentais de ler , escrever , contar , conduzam à capacitação da educação cívica , moral , científica , intelectual , e política , que juntamente ensinados com preocupação do hábito ao esforço e sobretudo ao valor responsável e competente e ainda profissional dote os europeus de uma nova consciencialização técnica , científica , económica e política da Europa e das  sociedades modernas evoluídas.

O terceiro problema a globalização do poder da economia....!

Em verdade pode dizer-se que não é um , mas sim um conjunto interligados entre si , e com o mundo , a começar pelos recursos e fontes de abastecimento de energias que o seu desenvolvimento assim obriga e condiciona limitando a sua progressão para uma política forte de avanço no caminho para uma maior independência energética , evitando assim os constrangimentos das oscilações dos mercados em principal do petróleo .
Há ainda a concorrência económica mundial , consequente por uma globalização comercial universal . Esta concorrência faz com que muitos estados europeus saindo das suas fronteiras permitam que muitas industrias se instalem e até vendam as suas fábricas completas , permitindo a instalação de propriedade industrial em economias mais favoráveis, fornecendo-lhes metodologias de trabalho , técnicas e técnicos especializados , bem como planos de evolução científica , pondo em causa o grande efectivo de conhecimento social , a degradação do seu crescimento activo e efectivo sustentado , o que não promove a estabilidade laboral , a criação de emprego , a dignidade salarial , e constituem um retrocesso civilizacional pondo em causa a sua sobrevivência enquanto uma união de Estados com objectivos comuns. Temos pois que considerar qual o papel da Europa neste século , e quais os seus objectivos , porque com esta passagem dos sonhos , das utopias , das retóricas e das teorias para a Europa das realidades , não podemos mais viver em alheamento do presente , sem um fio condutor que nos una e guie em solidez num horizonte futuro.

O sentir de um convicto europeu .

Na Europa das realidades a democracia não pode ser um conjunto de políticas criado num parlamento institucional , mas com uma ausência efectiva duma verdadeira e única constituição europeia . Esta Europa tem de sentir como sua a já firmada vontade de viver em comunidade e ouvir as correntes de reflexão que vão para além da verdade política e que representam uma expectativa de uma Europa dos europeus unidos mas aberta ao mundo.
Se esta europa fechada em si que não age apenas reage , já não é a Europa dos trabalhadores de hoje , não será a Europa da juventude de amanhã , e não poderá anciar ser um modelo de um desenvolvimento e um progresso que a todos inclua e que a todos sirva nas suas diferenças , o que compromete a verdadeira solidariedade e igualdade de oportunidades entre os povos , e assim deixa de ser um garante da estabilidade e da paz social.
Quero ainda salientar , que não se trata apenas e só de criar inteiras e de uma só vez estruturas jurídicas , ou económicas , ou sequer sociais , novas. Mas de harmonizar as estruturas existentes , mesmo no ambiente  de uma conjuntura pouco favorável sob o ponto de vista económico e social . Mas regularizar problemas tão diversos como a produção e comercialização dos produtos produzidos  e na indústria que passa pela uniformalização de produções tão diversas como pescas , agricultura , educação  , saúde , transportes , e segurança , estes que são exemplos de uma desigualdade dentro da União Europeia .
Este movimento individualista poderá ser fatal ao desenvolvimento e consolidação dos propósitos de mercado comum e da moeda comum o Euro . Porque a globalização questiona todos os dias as verdadeiras capacidades da Europa de hoje , sendo cada estado que a forma demasiado pequeno para as condições de vida universais  e de mobilidade dos  europeus . Não é pelo confinamento  numa região ou num grupo restrito de uma união de Estados que se chega a ser europeu , mas sim pelo alargamento dos sentimentos das ideias e ideais e dos horizontes políticos que os unem . Se é verdade que na progressão da família para a aldeia e da aldeia para a cidade , da cidade para a província e da província para o país , também é necessária a progressão até à Europa . Mas também no cidadão é necessária a progressão interna psicológica , aprendendo a servir a sua família , a sua aldeia ,a sua cidade , a sua província , o seu país , e que alargue a sua visão  servindo com o empenho dedicado como a actual situação de comunidade europeia o exige a sua Europa .
É necessário que nós europeus possamos superar as nossas diferenças , os nossos medos , as nossas angústias , bem como as nossas ideologias , e se recupere a sua íntima entidade pela liberdade de todos e contra todos os confinamentos . Que dilatemos o nosso consciente e o nosso olhar até às fronteiras da Europa , e tomemos conta de tudo o que devemos a esta Europa , das nossas responsabilidades , dos nossos deveres , e dos nossos direitos .
Uma democracia igualitária , justa , solidária , que se converta nas razões de existir de uma comunidade com fraternidade , e paz , que  tenha o objectivo de ser um projecto de vida de todos os europeus num amor pela verdade , propriedade , liberdade ,de um todo que somos nós Europa.

          José Paz 
Lisboa 11 de Maio de 2014

( nota o texto é direito do seu autor não sendo permitida a sua utilização do seu todo ou em parte sem o seu consentimento ,encontrando-se o mesmo protegido pelos direitos de autor )

quinta-feira, 27 de março de 2014

RESPOSTA AO PEDIDO DE RENUNCIA

-------- Mensagem original --------
Assunto: RE: Assembleia do LIVRE
De: LIVRE <info@livrept.net>
Para: José_Paz <paz.josefmarecos@gmail.com>
CC:
Caro José Paz,

Lamentamos profundamente a opção de renúncia à Assembleia do LIVRE e até ao estatuto de membro. Aceitamos a opinião do José e sabemos que ainda temos um logo percurso a percorrer nesta aventura dos “partidos”, mas tal como o José, a esmagadora maioria dos membros da Assembleia ou dos restantes órgãos eleitos do LIVRE não são profissionais da política, usam em especial de voluntarismo e da perda de muitas horas de sono na procura de um ideal, que é o de conseguir inverter o caminho de um retrocesso civilizacional iminente. E usamos as únicas armas que todos temos, as da cidadania efetiva.
A história de vida que connosco partilha só prova como é importante a enorme diversidade de experiência e conhecimento dos elementos da nossa Assembleia do LIVRE, tal como muito oportunamente uma jornalista escreveu: “um partido do maquinista ao cientista”.
Quando iniciámos este caminho a única certeza que tínhamos era da quase impossibilidade de nos apresentarmos às Europeias. Mas essa foi a primeira certeza a ser abalada, e bem! O entusiasmo com que fomos recebidos pelas pessoas, de todos os cantos do país, de todo o espectro político, levaram a que em tempo record tivéssemos 9000 assinaturas para entregar ao Tribunal Constitucional. E uns Estatutos aprovados na Assembleia Constitutiva de que fala. E um programa político. E houve um Congresso, e uma Assembleia e regimentos e regulamentos e um Programa para as Europeias. E pela primeira vez na história dos partidos em Portugal, todos os documentos foram abertos à participação dos membros e apoiantes do LIVRE. Haverá maior exercício de democracia?
É certo que o tempo tornou-se de repente escasso, e cerca de 4 meses depois do primeiro suspiro, o LIVRE pode estar à beira de ser legalizado e poder concorrer às Europeias, com candidatos eleitos por primárias abertas, outra estreia em Portugal.
Às vezes as coisas não correm milimetricamente como as programámos, mas essas falhas fazem igualmente parte de um processo que se quer novo e inovador. E para que tenha sucesso precisamos de todos, mesmo dos que aqui e ali discordam.
Gostaríamos que reconsiderasse o seu pedido de renúncia, mas se tal não for possível respeitaremos a sua opção e continuaremos a contar com a sua contribuição que é muito importante para o LIVRE, mesmo que só como apoiante.

Saudações LIVREs

Ofélia Janeiro

A MINHA Resposta à reconsideração de renuncia do Livre

José Paz paz.josefmarecos@gmail.com

13/03
para LIVRE
Grato pela atenção e consideração tal como referi na carta tenho um só rosto o que dei a muitas das pessoas que me confiaram as muitas assinaturas que entreguei ao livre mas como disse no congresso soube como cheguei sei como devo sair uma verdadade me guiou em toda a vida a minha dignidade e o acreditar nas pessoas sinto que o livre começa a seguir um caminho distante da verdade que muitos de nós desejamos ver implantada na nossa democracia. Serei como sempre correcto e respeitarei todos os membros do livre assim como o partido criado .Assumo agora a confiança das muitas pessoas que me tem acompanhado na procura de resgatar a nossa dignidade como seres humanos ,por isso não poderei estar em algo que não vai de encontro as nossas nessecidades mais prementes ,com estas pessoas estamos a formar um movimento cívico que será uma forma de nos mantermos unidos e de trilhar um novo caminho para Portugal feito de pessoas e para pessoas ,quem sabe possamos ter algo em comum no futuro ,por agora não posso nem devo desiludir as dezenas de pessoas que em reuniões em minha casa falei dum projecto de democracia livre mas que não corresponde ao que projectei e transmiti .Talvez seja uma visão minha mas há dois meses que nestas reuniões semanais e numa colectividade de Santarém idealizava-mos formar um núcleo do LIVRE caiu por terra porque fiquei sem argumentos para explicar um programa defendido sem haver entre nós qualquer debate .Assim e perante algumas pessoas que me disseram e com razão que era mais do mesmo que não nos iam ouvir que procuravam apenas um lugar (tacho) e são todos iguais.Não me resta outra alternativa penso que o Livre tem uma batalha pela frente provar não só a mim a muitos portugueses que não e uma franja do Bloco de Esquerda e que realmente vai estar ao lado do povo .Eu tal como fiz quando aderi ao livre informei o meu universo de pessoas que tem a minha amizade que deixara de ser independente agora que volto a essa feliz condição de ser livre públicarei a carta da minha renúncia por considerar ser o certo. Começa um novo caminho aprendi convosco que não devo desiludir nem iludir ninguém espero estar à altura deste novo desafio e quem sabe voltar a acreditar no vosso projecto. Aceito a vossa abertura mas sou desde hoje um simples espectador pois não pretendo intervir na vida do livre sou só mais um.

Muito reconhecido José Paz

CARTA DE RENUNCIA COMO MEMBRO DA ASSEMBLEIA DO LIVRE E DO PARTIDO LIVRE

-------- Original Message --------
Subject: Assembleia do LIVRE
From: José_Paz <paz.josefmarecos@gmail.com>
Date: Tue, March 11, 2014 11:41 am
To: LIVRE <info@livrept.net>



-------- Mensagem original --------
Assunto: Re: Documentos - Assembleia do LIVRE
De: José Paz <paz.josefmarecos@gmail.com>
Para: LIVRE <mesa.assembleia@livrept.net>
CC:

Pedido de renúncia como membro da Assembleia do Livre e também do Livre.

Exm.sr.es/as membros da Assembleia do Livre , eu José Fernando Marecos da Paz membro do Livre desde a sua Assembleia constitutiva ,venho pela presente carta pedir a apreciação ao meu pedido de renuncia de membro quer da Assembleia quer de membro do livre ,ficando assim apenas como apoiante do Livre.
Esperando que encontre por vossa parte essa aceitação , pelos motivos que passo a descrever e enumerar:

1- Não concordo com esta forma de fazer política ,ainda que possa aceitar a limitação de tempo para as eleições a que o programa apresentado e votado diz respeito e que são as eleições Europeias.
1.1- O programa apresentado sendo essencial na política para a Europa ,não responde à ansiedade e a degradação social da vida dos portugueses e dos europeus.
1.2- Não houve neste programa um debate concreto dos conteúdos nele contidos , sendo feitos e apresentados a emendas e depois votadas as emendas sem tempo de consulta e de estudo, votadas depois as emendas de forma pouco esclarecedora , tendo como na última reunião ficou provado muitos membros e apoiantes estarem a votar sem saber o quê, e como se provou num dos pontos de conteúdo ao qual foi dado tempo de leitura e nem se reparou num erro de texto ,e também pelas constantes perguntas de qual era a emenda.Será isto um exercício de democracia sério?
2 - Não concordo com o domínio de conteúdos programáticos que visam em essencial o funcionamento dos mercados ,das instituições europeias, das regulações bancárias e das dividas, do funcionamento e dos regulamentos do parlamento europeu , do funcionamento e criação de tribunais e normas de justiça, de questões de regulamentação de ecologia, e de emprego educação e fiscalização mas num resumo sem conteúdo sustentado e muito residual.
2.1- Não concordo com a fórmula de de utilização e apresentação escrita na construção dos títulos das propostas por palavras que representam uma certa arrogância e um poder que não temos e não está nas nossas mãos, e porque representam uma autoridade que não é própria de uma democracia verdadeira e que foi visível nas emendas a alguns títulos.
2.2- POR isso nas 101+1 propostas palavras como;revogar,excluir ,tirar,acabar, impor, punir, rejeitar,proibir, forçar, garantir, fazer,emitir,efectivar,eleger.....,devem assim ser antecedidas de verbos como:gerar ,criar,propor, realizar,elaborar,combater, defender,organizar,expor.......,e outros que alcancem um âmbito de vontade e do nosso crer ,mas que não nos aproximem das propostas fáceis e demagógicas que são um atentado a capacidade do ser humano de pensar e compreender,aparecendo em muitos casos ser destinadas a analfabetos sem qualquer consciência política.
3- Não há no programa qualquer proposta para resolver problemas imediatos causados por estas medidas de austoridade como os que passo a descrever e enumerar:
3.1-Harmonização fiscal tributária do I V A.
Em matéria fiscal sobre bens essenciais de consumo de primeira necessidade quer a nível energético ,quer de nível alimentar no contexto europeu. Porque razão o iva é mais alto em Portugal, que noutros países da Europa ,quando se exporta electricidade para Espanha. Porque razão um quilo de arroz é mais caro em Portugal que na Alemanha ,quando o nível salarial é um terço do auferido nesses país. Isto teria consequências efectivas nas populações de rendimentos reduzidos.
3.2- Regulação da indústria farmacêutica e do mercado do medicamento.
Quando em Portugal e por toda a Europa ,doenças como a tuberculose ou a depressão mental crescem, e os níveis sociais de acesso à saúde são cada vez mais restritos nos seus cuidados prestados às populações desfavorecidas, com países como Portugal que tem uma enorme dificuldade para adquirir medicamentos a preços verdadeiramente proibitivos ,e com as grandes multinacionais farmacêuticas a revelar lucros astronómicos, sabendo que muitas destas pesquisas de novos medicamentos são financiadas por muitos fundos governamentais, não é admissível que não se regule em favor da solidariedade estes escândalos do lucro fácil em torno da vida. Mais uma vez isto teria efeitos imediatos na qualidade de vida dos cidadãos.
3.3-Demografia e sustentabilidade da Europa.
Em face da desertificação das regiões menos industrializadas e mais interiores e desprotegidas ,que vão ficando despovoadas e votadas ao abandono as populações mais idosas sem condições de saúde e sustentabilidade dos seus bens patrimoniais deixados à degradação e à ruína e em suma de si próprias. Quando se calcula que em Portugal e na Europa em 2035 serão mais os velhos ( população idosa sem capacidade de trabalho) que os jovens em idade de actividade laboral , o que representa um problema de sustentabilidade social da nossa sociedade actual e vindoura, e que já hoje se faz notar com o abandono de aldeias inteiras ,o que demonstra a incapacidade de manter ou refazer esse repovoamento por parte dos governantes e do poder económico e político ,que tem por consequência a concentração das zonas litorais e periféricas de grandes cidades e capitais , aumentando em milhões de seres humanos a degradação das condições de vida o aumento de propagação de doenças, e a consequente marginalidade. Também aqui os efeitos de políticas correctas tem efectivamente melhorias emediatas na vida europeia.
3.4-Economia paralela e fuga aos impostos.
Em Portugal estima-se que a economia paralela se aproxima dos 50% ,na zona europeia que atinja os 60% da receita efectiva declarada.Este estado de economia mina e corrói o sistema económico de qualquer orçamento de estado ,que assim se vê obrigado a repartir uma receita incapaz de fazer face às suas necessidades de investir nos seus país,e fica com um défice de coleta de impostos .Como consequência desse défice recorre ao aumento de impostos sobre os salários e bens de consumo de primeira necessidade bem como de sectores de restauração e combustíveis ,que são a face visível duma falta de política que combata esta calamidade que destrói os valores de justiça ,solidariedade, e fraternidade da nossa sociedade. Assim também isto tem efeitos imediatos e efectivos na melhoria das condições de vida e na recuperação económica das famílias empresas e do estado de qualquer país e da Europa.
4- Como já vai longa a minha carta resta realçar um pouco do que sinto hoje em relação a minha tomada de decisão. Sou de família pobre e humildes trabalhadores rurais ,comecei a trabalhar aos 9 anos de sol a sol recebendo vinte e dois escudos e cinquenta centavos por dia ,andava descalço ,e vestia ou calçava roupa e sapatos que nos davam os nossos vizinhos dos filhos mais velhos que nós, nunca passamos fome e sempre honramos o nosso nome de família da qual se destacam grandes nomes da democracia como Jaime de Figueiredo deputado constituinte da nossa democracia e Leonardo Ribeiro de Almeida ministro do primeiro governo de Cavaco Silva. Sabendo o valor da palavra dada e da honra bem como o da dignidade ,consegui fazer a escolaridade obrigatória, chumbei dois anos na escola primária por isso terminei aos 14 anos e logo comecei a trabalhar em Julho de 1984 fiz o primeiro desconto para segurança social sobre um vencimento mensal de sete mil e seiscentos escudos. Se for vivi em Julho de 2014 farei trinta anos de trabalho . Vim para Lisboa e fiz das artes uma forma de vida independente ,por forma a garantir um vencimento certo que a vida das artes nem sempre garante fiz um curso profissional de motorista de taxi que conjugo com as minhas actividades de arraiolos de que dou aulas ,das feiras de artesanato ,da pintura, de teatro , de fadista e de autor independente e promotor de espectáculos .Se me perguntarem se ganho muito ou pouco , apenas digo que durante estes trinta anos nunca recebi um cêntimo de subsídios que fossem de saúde ou desemprego quer de âmbito culturais na qualidade de autor a que tenho direito consagrado na nossa constituição.Sou independente e contra os subsídios, porque eles são a factor de corrupção dos valores do trabalho e do mérito ou capacidade intelectual, sendo muitos deles atribuídos por favores e lóbi envoltos em intereses que não os culturais. Quando aderi ao Livre foi com a esperança que se devolve-se a democracia ao povo português que luta todos os dias para pôr o pão na mesa. E que tal como eu se levanta as 8h para ir trabalhar e regressa as 23h e ainda assim tem de escolher em comer um bife ou posta de peixe ,para poder dar uma refeição digna aos filhos, ou para pagar um bilhete de um qualquer museu a fim de lhes poder dar um mínimo de educação e cultura ou até de lazer.É com desilusão e alguma magua que pretendo desistir do caminho que iniciei desiludindo os companheiros que me confiaram o seu voto. Mas são valores meus a honra,lieldade, dignidade, justiça e liberdade, por isso votei a lieldade que está contida nos estatutos do Livre. Com a consciência a que a lieldade e a ética me obrigam enquanto membro da Assembleia do Livre. Conclu-o que podendo ser uma voz contestatária e até incómoda ,não devo permanecer nessa função ,limitando-me ao lugar de apoiante em que a minha independência da estrutura do Livre me permite uma maior liberdade de palavra.Assim deixo a vossa consideração, mas tal como Salgueiro Maia que confiou a vida à liberdade e ofereceu o corpo às balas com convicção, também eu o faço por minha convicção de que a democracia deve servir o povo e não o povo servir os seus representantes.Quando digo que sou do povo refiro o conceito criado por uma determinada elite que nos definem como os não qualificados ou profissionalisados ,como se fosse defeito ser trabalhador não técnico ou licenciado,e por tal nos culpa da baixa produtividade do país ,mas ainda não percebeu que o problema está na indústria e nos seus patrões que apostaram nos baixos índices de tecnologia e nos baixos níveis de profissionalização, bem como na precarização e nos baixos salários do trabalho. Antes recuso a ideia de ser um analfabeto ou ignorante por ter a escolaridade que tenho e não um curso técnico ou licenciatura baseado em corrupção de favores e lóbi de influência como os que se conhecem ultimamente.
Agradecendo a vossa amizade e companheirismo ,a vossa dedicação e o vosso empenhamento pelos valores da verdadeira democracia ao serviço de Portugal e da Europa me despeço com consideração. Uma frase de minha autoria tem regido a minha vida com ela fecho esta carta ,ficando a aguardar a vossa resposta com estima e gratidão.

<<Cada um tem o que merece ,eu mereço o melhor ,por isso luto e vivo todos os dias.>>

Saudações José Paz
(Nota-por consideração não irei publicar esta carta no meu blog e no meu facebook enquanto não receber a vossa resposta ao meu pedido.)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Há uma linha que nos separa

O tempo é por contra posição o maior amigo ou inimigo da razão.
Lembrando a inesperada e teatral crise de verão protagonizada pelo sr Paulo Portas ,que não sairá tão depressa do nosso quotidiano político e permanecerá por muitos anos na memória dos portugueses ,a qual juntamos a famosa linha que disse não poder ser ultrapassada ,e acrescentamos a não menos mediática palavra irrevogável.
Se dúvidas havia na forma afirmativa do que deixava entender o seu discurso ,hoje é bem claro que o valor do português utilizado na conjuntura do texto indicava que o não ultrapassável é pois ultrapassável ,e que o irrevogável é assim também revogável.
A famosa linha vermelha existe e está bem presente na memória da história Europeia e na dos portugueses em particular por consequência de uma invulgar falta de preparação e de falta de conhecimento e organização bem como de capacidade de conduzir os destinos de milhões de seres humanos no respeito pela vida e pela inocência de povos pacíficos e solidários nos direitos fundamentais da paz e da liberdade.
Por essa mesma razão milhares de soldados portugueses na inesquecível linha Francesa essa sim bem vermelha ,entregaram a sua vida na defesa de valores inseparáveis da sociedade moderna evoluida que compre a todos nós honrar-mos hoje e sempre.
Mas hoje por consequência de outra linha vermelha igualmente fatal para milhões de portugueses que se vêem despojados de dignidade e de uma mínima qualidade de vida , confinados a uma crescente pobreza de existir ,comprometendo a saúde física,psicológica e moral da sociedade, que se sente incapaz de enfrentar com esperança e confiança o futuro de suas vidas e de gerações vindouras neste país ao abandono governado por sucessivos governos de élites intelectuais de má gestão e corrupção política económica e social do estado , e das instituições democráticas.
Se mais dúvidas houvesse temos por fim a confirmação que esta élite política criada na sombra de um verdadeiro 25 de Abril , apenas renovou a grande irmandade carbonária que minou e destruiu a primeira república e que conduziu Portugal a uma ditadura.
Provado está que estes sócias democratas são um caso irrevogavelmente perdido de democracia social e participativa.
Provado está que a linha vermelha foi ultrapassada e que o português destes senhores não é o português do cidadão comum assente na dignidade no respeito e na honra.
Que afinal estes democratas sociais e populares são um sinônimo de pupolarismo de avidez de poder num desejo liberal cego que ultrapassa todos os irrevogaveis direitos consagrados na constituição que aprovaram mas que hoje querem rejeitar com um objectivo único do puder absolutista e totalitário, desrespeitando os valores inseparáveis da democracia como seja o direito à liberdade .
Do maior partido da oposição fica a questionável firmeza de valores e por conseguinte a incerteza de perceber de lado estão de designada linha vermelha.
Dou outros partidos uma completa utopia de consciência de valores democráticos e sociais que se percebe ser impraticável implementar numa sociedade justa.
Da social democracia cristã nem sinal , mas eu espero que venha de Fátima o milagre da luz , que nos conduza para além da linha vermelha em segurança , e que ilumine estas mentes intelectuais de inação e obscuridade preenchidas por números de uma economia de mercados paralisada escuridão de ideias e idiais de justiça e paz.
E assim citando os evangelhos <<felizes os humildes de coração porque deles é o reino dos céus >> ,que enfim tenhamos a felicidade de ficar bem longe , mas bem longe destes senhores  democratas intelectuais.

      José Paz

Bom dia...