segunda-feira, 19 de maio de 2014

Uma Política Nova para Novas Exigências

Cada dia que passa trás aos portugueses apreensões novas quanto à sua vida no presente   e também quanto ao seu futuro e ao futuro do País.
Embora a vida portuguesa pareça manter os traços exteriores de uma certa estabilidade , os cidadãos não se deixam iludir quanto ao preço a pagar pela degradação progressiva da vida económica e social e da actividade comercial e industrial da sociedade e do país .
No espírito da maioria dos portugueses uma questão se levanta ; como vamos sair desta situação ?
Para alguns as soluções parecem passar pelo retrocesso evolutivo da sociedade e até as opções que apresentam visão apenas a repressão pela tomada de posições ditatoriais e esquemas políticos que se julgavam banidos com o 25 de Abril de 1974.
Mas a questão mantém-se ; como sair desta situação ?
A verdadeira extensão dos estragos sofridos e produzidos , e a novidade de situações criadas , faz com que a originalidade das medidas a tomar , e todo o seu enquadramento tenha de ter os seus pilares bem assentes em condições de bases sólidas precisas que definam os objectivos próprios e prioritários , que relacionem os meios para os atingir , e inventariem os seus suportes respectivos numa economia globalizada e numa democracia em constante sufrágio por uma sociedade cada vez mais informada .
Mas muito mais importante que todas as possíveis medidas imediatas a por em prática,ainda  que sejam realidades concretas de um modelo de actuação política , interessa o todo conjunto que integra um todo coerente que representa a verdadeira resposta aos problemas e anseios às necessidades e às preocupações actuais das sobrevivências sociais e económicas das famílias portuguesas , e a sobrevivência da nossa economia e a restauração da soberania e independência de Portugal .
Estes últimos três anos demonstram que um governo pode vir rompendo todas as regras de jogo de  justiça social e política , mascarar as doenças que sucessivamente corroem o sistema democrático durante mais ou menos tempo e hipotecam o nosso futuro .
Ainda assim não conseguirá calar a voz do povo enquanto este acreditar e defender o que de mais valor a democracia lhe devolveu e que é a sua  liberdade .
Resumindo de forma concisa a nossa democracia ela esta numa direita social democrática que por fim se indireitou revelando a sua identidade através da repressão e restrição , afirmando a sua política de mercado liberal capitalista e desvalorizando o ser humano .
Por sua vez a esquerda perdeu-se vivendo um passado , não percebe nem vive o presente , e como resultado não tem uma ideia de futuro . Pior foi o facto de ter criado um labirinto de demagógicas utopias , de irrealidades , e um progressismo infantil e ruinoso.
Eu sendo um esquerdista moderado e conservador considero que ser progressista não é criar uma anarquia de sistemas desregulados e insustentáveis. Criou-se nestas ultimas décadas um progresso decadente que desvirtuou a sociedade e a tornou refém de si mesmo , e o sentido da vida é descartável , quer em bens transformados , quer nos recursos naturais , como se não fossem inesgotáveis. Pior , criou um ser humano individualista , que prefere a sua satisfação pessoal à da própria família , um ser humano que se fecha em si e tudo faz para satisfazer o seu egocentrismo único, uma sociedade que perdeu valores reais de vizinhança e solidariedade , em que qualquer um pode morrer na mais profunda solidão de uma vida rodeada do tudo do progresso , mas vazia do tudo da existência da vida .
Hoje mais que em qualquer outro tempo há que procurar a verdade , a capacidade , a responsabilidade , a solidariedade e a vida em comunidade .

         José Paz
     Texto de autor
Lisboa 19 /05 / 2014

domingo, 18 de maio de 2014

A Democracia Inclusiva

Somos homens  e mulheres uma sociedade que partilha um espaço de comunidade.
Numa comunidade existe o direito e o dever . Quando uma sociedade adopta um modelo de comunhão social democrático tem por objetivo incluir todos os elementos sociais e todos os seres vivos e naturais que lhe proporcionam a vida , e compõem o seu universo .
Qualquer homem ou mulher devidamente habilitado e capacitado e com o direito de livre acesso a essa democracia pode se predispor ou candidatar a ser o rosto e a voz dessa mesma sociedade a fim de a representar , e sob a sua legitimação construir consensos e organizar um Estado , livre , justo , equitativo , igualitário e solidário.
Assim se forma um Estado democrático participativo por iniciativa dos seus componentes mais importantes e que são as pessoas.
Assim se cria um Estado que passa a existir quando se reconhece a distinção entre governantes e governados , e se constitui uma hierarquia de agentes de poder central , apoiada numa organização judiciária ,política , económica , social e democrática .
A noção de Estado está pois ligada a uma sociedade unida com o propósito da defesa colectiva de um conjunto de bens comuns .
Por isso Estado é também o sinônimo de soberania , ( Povo , País , Estado , Pátria ) .
Cito agora Aristóteles ;<< é próprio da natureza do homem ser um animal social e político que vive em multidão >> , mas a sociedade nasce de um contrato  , não é um fruto da natureza , é não mais que uma mera convenção . Se assim não o fosse , não teria Alexandre Herculano , desiludido com os partidos políticos , e os políticos proferido esta frase ;<< quanto mais conheço os homens mais gosto dos animais >> .
É o estado uma constituição de valores  políticos , judiciais , económicos , sociais , e morais .
É também o Estado e os seus representantes uma vontade democrática de um povo e a soberania de um país . Não podem pois os seus representantes voltar as costas a esse povo e tão pouco à constituição que os elegeu e que servem .
Tenho por convicção que os representantes que  se elegem são o garante dos valores que se desejam ver defendidos e respeitados por uma sociedade justa  e  solidária no seu todo.
A justiça é um bem essencial para gerar a confiança de um povo , por sua vez a confiança gera a dignidade de existir de toda a sociedade .
Com a verdadeira aplicação destes princípios a democracia é o resultado de uma vontade que a todos une , na qual todos comungam , e partilham valores de igualdade , com os mesmos direitos e deveres , e com as mesmas garantias de oportunidades.
Isto nos diz que uma democracia não deve excluir os cidadãos dessa vida cívica activa , no estrito respeito pelas regras e leis do Estado . Incluir todos deve ser o objetivo primeiro do sentir da consciência democrática . Incluir com a predisposição para ouvir , para discutir , para aprofundar e gerar conhecimento , para construir consensos  e por fim para governar .
Fazer da democracia um poder de sujeição dos mais fracos , dos mais desfavorecidos e desprotegidos , ou ainda das minorias , e desvirtuar a razão da democracia , e ainda esvaziar a sociedade dos seus factores de unidade perante a defesa dos bens comuns.
É necessário que a democracia seja um exercício de seriedade , que inclua e não exclua , que não seja obscura mas sim transparente , não seja singular mas plural , que não seja restrita e fechada , mas livre e aberta .
Acredito que a democracia representa a diversidade , a diferença , a divergência , a opinião , a crítica , mas que no seu universo sentido de amplitude , ela é a unidade e a solidariedade entre gerações , faz da sociedade uma comunidade de homens e mulhures a que todos serve e da qual todos se servem , como um bem comum de vida em paz e liberdade .
É esta a democracia na qual como ser humano me idêntifico e que considero ser a melhor de todas as formas de funcionamento de um Estado de um País e da minha Pátria.

              José Paz
        Texto de autor
Lisboa 18/ 05 /2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Retalhos de uma Sociedade de números

Um abismo , e qual é o fim ?
Em princípio hoje há uma constatação da realidade que é um somatório de factos consumados e do conhecimento adquirido , muito por resultado do caminho até agora já percorrido pela sociedade.
Muitos se perfilam na defesa da ideia que o mal está na economia , mas a verdade é que o resultado da economia se deve à má política , que tem o dever de regular e definir as normas legais e jurisdicionais que a efectivem no procedimento dos funcionamentos dos mercados , assim o mal está não na economia mas na política.
Estando o mundo defenino na sua dimensão , e ocupando este o seu espaço no universo da vida que o rodeia e constitui , não é por isso calculável o seu tempo de existência , muito menos a qualidade dessa existência efectiva na vida de todos os seus habitantes .
Do mesmo modo não é previsível que se faça um diagnóstico realista do futuro da humanidade e do destino inconsequente dos caminhos do presente.
Mas é possível fazer sim da realidade do presente a previsão dos objectivos a alcançar num futuro próximo , ainda que estes possam sempre ser uma consequência imprevisível .
Há sempre no desejo mais íntimo da cada ser , uma vida que sabe não ser apenas sua e que a tudo e a todos pertencente directa ou indirectamente.
Esta pode ser ou não em todas as suas dimensões a mais que provável inconstância   e indefinição da virtude da vida da humanidade. Quando nascemos é-nos dado um mundo a descobrir , crescemos rodeados de vidas que influenciam a nossa mente e o nosso corpo . Construímos mundos que são a nossa identidade e o reflexo de todo o conhecimento e de toda a informação e formação que recebemos de nível intelectual , cultural , moral , que nos formatam e são  arquivados em nós , depois personalizados e individualizados , eles são a nossa face e o espelho do nosso ser .
No princípio humano há os que que são os guias da humanidade e os que seguem a humanidade . Milhares ao longo de gerações foram guias de milhões de seguidores ,  destes seguidores há os que foram e são fieis seguidores , e são a continuação desses princípios com o mesmo rigor , radicalismo e até fanatismo .
Porém houve e há aqueles que sendo influenciados souberam construir novos caminhos novas razões , novos horiontes , e novos guias e novos seguidores .
Mas o precipício está no caminho de todos , uns com maior aproximação outros ainda mais distantes , mas a realidade está aí , uns e outros encontram-se num percurso diferente , mas e qual é o objectivo de um final , que se vai escrevendo , e dum caminho que vai prescrevendo .

           José Paz
      Lisboa 16/05/2014
       Texto de autor

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Retalhos da Sociedade dos Números

Perdidos algures entre o real e o ilusório , assim vivem os governantes da sociedade moderna . Uma sociedade que vive em torno de uma economia baseada no consumo . O material afectivo e efectivo , e os bens de satisfação e realização pessoal e emocional , são hoje cada vez mais individualizados . Numa sociedade que evolui a uma velocidade nunca antes experimentada , não houve nem há tempo para a implementação sustentada da evolução de forma equitativa e igualitária . Em rigor não o seria , mas a injustiça sobrepôs a fraternidade humana e assim prevalece a justiça dos poderes económicos que dominam os povos , e os enumeram por forma de uma racionalidade de heroísmo consumidor.
Não há hoje a preocupação de solidificar a evolução de forma sustentada e bem alicerçada   para o bem estar e qualidade de vida da sociedade enquanto agente principal da economia. Em matéria de opções de justiça social e económica a regra é uma soma dos números e o dividendo dos lucros pelo do capital . Os mercados são hoje o modelo dominador de uma factual economia dominante sobre os valores humanos .
A vida perdeu o valor da dignidade , da sua existência é apenas na conta uma parcela numeral na equação da multiplicação da economia global . No objectivo civilizacional dos povos , enquanto uns lutam pela sua própria sobrevivência , outros lutam pelo domínio único da vida de números de consumidores . Assim as desigualdades são cada vez mais um abismo que se estende de um estremo ao outro estremo do mundo , que se compreende existir , mas que o capital e os mercados parecem ignorar , como se não houvesse um amanhã.
É pois um facto cada vez mais visível o crescendo de diferencial entre pobres e ricos , a classe média parece ruir como baralho de cartas , a classe operária míngua em labor e salário , a classe política fecha os olhos e vive acima dos valores da democracia , enquanto o grande capital estrangula toda a economia e sufoca a sociedade sem esperança no futuro .
É também espectável que tanto uns como outros caminhem para o abismo , e que se encontrem de um lado e de outro , ambos terão o mesmo desejo de ser dos últimos a cair , mas a verdade é que como forem caindo o abismo se vai ampliando , para um mesmo fim .

       José Paz
Lisboa 12/5 /14
Texto do autor

domingo, 11 de maio de 2014

Uma razão de ser Europeu na minha visão desta Europa

Europa = verdade - liberdade - propriedade - democracia.

É a Europa um símbolo de verdade .....!
Foi nesta Europa que se desenvolveu por intermédio do gerar do conhecimento a ciência da cultura do pensamento e através dessa ciência a procura constante da verdade que mudou e muda todos os dias o mundo na consciência da existência desta Europa.
Assim por consequência a investigação científica há um resultado , o da procura permanente da razão , num amor à verdade e aos meios para a alcançar , e tendo por complemento a dúvida e a crítica.
O espírito crítico é o instrumento essencial , e o método histórico e de pesquisa rigoroso ,são utensílios intelectuais e privilégios desta Europa ,também por isso o respeito pela verdade e pela crítica é um valor europeu incontestável. Por dever a pessoa humana e a busca da verdade estão ligadas na sua dignidade de existir , se não o fosse , bastaria pensar que em nome da  verdade e liberdade foram Milciades e Temístocles combater os Persas na batalha de Maratona e Salamina , que Jofre e Petain as lutas contra o imperador Guilherme II no Marne e em Verdun , e que Leclerc e Delattre de Tassigny se bateram na segunda guerra mundial em Estrasburgo ou em Colmar , mas também em Portugal se fez um 25 de Abril de 1974 com o Capitão Salgueiro Maia a liderar o movimento dos capitães ,e por um povo sedento de verdade e liberdade. << A liberdade de cada um está indefectivelmente ligada à de todos , e a liberdade de todos à liberdade de cada um .>> isto disse e escreveu um dia Raymond Polin . A liberdade implica a afirmação como boa a existência dos outros tais como são , num pluralismo de convicções e de opiniões que todos reconheçam como normais nas suas semelhanças e nas suas diferenças . A liberdade implica igualmente a ordenação dos homens e mulheres que colaboram entre si num sistema de chefias e hierarquias de autoridade e necessário a todas as actividades de interesse privado ou colectivo , bem como uma ordem comum ou pública . A liberdade exige ao mesmo tempo o consenso em torno de um principio de justiça , que enunciadas as condições mínimas de vida se constitua a base de um sistema de proporções , regulando as relações e valores entre os membros da sociedade. Justiça que assegura na ordem  de valores , direitos e deveres que se podem exprimir nos adágios tais como << não lesar ninguém >> e << a cada um o que lhe cabe >> ou << não faças aos outros o que não queres que te façam >> . A liberdade implica uma ordem social e toda a ordem social uma ordem política , é por isso a ordem política o resultado de uma sociedade livre e ordenada em valores de justiça e democracia equitativa e que se pretende igualitária .

A Europa e o direito individual e colectivo de propriedade....!

Adoptou a europa de um modo geral um sistema de propriedade para um mesmo património , como propriedade sujeita a tributo periódico , e o domínio útil do camponês , a propriedade autêntica com direito a usufruir dos seus frutos e legar direito a tributo a herdeiros , de a vender ou de estar protegida contra o esbulho . Sempre no sentir dos europeus houve a consideração indispensável à propriedade e liberdade dos direitos  dos homens.
Um homem ou mulher têm direito à sua liberdade individual , porque tem na verdade direito à propriedade do seu corpo e do seu pensamento e criação intelectual e cultural ou artística .

A Europa sempre foi a identidade da democracia...!

Verdade ,liberdade propriedade ,democracia ,a Europa sempre se definiu também pelo sentido da medida das coisas , e pelo que representam à escala da pessoa humana . A Europa só poderá alcançar a sua unidade política pela renúncia de  qualquer Estado ou Nação ao seu domínio sobre os outros . Esta Europa só se poderá constituir uma unidade quando assegurar a defesa comum e a coordenação de esforços nos domínios económicos , sociais , científicos , e culturais de todos os seus elementos . A Europa pode sem dúvida avançar para uma forma de regionalismo abrangendo e integrando todo o seu território , mas não sem garantir o total respeito pela independência de cada povo no seu amor e patriotismo e a autoridade de cada país . O europeu é por origem um missionário no seu próprio espaço geopolítico e fora dele ,  também . O seu esforço para a universalização do seu pensamento , da sua  ciência , e das suas filosofias e identidade cultural são uma verdade , também a sua aptidão para receber de todas as civilizações o que delas pode encontrar de assimilável , nessa arte subtil de destinguir  , de deduzir e induzir , é o fundamento do primeiro valor europeu , o sentido agudo da pessoa , do ser singular e individual com inteligência , razão , e vontade .
O primeiro grande problema que enfrenta a Europa é que têm de haver europeus . Ora na actualidade em todos os países se apresenta uma insuficiência de  natalidade que na realidade não assegura a substituição dos que vão morrendo , e não garante a qualidade de vida das gerações actuais , assistindo-se a uma degradação dos valores da sociedade.
É por isso sem ímpeto , sem movimento e sem força criadora , incapaz de suportar uma sociedade sem efectivos bastantes de produtores e consumidores que faz oscilar a sua balança comercial , económica , social , e política.
A Europa deve e tem de adoptar políticas novas no reforço da natalidade e demografia .

O segundo problema a escola a educação e a universalidade do ensino .

A escola primária sem transviar em pedagogias ambiciosas e decepcionantes , deve retomar o sentido da sua integração numa hierarquia de comunidades . Da sua prática conscienciosa do ofício de ensinar , e com esse desígnio pelo aperfeiçoamento dos valores do indivíduo , que com osconhecimentos fundamentais de ler , escrever , contar , conduzam à capacitação da educação cívica , moral , científica , intelectual , e política , que juntamente ensinados com preocupação do hábito ao esforço e sobretudo ao valor responsável e competente e ainda profissional dote os europeus de uma nova consciencialização técnica , científica , económica e política da Europa e das  sociedades modernas evoluídas.

O terceiro problema a globalização do poder da economia....!

Em verdade pode dizer-se que não é um , mas sim um conjunto interligados entre si , e com o mundo , a começar pelos recursos e fontes de abastecimento de energias que o seu desenvolvimento assim obriga e condiciona limitando a sua progressão para uma política forte de avanço no caminho para uma maior independência energética , evitando assim os constrangimentos das oscilações dos mercados em principal do petróleo .
Há ainda a concorrência económica mundial , consequente por uma globalização comercial universal . Esta concorrência faz com que muitos estados europeus saindo das suas fronteiras permitam que muitas industrias se instalem e até vendam as suas fábricas completas , permitindo a instalação de propriedade industrial em economias mais favoráveis, fornecendo-lhes metodologias de trabalho , técnicas e técnicos especializados , bem como planos de evolução científica , pondo em causa o grande efectivo de conhecimento social , a degradação do seu crescimento activo e efectivo sustentado , o que não promove a estabilidade laboral , a criação de emprego , a dignidade salarial , e constituem um retrocesso civilizacional pondo em causa a sua sobrevivência enquanto uma união de Estados com objectivos comuns. Temos pois que considerar qual o papel da Europa neste século , e quais os seus objectivos , porque com esta passagem dos sonhos , das utopias , das retóricas e das teorias para a Europa das realidades , não podemos mais viver em alheamento do presente , sem um fio condutor que nos una e guie em solidez num horizonte futuro.

O sentir de um convicto europeu .

Na Europa das realidades a democracia não pode ser um conjunto de políticas criado num parlamento institucional , mas com uma ausência efectiva duma verdadeira e única constituição europeia . Esta Europa tem de sentir como sua a já firmada vontade de viver em comunidade e ouvir as correntes de reflexão que vão para além da verdade política e que representam uma expectativa de uma Europa dos europeus unidos mas aberta ao mundo.
Se esta europa fechada em si que não age apenas reage , já não é a Europa dos trabalhadores de hoje , não será a Europa da juventude de amanhã , e não poderá anciar ser um modelo de um desenvolvimento e um progresso que a todos inclua e que a todos sirva nas suas diferenças , o que compromete a verdadeira solidariedade e igualdade de oportunidades entre os povos , e assim deixa de ser um garante da estabilidade e da paz social.
Quero ainda salientar , que não se trata apenas e só de criar inteiras e de uma só vez estruturas jurídicas , ou económicas , ou sequer sociais , novas. Mas de harmonizar as estruturas existentes , mesmo no ambiente  de uma conjuntura pouco favorável sob o ponto de vista económico e social . Mas regularizar problemas tão diversos como a produção e comercialização dos produtos produzidos  e na indústria que passa pela uniformalização de produções tão diversas como pescas , agricultura , educação  , saúde , transportes , e segurança , estes que são exemplos de uma desigualdade dentro da União Europeia .
Este movimento individualista poderá ser fatal ao desenvolvimento e consolidação dos propósitos de mercado comum e da moeda comum o Euro . Porque a globalização questiona todos os dias as verdadeiras capacidades da Europa de hoje , sendo cada estado que a forma demasiado pequeno para as condições de vida universais  e de mobilidade dos  europeus . Não é pelo confinamento  numa região ou num grupo restrito de uma união de Estados que se chega a ser europeu , mas sim pelo alargamento dos sentimentos das ideias e ideais e dos horizontes políticos que os unem . Se é verdade que na progressão da família para a aldeia e da aldeia para a cidade , da cidade para a província e da província para o país , também é necessária a progressão até à Europa . Mas também no cidadão é necessária a progressão interna psicológica , aprendendo a servir a sua família , a sua aldeia ,a sua cidade , a sua província , o seu país , e que alargue a sua visão  servindo com o empenho dedicado como a actual situação de comunidade europeia o exige a sua Europa .
É necessário que nós europeus possamos superar as nossas diferenças , os nossos medos , as nossas angústias , bem como as nossas ideologias , e se recupere a sua íntima entidade pela liberdade de todos e contra todos os confinamentos . Que dilatemos o nosso consciente e o nosso olhar até às fronteiras da Europa , e tomemos conta de tudo o que devemos a esta Europa , das nossas responsabilidades , dos nossos deveres , e dos nossos direitos .
Uma democracia igualitária , justa , solidária , que se converta nas razões de existir de uma comunidade com fraternidade , e paz , que  tenha o objectivo de ser um projecto de vida de todos os europeus num amor pela verdade , propriedade , liberdade ,de um todo que somos nós Europa.

          José Paz 
Lisboa 11 de Maio de 2014

( nota o texto é direito do seu autor não sendo permitida a sua utilização do seu todo ou em parte sem o seu consentimento ,encontrando-se o mesmo protegido pelos direitos de autor )

quinta-feira, 27 de março de 2014

RESPOSTA AO PEDIDO DE RENUNCIA

-------- Mensagem original --------
Assunto: RE: Assembleia do LIVRE
De: LIVRE <info@livrept.net>
Para: José_Paz <paz.josefmarecos@gmail.com>
CC:
Caro José Paz,

Lamentamos profundamente a opção de renúncia à Assembleia do LIVRE e até ao estatuto de membro. Aceitamos a opinião do José e sabemos que ainda temos um logo percurso a percorrer nesta aventura dos “partidos”, mas tal como o José, a esmagadora maioria dos membros da Assembleia ou dos restantes órgãos eleitos do LIVRE não são profissionais da política, usam em especial de voluntarismo e da perda de muitas horas de sono na procura de um ideal, que é o de conseguir inverter o caminho de um retrocesso civilizacional iminente. E usamos as únicas armas que todos temos, as da cidadania efetiva.
A história de vida que connosco partilha só prova como é importante a enorme diversidade de experiência e conhecimento dos elementos da nossa Assembleia do LIVRE, tal como muito oportunamente uma jornalista escreveu: “um partido do maquinista ao cientista”.
Quando iniciámos este caminho a única certeza que tínhamos era da quase impossibilidade de nos apresentarmos às Europeias. Mas essa foi a primeira certeza a ser abalada, e bem! O entusiasmo com que fomos recebidos pelas pessoas, de todos os cantos do país, de todo o espectro político, levaram a que em tempo record tivéssemos 9000 assinaturas para entregar ao Tribunal Constitucional. E uns Estatutos aprovados na Assembleia Constitutiva de que fala. E um programa político. E houve um Congresso, e uma Assembleia e regimentos e regulamentos e um Programa para as Europeias. E pela primeira vez na história dos partidos em Portugal, todos os documentos foram abertos à participação dos membros e apoiantes do LIVRE. Haverá maior exercício de democracia?
É certo que o tempo tornou-se de repente escasso, e cerca de 4 meses depois do primeiro suspiro, o LIVRE pode estar à beira de ser legalizado e poder concorrer às Europeias, com candidatos eleitos por primárias abertas, outra estreia em Portugal.
Às vezes as coisas não correm milimetricamente como as programámos, mas essas falhas fazem igualmente parte de um processo que se quer novo e inovador. E para que tenha sucesso precisamos de todos, mesmo dos que aqui e ali discordam.
Gostaríamos que reconsiderasse o seu pedido de renúncia, mas se tal não for possível respeitaremos a sua opção e continuaremos a contar com a sua contribuição que é muito importante para o LIVRE, mesmo que só como apoiante.

Saudações LIVREs

Ofélia Janeiro

A MINHA Resposta à reconsideração de renuncia do Livre

José Paz paz.josefmarecos@gmail.com

13/03
para LIVRE
Grato pela atenção e consideração tal como referi na carta tenho um só rosto o que dei a muitas das pessoas que me confiaram as muitas assinaturas que entreguei ao livre mas como disse no congresso soube como cheguei sei como devo sair uma verdadade me guiou em toda a vida a minha dignidade e o acreditar nas pessoas sinto que o livre começa a seguir um caminho distante da verdade que muitos de nós desejamos ver implantada na nossa democracia. Serei como sempre correcto e respeitarei todos os membros do livre assim como o partido criado .Assumo agora a confiança das muitas pessoas que me tem acompanhado na procura de resgatar a nossa dignidade como seres humanos ,por isso não poderei estar em algo que não vai de encontro as nossas nessecidades mais prementes ,com estas pessoas estamos a formar um movimento cívico que será uma forma de nos mantermos unidos e de trilhar um novo caminho para Portugal feito de pessoas e para pessoas ,quem sabe possamos ter algo em comum no futuro ,por agora não posso nem devo desiludir as dezenas de pessoas que em reuniões em minha casa falei dum projecto de democracia livre mas que não corresponde ao que projectei e transmiti .Talvez seja uma visão minha mas há dois meses que nestas reuniões semanais e numa colectividade de Santarém idealizava-mos formar um núcleo do LIVRE caiu por terra porque fiquei sem argumentos para explicar um programa defendido sem haver entre nós qualquer debate .Assim e perante algumas pessoas que me disseram e com razão que era mais do mesmo que não nos iam ouvir que procuravam apenas um lugar (tacho) e são todos iguais.Não me resta outra alternativa penso que o Livre tem uma batalha pela frente provar não só a mim a muitos portugueses que não e uma franja do Bloco de Esquerda e que realmente vai estar ao lado do povo .Eu tal como fiz quando aderi ao livre informei o meu universo de pessoas que tem a minha amizade que deixara de ser independente agora que volto a essa feliz condição de ser livre públicarei a carta da minha renúncia por considerar ser o certo. Começa um novo caminho aprendi convosco que não devo desiludir nem iludir ninguém espero estar à altura deste novo desafio e quem sabe voltar a acreditar no vosso projecto. Aceito a vossa abertura mas sou desde hoje um simples espectador pois não pretendo intervir na vida do livre sou só mais um.

Muito reconhecido José Paz

Bom dia...