quinta-feira, 22 de maio de 2014
A Inconsciência da Consciência
Os dias somarão-se , e agora o animal que era antes , evoluiu para o ser humano , ainda assim não deixou de ser animal , deixou contudo o mundo da mente primitiva , o mundo do ser irracional , e passou a dominador racional e consciente.
Na sua evolução separou-se da origem , e definiu-se como ser superior . Assim o definiu o criador do mundo pois sobre a sua criação disse ,( terás o domínio sobre todos os animais da terra , todas as aves do céu , todos os peixes do mar ) .Antropólogo da sua própria existência , criou assim a distinção entre mundo natural e selvagem , e mundo artificial e civilizado. Somos pois forçados a fazer o retrocesso civilizacional para construir a nossa identidade , e a do ser evolutivo da sociedade humana .
Isto porque há a vida animal selvagem ,e também eles se constituem e vivem em sociedades , ou se quisermos em comunidade .
De realçar que na evolução do ser humano , o tempo é bem mais curto que o da evolução dos animais (seres vivos ,vida existencial universal ) , a sua evolução não foi um caminho de de solidão e autonomia única . Bem pelo contrário , toda a natureza selvagem , animal , vegetal de uma forma ou de outra , e nas mais diversas metamorfoses , também o acompanhou , e em muitos casos foi tão rápida , tão eficaz , tão surpreendente na sua adaptação , que o superou em capacidade de acção e de superação dos novos desafios de vida .
Não é pois de admirar que hoje a sua existência , esteja ela mesma ameaçada na sua origem , que é a inconsciência ou consciência de exirtir sem destino definido , mas com tempo definido no lugar e no espaço que ocupa a sua vida .
Regresse-mos ainda que por artes mágicas da nossa consciência às virtudes humanas , à história da sua raça humana !
Salientar que a palavra sim transparente de designação , é raça ! Porque esta é a base da sua sustentação universal . Quantas vezes ouvimos dizer que uma raça animal está em vias de extinção . O facto é esse mesmo !
Foi a raça animal humana de carne e osso , de membros , de crânio , de sangue , de órgãos, que lhe permitem , ver , ouvir , falar , respirar , comer , vegetar , e pensar , enfim viver .
Bem ! Então mas em geral todos os animais tem iidênticas características e semelhantes funcionalismos na sua existência . Alguns dirão sorrindo mas não pensam !
Sim ! É claro que não pensão , porque se pensassem então a raça humana estaria extinta.
De tal forma não pensão que servem o ser humano individualista e cruel para com a sua existência . O que este animal hunamo , apenas agora e só muito lentamente começa a ter a consciência da sua caminhada destruidora e tenta inverter o caminho para um mesmo fim .
A inconsciência ou a consciência , as irmãs gémeas que nascidas juntas já mais se separaram , são a vitória e a derrota , a aceitação e a recusa , o desconhecido e o conhecido , a justiça e a injustica , a riqueza e a pobreza , a alegria e a tristeza , e todos os sentidos e sentimentos , são o passado , presente e futuro , mas de tudo ressalva um afinal , a vida e a morte .
José Paz
Texto de autor
Lisboa 22 / 05 /2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
Democracia de Esquerda Ponto e Vírgula
Afigura-se-nos que isto é próprio do esquerdismo. Há que reconhecer que quando alguém se intitula de esquerda , proclama algo mais que uma confissão de pertencer a um partido , que segue uma ideologia . Exprime por conseguinte uma concepção do mundo que excede
o puramente político , e de uma maneira ou de outra isso significa que vive com particular intensidade as possibilidades de corresponder a tudo o que o inquieta , e às exigências da sociedade contemporânea , corrompida e destruturada , e cada vez mais desigual .
Aquilo a que chamamos esquerda merece voltar ao vigor e rigor de permanecer na actualidade . Hoje em dia , a política acha-se empregada de problemas culturais que afectam de forma directa a sociedade , tanto no sentido mais cómodo de cultura como reflexão íntima , como no de cultura de usos e custumes ou modos de convivência , e também no geral da objectividade resultante do encontro de realidades de espírito com as formas estabelecidas no mundo da natureza .
O ser humano está preocupado com o seu desenvolvimento crescente do instinto de autodestruição tão poderoso e tão rápido como condicionante , que quando o momento surge é com o instinto específico de conservação . No entanto para que as coisas fiquem bem claras é preciso que se pergunte , qual é , de entre todas as ideologias de esquerda as que estão à altura do nosso tempo , e as que melhor representam a nossa concepção de esquerda livre , igual , democrática.
A esquerda não é , nem pode ser apenas uma concepção do mundo , pois ela reveste-se do carácter das ideologias , e tende a praticar-se . Embora não possa ser esta afirmação absoluta , porque há muitos esquerdistas teóricos que nunca sonharam fazer coisa alguma para pôr em prática as suas ideias.
Mas a noção de esquerda é de natureza motora , possui aquilo a que a escola francesa chamava << motoridade das ideias >> , pode dizer-se que se alguém adquiriu o costume de pensar em conformidade com modelos de esquerda , de uma forma mais ou menos constante e activa , ou até mesmo discreta , tende a actuar e a aplicá-los na prática .
Há portanto a conclusão que enquanto a direita define posições políticas de ideologia conservadoras e proteccionistas , a esquerda verdadeira adopta politicas progressistas e expansionistas .
Hoje sobre o símbolo do universalismo é uma importante filosofia-síntese para explicar os grandes problemas , e constituir , e explicar alternativas para o visível atoleiro em que se encontra o país e a europa e até o mundo .
Será difícil determinar hoje a posição do homem ( ser humano ) no universo , porque ele próprio se constituí uma dúvida , ainda que esta seja serena num mundo sem serenidade .
A cultura de pensamento objectivo e subjetivo na forma global , está em constante readaptação no sentido técnico , específico e prioritário possível a conceder à política . A política actual é um dos problemas maiores de entre os grandes problemas mundiais de democracia e desenvolvimento bem como sustentabilidade da sociedade .
É nessa constante de reajustamento ligada a economia e política , o facto de ser condição de estar intimamente ligada a ideia de esquerda , e ao pensamento no desenvolvimento urgente dos enquadramentos reais da sociedade , que são necessárias as buscas de verdadeiras e novas interpretações dos caminhos de esquerda .
José Paz
Texto de autor
Lisboa 20 / 05/ 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Uma Política Nova para Novas Exigências
Embora a vida portuguesa pareça manter os traços exteriores de uma certa estabilidade , os cidadãos não se deixam iludir quanto ao preço a pagar pela degradação progressiva da vida económica e social e da actividade comercial e industrial da sociedade e do país .
No espírito da maioria dos portugueses uma questão se levanta ; como vamos sair desta situação ?
Para alguns as soluções parecem passar pelo retrocesso evolutivo da sociedade e até as opções que apresentam visão apenas a repressão pela tomada de posições ditatoriais e esquemas políticos que se julgavam banidos com o 25 de Abril de 1974.
Mas a questão mantém-se ; como sair desta situação ?
A verdadeira extensão dos estragos sofridos e produzidos , e a novidade de situações criadas , faz com que a originalidade das medidas a tomar , e todo o seu enquadramento tenha de ter os seus pilares bem assentes em condições de bases sólidas precisas que definam os objectivos próprios e prioritários , que relacionem os meios para os atingir , e inventariem os seus suportes respectivos numa economia globalizada e numa democracia em constante sufrágio por uma sociedade cada vez mais informada .
Mas muito mais importante que todas as possíveis medidas imediatas a por em prática,ainda que sejam realidades concretas de um modelo de actuação política , interessa o todo conjunto que integra um todo coerente que representa a verdadeira resposta aos problemas e anseios às necessidades e às preocupações actuais das sobrevivências sociais e económicas das famílias portuguesas , e a sobrevivência da nossa economia e a restauração da soberania e independência de Portugal .
Estes últimos três anos demonstram que um governo pode vir rompendo todas as regras de jogo de justiça social e política , mascarar as doenças que sucessivamente corroem o sistema democrático durante mais ou menos tempo e hipotecam o nosso futuro .
Ainda assim não conseguirá calar a voz do povo enquanto este acreditar e defender o que de mais valor a democracia lhe devolveu e que é a sua liberdade .
Resumindo de forma concisa a nossa democracia ela esta numa direita social democrática que por fim se indireitou revelando a sua identidade através da repressão e restrição , afirmando a sua política de mercado liberal capitalista e desvalorizando o ser humano .
Por sua vez a esquerda perdeu-se vivendo um passado , não percebe nem vive o presente , e como resultado não tem uma ideia de futuro . Pior foi o facto de ter criado um labirinto de demagógicas utopias , de irrealidades , e um progressismo infantil e ruinoso.
Eu sendo um esquerdista moderado e conservador considero que ser progressista não é criar uma anarquia de sistemas desregulados e insustentáveis. Criou-se nestas ultimas décadas um progresso decadente que desvirtuou a sociedade e a tornou refém de si mesmo , e o sentido da vida é descartável , quer em bens transformados , quer nos recursos naturais , como se não fossem inesgotáveis. Pior , criou um ser humano individualista , que prefere a sua satisfação pessoal à da própria família , um ser humano que se fecha em si e tudo faz para satisfazer o seu egocentrismo único, uma sociedade que perdeu valores reais de vizinhança e solidariedade , em que qualquer um pode morrer na mais profunda solidão de uma vida rodeada do tudo do progresso , mas vazia do tudo da existência da vida .
Hoje mais que em qualquer outro tempo há que procurar a verdade , a capacidade , a responsabilidade , a solidariedade e a vida em comunidade .
José Paz
Texto de autor
Lisboa 19 /05 / 2014
domingo, 18 de maio de 2014
A Democracia Inclusiva
Somos homens e mulheres uma sociedade que partilha um espaço de comunidade.
Numa comunidade existe o direito e o dever . Quando uma sociedade adopta um modelo de comunhão social democrático tem por objetivo incluir todos os elementos sociais e todos os seres vivos e naturais que lhe proporcionam a vida , e compõem o seu universo .
Qualquer homem ou mulher devidamente habilitado e capacitado e com o direito de livre acesso a essa democracia pode se predispor ou candidatar a ser o rosto e a voz dessa mesma sociedade a fim de a representar , e sob a sua legitimação construir consensos e organizar um Estado , livre , justo , equitativo , igualitário e solidário.
Assim se forma um Estado democrático participativo por iniciativa dos seus componentes mais importantes e que são as pessoas.
Assim se cria um Estado que passa a existir quando se reconhece a distinção entre governantes e governados , e se constitui uma hierarquia de agentes de poder central , apoiada numa organização judiciária ,política , económica , social e democrática .
A noção de Estado está pois ligada a uma sociedade unida com o propósito da defesa colectiva de um conjunto de bens comuns .
Por isso Estado é também o sinônimo de soberania , ( Povo , País , Estado , Pátria ) .
Cito agora Aristóteles ;<< é próprio da natureza do homem ser um animal social e político que vive em multidão >> , mas a sociedade nasce de um contrato , não é um fruto da natureza , é não mais que uma mera convenção . Se assim não o fosse , não teria Alexandre Herculano , desiludido com os partidos políticos , e os políticos proferido esta frase ;<< quanto mais conheço os homens mais gosto dos animais >> .
É o estado uma constituição de valores políticos , judiciais , económicos , sociais , e morais .
É também o Estado e os seus representantes uma vontade democrática de um povo e a soberania de um país . Não podem pois os seus representantes voltar as costas a esse povo e tão pouco à constituição que os elegeu e que servem .
Tenho por convicção que os representantes que se elegem são o garante dos valores que se desejam ver defendidos e respeitados por uma sociedade justa e solidária no seu todo.
A justiça é um bem essencial para gerar a confiança de um povo , por sua vez a confiança gera a dignidade de existir de toda a sociedade .
Com a verdadeira aplicação destes princípios a democracia é o resultado de uma vontade que a todos une , na qual todos comungam , e partilham valores de igualdade , com os mesmos direitos e deveres , e com as mesmas garantias de oportunidades.
Isto nos diz que uma democracia não deve excluir os cidadãos dessa vida cívica activa , no estrito respeito pelas regras e leis do Estado . Incluir todos deve ser o objetivo primeiro do sentir da consciência democrática . Incluir com a predisposição para ouvir , para discutir , para aprofundar e gerar conhecimento , para construir consensos e por fim para governar .
Fazer da democracia um poder de sujeição dos mais fracos , dos mais desfavorecidos e desprotegidos , ou ainda das minorias , e desvirtuar a razão da democracia , e ainda esvaziar a sociedade dos seus factores de unidade perante a defesa dos bens comuns.
É necessário que a democracia seja um exercício de seriedade , que inclua e não exclua , que não seja obscura mas sim transparente , não seja singular mas plural , que não seja restrita e fechada , mas livre e aberta .
Acredito que a democracia representa a diversidade , a diferença , a divergência , a opinião , a crítica , mas que no seu universo sentido de amplitude , ela é a unidade e a solidariedade entre gerações , faz da sociedade uma comunidade de homens e mulhures a que todos serve e da qual todos se servem , como um bem comum de vida em paz e liberdade .
É esta a democracia na qual como ser humano me idêntifico e que considero ser a melhor de todas as formas de funcionamento de um Estado de um País e da minha Pátria.
José Paz
Texto de autor
Lisboa 18/ 05 /2014
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Retalhos de uma Sociedade de números
Um abismo , e qual é o fim ?
Em princípio hoje há uma constatação da realidade que é um somatório de factos consumados e do conhecimento adquirido , muito por resultado do caminho até agora já percorrido pela sociedade.
Muitos se perfilam na defesa da ideia que o mal está na economia , mas a verdade é que o resultado da economia se deve à má política , que tem o dever de regular e definir as normas legais e jurisdicionais que a efectivem no procedimento dos funcionamentos dos mercados , assim o mal está não na economia mas na política.
Estando o mundo defenino na sua dimensão , e ocupando este o seu espaço no universo da vida que o rodeia e constitui , não é por isso calculável o seu tempo de existência , muito menos a qualidade dessa existência efectiva na vida de todos os seus habitantes .
Do mesmo modo não é previsível que se faça um diagnóstico realista do futuro da humanidade e do destino inconsequente dos caminhos do presente.
Mas é possível fazer sim da realidade do presente a previsão dos objectivos a alcançar num futuro próximo , ainda que estes possam sempre ser uma consequência imprevisível .
Há sempre no desejo mais íntimo da cada ser , uma vida que sabe não ser apenas sua e que a tudo e a todos pertencente directa ou indirectamente.
Esta pode ser ou não em todas as suas dimensões a mais que provável inconstância e indefinição da virtude da vida da humanidade. Quando nascemos é-nos dado um mundo a descobrir , crescemos rodeados de vidas que influenciam a nossa mente e o nosso corpo . Construímos mundos que são a nossa identidade e o reflexo de todo o conhecimento e de toda a informação e formação que recebemos de nível intelectual , cultural , moral , que nos formatam e são arquivados em nós , depois personalizados e individualizados , eles são a nossa face e o espelho do nosso ser .
No princípio humano há os que que são os guias da humanidade e os que seguem a humanidade . Milhares ao longo de gerações foram guias de milhões de seguidores , destes seguidores há os que foram e são fieis seguidores , e são a continuação desses princípios com o mesmo rigor , radicalismo e até fanatismo .
Porém houve e há aqueles que sendo influenciados souberam construir novos caminhos novas razões , novos horiontes , e novos guias e novos seguidores .
Mas o precipício está no caminho de todos , uns com maior aproximação outros ainda mais distantes , mas a realidade está aí , uns e outros encontram-se num percurso diferente , mas e qual é o objectivo de um final , que se vai escrevendo , e dum caminho que vai prescrevendo .
José Paz
Lisboa 16/05/2014
Texto de autor
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Retalhos da Sociedade dos Números
Perdidos algures entre o real e o ilusório , assim vivem os governantes da sociedade moderna . Uma sociedade que vive em torno de uma economia baseada no consumo . O material afectivo e efectivo , e os bens de satisfação e realização pessoal e emocional , são hoje cada vez mais individualizados . Numa sociedade que evolui a uma velocidade nunca antes experimentada , não houve nem há tempo para a implementação sustentada da evolução de forma equitativa e igualitária . Em rigor não o seria , mas a injustiça sobrepôs a fraternidade humana e assim prevalece a justiça dos poderes económicos que dominam os povos , e os enumeram por forma de uma racionalidade de heroísmo consumidor.
Não há hoje a preocupação de solidificar a evolução de forma sustentada e bem alicerçada para o bem estar e qualidade de vida da sociedade enquanto agente principal da economia. Em matéria de opções de justiça social e económica a regra é uma soma dos números e o dividendo dos lucros pelo do capital . Os mercados são hoje o modelo dominador de uma factual economia dominante sobre os valores humanos .
A vida perdeu o valor da dignidade , da sua existência é apenas na conta uma parcela numeral na equação da multiplicação da economia global . No objectivo civilizacional dos povos , enquanto uns lutam pela sua própria sobrevivência , outros lutam pelo domínio único da vida de números de consumidores . Assim as desigualdades são cada vez mais um abismo que se estende de um estremo ao outro estremo do mundo , que se compreende existir , mas que o capital e os mercados parecem ignorar , como se não houvesse um amanhã.
É pois um facto cada vez mais visível o crescendo de diferencial entre pobres e ricos , a classe média parece ruir como baralho de cartas , a classe operária míngua em labor e salário , a classe política fecha os olhos e vive acima dos valores da democracia , enquanto o grande capital estrangula toda a economia e sufoca a sociedade sem esperança no futuro .
É também espectável que tanto uns como outros caminhem para o abismo , e que se encontrem de um lado e de outro , ambos terão o mesmo desejo de ser dos últimos a cair , mas a verdade é que como forem caindo o abismo se vai ampliando , para um mesmo fim .
José Paz
Lisboa 12/5 /14
Texto do autor
domingo, 11 de maio de 2014
Uma razão de ser Europeu na minha visão desta Europa
Europa = verdade - liberdade - propriedade - democracia.
É a Europa um símbolo de verdade .....!
Foi nesta Europa que se desenvolveu por intermédio do gerar do conhecimento a ciência da cultura do pensamento e através dessa ciência a procura constante da verdade que mudou e muda todos os dias o mundo na consciência da existência desta Europa.
Assim por consequência a investigação científica há um resultado , o da procura permanente da razão , num amor à verdade e aos meios para a alcançar , e tendo por complemento a dúvida e a crítica.
O espírito crítico é o instrumento essencial , e o método histórico e de pesquisa rigoroso ,são utensílios intelectuais e privilégios desta Europa ,também por isso o respeito pela verdade e pela crítica é um valor europeu incontestável. Por dever a pessoa humana e a busca da verdade estão ligadas na sua dignidade de existir , se não o fosse , bastaria pensar que em nome da verdade e liberdade foram Milciades e Temístocles combater os Persas na batalha de Maratona e Salamina , que Jofre e Petain as lutas contra o imperador Guilherme II no Marne e em Verdun , e que Leclerc e Delattre de Tassigny se bateram na segunda guerra mundial em Estrasburgo ou em Colmar , mas também em Portugal se fez um 25 de Abril de 1974 com o Capitão Salgueiro Maia a liderar o movimento dos capitães ,e por um povo sedento de verdade e liberdade. << A liberdade de cada um está indefectivelmente ligada à de todos , e a liberdade de todos à liberdade de cada um .>> isto disse e escreveu um dia Raymond Polin . A liberdade implica a afirmação como boa a existência dos outros tais como são , num pluralismo de convicções e de opiniões que todos reconheçam como normais nas suas semelhanças e nas suas diferenças . A liberdade implica igualmente a ordenação dos homens e mulheres que colaboram entre si num sistema de chefias e hierarquias de autoridade e necessário a todas as actividades de interesse privado ou colectivo , bem como uma ordem comum ou pública . A liberdade exige ao mesmo tempo o consenso em torno de um principio de justiça , que enunciadas as condições mínimas de vida se constitua a base de um sistema de proporções , regulando as relações e valores entre os membros da sociedade. Justiça que assegura na ordem de valores , direitos e deveres que se podem exprimir nos adágios tais como << não lesar ninguém >> e << a cada um o que lhe cabe >> ou << não faças aos outros o que não queres que te façam >> . A liberdade implica uma ordem social e toda a ordem social uma ordem política , é por isso a ordem política o resultado de uma sociedade livre e ordenada em valores de justiça e democracia equitativa e que se pretende igualitária .
A Europa e o direito individual e colectivo de propriedade....!
Adoptou a europa de um modo geral um sistema de propriedade para um mesmo património , como propriedade sujeita a tributo periódico , e o domínio útil do camponês , a propriedade autêntica com direito a usufruir dos seus frutos e legar direito a tributo a herdeiros , de a vender ou de estar protegida contra o esbulho . Sempre no sentir dos europeus houve a consideração indispensável à propriedade e liberdade dos direitos dos homens.
Um homem ou mulher têm direito à sua liberdade individual , porque tem na verdade direito à propriedade do seu corpo e do seu pensamento e criação intelectual e cultural ou artística .
A Europa sempre foi a identidade da democracia...!
Verdade ,liberdade propriedade ,democracia ,a Europa sempre se definiu também pelo sentido da medida das coisas , e pelo que representam à escala da pessoa humana . A Europa só poderá alcançar a sua unidade política pela renúncia de qualquer Estado ou Nação ao seu domínio sobre os outros . Esta Europa só se poderá constituir uma unidade quando assegurar a defesa comum e a coordenação de esforços nos domínios económicos , sociais , científicos , e culturais de todos os seus elementos . A Europa pode sem dúvida avançar para uma forma de regionalismo abrangendo e integrando todo o seu território , mas não sem garantir o total respeito pela independência de cada povo no seu amor e patriotismo e a autoridade de cada país . O europeu é por origem um missionário no seu próprio espaço geopolítico e fora dele , também . O seu esforço para a universalização do seu pensamento , da sua ciência , e das suas filosofias e identidade cultural são uma verdade , também a sua aptidão para receber de todas as civilizações o que delas pode encontrar de assimilável , nessa arte subtil de destinguir , de deduzir e induzir , é o fundamento do primeiro valor europeu , o sentido agudo da pessoa , do ser singular e individual com inteligência , razão , e vontade .
O primeiro grande problema que enfrenta a Europa é que têm de haver europeus . Ora na actualidade em todos os países se apresenta uma insuficiência de natalidade que na realidade não assegura a substituição dos que vão morrendo , e não garante a qualidade de vida das gerações actuais , assistindo-se a uma degradação dos valores da sociedade.
É por isso sem ímpeto , sem movimento e sem força criadora , incapaz de suportar uma sociedade sem efectivos bastantes de produtores e consumidores que faz oscilar a sua balança comercial , económica , social , e política.
A Europa deve e tem de adoptar políticas novas no reforço da natalidade e demografia .
O segundo problema a escola a educação e a universalidade do ensino .
A escola primária sem transviar em pedagogias ambiciosas e decepcionantes , deve retomar o sentido da sua integração numa hierarquia de comunidades . Da sua prática conscienciosa do ofício de ensinar , e com esse desígnio pelo aperfeiçoamento dos valores do indivíduo , que com osconhecimentos fundamentais de ler , escrever , contar , conduzam à capacitação da educação cívica , moral , científica , intelectual , e política , que juntamente ensinados com preocupação do hábito ao esforço e sobretudo ao valor responsável e competente e ainda profissional dote os europeus de uma nova consciencialização técnica , científica , económica e política da Europa e das sociedades modernas evoluídas.
O terceiro problema a globalização do poder da economia....!
Em verdade pode dizer-se que não é um , mas sim um conjunto interligados entre si , e com o mundo , a começar pelos recursos e fontes de abastecimento de energias que o seu desenvolvimento assim obriga e condiciona limitando a sua progressão para uma política forte de avanço no caminho para uma maior independência energética , evitando assim os constrangimentos das oscilações dos mercados em principal do petróleo .
Há ainda a concorrência económica mundial , consequente por uma globalização comercial universal . Esta concorrência faz com que muitos estados europeus saindo das suas fronteiras permitam que muitas industrias se instalem e até vendam as suas fábricas completas , permitindo a instalação de propriedade industrial em economias mais favoráveis, fornecendo-lhes metodologias de trabalho , técnicas e técnicos especializados , bem como planos de evolução científica , pondo em causa o grande efectivo de conhecimento social , a degradação do seu crescimento activo e efectivo sustentado , o que não promove a estabilidade laboral , a criação de emprego , a dignidade salarial , e constituem um retrocesso civilizacional pondo em causa a sua sobrevivência enquanto uma união de Estados com objectivos comuns. Temos pois que considerar qual o papel da Europa neste século , e quais os seus objectivos , porque com esta passagem dos sonhos , das utopias , das retóricas e das teorias para a Europa das realidades , não podemos mais viver em alheamento do presente , sem um fio condutor que nos una e guie em solidez num horizonte futuro.
O sentir de um convicto europeu .
Na Europa das realidades a democracia não pode ser um conjunto de políticas criado num parlamento institucional , mas com uma ausência efectiva duma verdadeira e única constituição europeia . Esta Europa tem de sentir como sua a já firmada vontade de viver em comunidade e ouvir as correntes de reflexão que vão para além da verdade política e que representam uma expectativa de uma Europa dos europeus unidos mas aberta ao mundo.
Se esta europa fechada em si que não age apenas reage , já não é a Europa dos trabalhadores de hoje , não será a Europa da juventude de amanhã , e não poderá anciar ser um modelo de um desenvolvimento e um progresso que a todos inclua e que a todos sirva nas suas diferenças , o que compromete a verdadeira solidariedade e igualdade de oportunidades entre os povos , e assim deixa de ser um garante da estabilidade e da paz social.
Quero ainda salientar , que não se trata apenas e só de criar inteiras e de uma só vez estruturas jurídicas , ou económicas , ou sequer sociais , novas. Mas de harmonizar as estruturas existentes , mesmo no ambiente de uma conjuntura pouco favorável sob o ponto de vista económico e social . Mas regularizar problemas tão diversos como a produção e comercialização dos produtos produzidos e na indústria que passa pela uniformalização de produções tão diversas como pescas , agricultura , educação , saúde , transportes , e segurança , estes que são exemplos de uma desigualdade dentro da União Europeia .
Este movimento individualista poderá ser fatal ao desenvolvimento e consolidação dos propósitos de mercado comum e da moeda comum o Euro . Porque a globalização questiona todos os dias as verdadeiras capacidades da Europa de hoje , sendo cada estado que a forma demasiado pequeno para as condições de vida universais e de mobilidade dos europeus . Não é pelo confinamento numa região ou num grupo restrito de uma união de Estados que se chega a ser europeu , mas sim pelo alargamento dos sentimentos das ideias e ideais e dos horizontes políticos que os unem . Se é verdade que na progressão da família para a aldeia e da aldeia para a cidade , da cidade para a província e da província para o país , também é necessária a progressão até à Europa . Mas também no cidadão é necessária a progressão interna psicológica , aprendendo a servir a sua família , a sua aldeia ,a sua cidade , a sua província , o seu país , e que alargue a sua visão servindo com o empenho dedicado como a actual situação de comunidade europeia o exige a sua Europa .
É necessário que nós europeus possamos superar as nossas diferenças , os nossos medos , as nossas angústias , bem como as nossas ideologias , e se recupere a sua íntima entidade pela liberdade de todos e contra todos os confinamentos . Que dilatemos o nosso consciente e o nosso olhar até às fronteiras da Europa , e tomemos conta de tudo o que devemos a esta Europa , das nossas responsabilidades , dos nossos deveres , e dos nossos direitos .
Uma democracia igualitária , justa , solidária , que se converta nas razões de existir de uma comunidade com fraternidade , e paz , que tenha o objectivo de ser um projecto de vida de todos os europeus num amor pela verdade , propriedade , liberdade ,de um todo que somos nós Europa.
José Paz
Lisboa 11 de Maio de 2014
( nota o texto é direito do seu autor não sendo permitida a sua utilização do seu todo ou em parte sem o seu consentimento ,encontrando-se o mesmo protegido pelos direitos de autor )
quinta-feira, 27 de março de 2014
RESPOSTA AO PEDIDO DE RENUNCIA
Assunto: RE: Assembleia do LIVRE
De: LIVRE <info@livrept.net>
Para: José_Paz <paz.josefmarecos@gmail.com>
CC:
A história de vida que connosco partilha só prova como é importante a enorme diversidade de experiência e conhecimento dos elementos da nossa Assembleia do LIVRE, tal como muito oportunamente uma jornalista escreveu: “um partido do maquinista ao cientista”.
Quando iniciámos este caminho a única certeza que tínhamos era da quase impossibilidade de nos apresentarmos às Europeias. Mas essa foi a primeira certeza a ser abalada, e bem! O entusiasmo com que fomos recebidos pelas pessoas, de todos os cantos do país, de todo o espectro político, levaram a que em tempo record tivéssemos 9000 assinaturas para entregar ao Tribunal Constitucional. E uns Estatutos aprovados na Assembleia Constitutiva de que fala. E um programa político. E houve um Congresso, e uma Assembleia e regimentos e regulamentos e um Programa para as Europeias. E pela primeira vez na história dos partidos em Portugal, todos os documentos foram abertos à participação dos membros e apoiantes do LIVRE. Haverá maior exercício de democracia?
É certo que o tempo tornou-se de repente escasso, e cerca de 4 meses depois do primeiro suspiro, o LIVRE pode estar à beira de ser legalizado e poder concorrer às Europeias, com candidatos eleitos por primárias abertas, outra estreia em Portugal.
Às vezes as coisas não correm milimetricamente como as programámos, mas essas falhas fazem igualmente parte de um processo que se quer novo e inovador. E para que tenha sucesso precisamos de todos, mesmo dos que aqui e ali discordam.
Gostaríamos que reconsiderasse o seu pedido de renúncia, mas se tal não for possível respeitaremos a sua opção e continuaremos a contar com a sua contribuição que é muito importante para o LIVRE, mesmo que só como apoiante.

A MINHA Resposta à reconsideração de renuncia do Livre
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Muito reconhecido José Paz
CARTA DE RENUNCIA COMO MEMBRO DA ASSEMBLEIA DO LIVRE E DO PARTIDO LIVRE
Subject: Assembleia do LIVRE
From: José_Paz <paz.josefmarecos@gmail.com>
Date: Tue, March 11, 2014 11:41 am
To: LIVRE <info@livrept.net>
-------- Mensagem original --------
Assunto: Re: Documentos - Assembleia do LIVRE
De: José Paz <paz.josefmarecos@gmail.com>
Para: LIVRE <mesa.assembleia@livrept.net>
CC:
Pedido de renúncia como membro da Assembleia do Livre e também do Livre.
Exm.sr.es/as membros da Assembleia do Livre , eu José Fernando Marecos da Paz membro do Livre desde a sua Assembleia constitutiva ,venho pela presente carta pedir a apreciação ao meu pedido de renuncia de membro quer da Assembleia quer de membro do livre ,ficando assim apenas como apoiante do Livre.
Esperando que encontre por vossa parte essa aceitação , pelos motivos que passo a descrever e enumerar:
1- Não concordo com esta forma de fazer política ,ainda que possa aceitar a limitação de tempo para as eleições a que o programa apresentado e votado diz respeito e que são as eleições Europeias.
1.1- O programa apresentado sendo essencial na política para a Europa ,não responde à ansiedade e a degradação social da vida dos portugueses e dos europeus.
1.2- Não houve neste programa um debate concreto dos conteúdos nele contidos , sendo feitos e apresentados a emendas e depois votadas as emendas sem tempo de consulta e de estudo, votadas depois as emendas de forma pouco esclarecedora , tendo como na última reunião ficou provado muitos membros e apoiantes estarem a votar sem saber o quê, e como se provou num dos pontos de conteúdo ao qual foi dado tempo de leitura e nem se reparou num erro de texto ,e também pelas constantes perguntas de qual era a emenda.Será isto um exercício de democracia sério?
2 - Não concordo com o domínio de conteúdos programáticos que visam em essencial o funcionamento dos mercados ,das instituições europeias, das regulações bancárias e das dividas, do funcionamento e dos regulamentos do parlamento europeu , do funcionamento e criação de tribunais e normas de justiça, de questões de regulamentação de ecologia, e de emprego educação e fiscalização mas num resumo sem conteúdo sustentado e muito residual.
2.1- Não concordo com a fórmula de de utilização e apresentação escrita na construção dos títulos das propostas por palavras que representam uma certa arrogância e um poder que não temos e não está nas nossas mãos, e porque representam uma autoridade que não é própria de uma democracia verdadeira e que foi visível nas emendas a alguns títulos.
2.2- POR isso nas 101+1 propostas palavras como;revogar,excluir ,tirar,acabar, impor, punir, rejeitar,proibir, forçar, garantir, fazer,emitir,efectivar,eleger.....,devem assim ser antecedidas de verbos como:gerar ,criar,propor, realizar,elaborar,combater, defender,organizar,expor.......,e outros que alcancem um âmbito de vontade e do nosso crer ,mas que não nos aproximem das propostas fáceis e demagógicas que são um atentado a capacidade do ser humano de pensar e compreender,aparecendo em muitos casos ser destinadas a analfabetos sem qualquer consciência política.
3- Não há no programa qualquer proposta para resolver problemas imediatos causados por estas medidas de austoridade como os que passo a descrever e enumerar:
3.1-Harmonização fiscal tributária do I V A.
Em matéria fiscal sobre bens essenciais de consumo de primeira necessidade quer a nível energético ,quer de nível alimentar no contexto europeu. Porque razão o iva é mais alto em Portugal, que noutros países da Europa ,quando se exporta electricidade para Espanha. Porque razão um quilo de arroz é mais caro em Portugal que na Alemanha ,quando o nível salarial é um terço do auferido nesses país. Isto teria consequências efectivas nas populações de rendimentos reduzidos.
3.2- Regulação da indústria farmacêutica e do mercado do medicamento.
Quando em Portugal e por toda a Europa ,doenças como a tuberculose ou a depressão mental crescem, e os níveis sociais de acesso à saúde são cada vez mais restritos nos seus cuidados prestados às populações desfavorecidas, com países como Portugal que tem uma enorme dificuldade para adquirir medicamentos a preços verdadeiramente proibitivos ,e com as grandes multinacionais farmacêuticas a revelar lucros astronómicos, sabendo que muitas destas pesquisas de novos medicamentos são financiadas por muitos fundos governamentais, não é admissível que não se regule em favor da solidariedade estes escândalos do lucro fácil em torno da vida. Mais uma vez isto teria efeitos imediatos na qualidade de vida dos cidadãos.
3.3-Demografia e sustentabilidade da Europa.
Em face da desertificação das regiões menos industrializadas e mais interiores e desprotegidas ,que vão ficando despovoadas e votadas ao abandono as populações mais idosas sem condições de saúde e sustentabilidade dos seus bens patrimoniais deixados à degradação e à ruína e em suma de si próprias. Quando se calcula que em Portugal e na Europa em 2035 serão mais os velhos ( população idosa sem capacidade de trabalho) que os jovens em idade de actividade laboral , o que representa um problema de sustentabilidade social da nossa sociedade actual e vindoura, e que já hoje se faz notar com o abandono de aldeias inteiras ,o que demonstra a incapacidade de manter ou refazer esse repovoamento por parte dos governantes e do poder económico e político ,que tem por consequência a concentração das zonas litorais e periféricas de grandes cidades e capitais , aumentando em milhões de seres humanos a degradação das condições de vida o aumento de propagação de doenças, e a consequente marginalidade. Também aqui os efeitos de políticas correctas tem efectivamente melhorias emediatas na vida europeia.
3.4-Economia paralela e fuga aos impostos.
Em Portugal estima-se que a economia paralela se aproxima dos 50% ,na zona europeia que atinja os 60% da receita efectiva declarada.Este estado de economia mina e corrói o sistema económico de qualquer orçamento de estado ,que assim se vê obrigado a repartir uma receita incapaz de fazer face às suas necessidades de investir nos seus país,e fica com um défice de coleta de impostos .Como consequência desse défice recorre ao aumento de impostos sobre os salários e bens de consumo de primeira necessidade bem como de sectores de restauração e combustíveis ,que são a face visível duma falta de política que combata esta calamidade que destrói os valores de justiça ,solidariedade, e fraternidade da nossa sociedade. Assim também isto tem efeitos imediatos e efectivos na melhoria das condições de vida e na recuperação económica das famílias empresas e do estado de qualquer país e da Europa.
4- Como já vai longa a minha carta resta realçar um pouco do que sinto hoje em relação a minha tomada de decisão. Sou de família pobre e humildes trabalhadores rurais ,comecei a trabalhar aos 9 anos de sol a sol recebendo vinte e dois escudos e cinquenta centavos por dia ,andava descalço ,e vestia ou calçava roupa e sapatos que nos davam os nossos vizinhos dos filhos mais velhos que nós, nunca passamos fome e sempre honramos o nosso nome de família da qual se destacam grandes nomes da democracia como Jaime de Figueiredo deputado constituinte da nossa democracia e Leonardo Ribeiro de Almeida ministro do primeiro governo de Cavaco Silva. Sabendo o valor da palavra dada e da honra bem como o da dignidade ,consegui fazer a escolaridade obrigatória, chumbei dois anos na escola primária por isso terminei aos 14 anos e logo comecei a trabalhar em Julho de 1984 fiz o primeiro desconto para segurança social sobre um vencimento mensal de sete mil e seiscentos escudos. Se for vivi em Julho de 2014 farei trinta anos de trabalho . Vim para Lisboa e fiz das artes uma forma de vida independente ,por forma a garantir um vencimento certo que a vida das artes nem sempre garante fiz um curso profissional de motorista de taxi que conjugo com as minhas actividades de arraiolos de que dou aulas ,das feiras de artesanato ,da pintura, de teatro , de fadista e de autor independente e promotor de espectáculos .Se me perguntarem se ganho muito ou pouco , apenas digo que durante estes trinta anos nunca recebi um cêntimo de subsídios que fossem de saúde ou desemprego quer de âmbito culturais na qualidade de autor a que tenho direito consagrado na nossa constituição.Sou independente e contra os subsídios, porque eles são a factor de corrupção dos valores do trabalho e do mérito ou capacidade intelectual, sendo muitos deles atribuídos por favores e lóbi envoltos em intereses que não os culturais. Quando aderi ao Livre foi com a esperança que se devolve-se a democracia ao povo português que luta todos os dias para pôr o pão na mesa. E que tal como eu se levanta as 8h para ir trabalhar e regressa as 23h e ainda assim tem de escolher em comer um bife ou posta de peixe ,para poder dar uma refeição digna aos filhos, ou para pagar um bilhete de um qualquer museu a fim de lhes poder dar um mínimo de educação e cultura ou até de lazer.É com desilusão e alguma magua que pretendo desistir do caminho que iniciei desiludindo os companheiros que me confiaram o seu voto. Mas são valores meus a honra,lieldade, dignidade, justiça e liberdade, por isso votei a lieldade que está contida nos estatutos do Livre. Com a consciência a que a lieldade e a ética me obrigam enquanto membro da Assembleia do Livre. Conclu-o que podendo ser uma voz contestatária e até incómoda ,não devo permanecer nessa função ,limitando-me ao lugar de apoiante em que a minha independência da estrutura do Livre me permite uma maior liberdade de palavra.Assim deixo a vossa consideração, mas tal como Salgueiro Maia que confiou a vida à liberdade e ofereceu o corpo às balas com convicção, também eu o faço por minha convicção de que a democracia deve servir o povo e não o povo servir os seus representantes.Quando digo que sou do povo refiro o conceito criado por uma determinada elite que nos definem como os não qualificados ou profissionalisados ,como se fosse defeito ser trabalhador não técnico ou licenciado,e por tal nos culpa da baixa produtividade do país ,mas ainda não percebeu que o problema está na indústria e nos seus patrões que apostaram nos baixos índices de tecnologia e nos baixos níveis de profissionalização, bem como na precarização e nos baixos salários do trabalho. Antes recuso a ideia de ser um analfabeto ou ignorante por ter a escolaridade que tenho e não um curso técnico ou licenciatura baseado em corrupção de favores e lóbi de influência como os que se conhecem ultimamente.
Agradecendo a vossa amizade e companheirismo ,a vossa dedicação e o vosso empenhamento pelos valores da verdadeira democracia ao serviço de Portugal e da Europa me despeço com consideração. Uma frase de minha autoria tem regido a minha vida com ela fecho esta carta ,ficando a aguardar a vossa resposta com estima e gratidão.
<<Cada um tem o que merece ,eu mereço o melhor ,por isso luto e vivo todos os dias.>>
Saudações José Paz
(Nota-por consideração não irei publicar esta carta no meu blog e no meu facebook enquanto não receber a vossa resposta ao meu pedido.)
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Há uma linha que nos separa
Lembrando a inesperada e teatral crise de verão protagonizada pelo sr Paulo Portas ,que não sairá tão depressa do nosso quotidiano político e permanecerá por muitos anos na memória dos portugueses ,a qual juntamos a famosa linha que disse não poder ser ultrapassada ,e acrescentamos a não menos mediática palavra irrevogável.
Se dúvidas havia na forma afirmativa do que deixava entender o seu discurso ,hoje é bem claro que o valor do português utilizado na conjuntura do texto indicava que o não ultrapassável é pois ultrapassável ,e que o irrevogável é assim também revogável.
A famosa linha vermelha existe e está bem presente na memória da história Europeia e na dos portugueses em particular por consequência de uma invulgar falta de preparação e de falta de conhecimento e organização bem como de capacidade de conduzir os destinos de milhões de seres humanos no respeito pela vida e pela inocência de povos pacíficos e solidários nos direitos fundamentais da paz e da liberdade.
Por essa mesma razão milhares de soldados portugueses na inesquecível linha Francesa essa sim bem vermelha ,entregaram a sua vida na defesa de valores inseparáveis da sociedade moderna evoluida que compre a todos nós honrar-mos hoje e sempre.
Mas hoje por consequência de outra linha vermelha igualmente fatal para milhões de portugueses que se vêem despojados de dignidade e de uma mínima qualidade de vida , confinados a uma crescente pobreza de existir ,comprometendo a saúde física,psicológica e moral da sociedade, que se sente incapaz de enfrentar com esperança e confiança o futuro de suas vidas e de gerações vindouras neste país ao abandono governado por sucessivos governos de élites intelectuais de má gestão e corrupção política económica e social do estado , e das instituições democráticas.
Se mais dúvidas houvesse temos por fim a confirmação que esta élite política criada na sombra de um verdadeiro 25 de Abril , apenas renovou a grande irmandade carbonária que minou e destruiu a primeira república e que conduziu Portugal a uma ditadura.
Provado está que estes sócias democratas são um caso irrevogavelmente perdido de democracia social e participativa.
Provado está que a linha vermelha foi ultrapassada e que o português destes senhores não é o português do cidadão comum assente na dignidade no respeito e na honra.
Que afinal estes democratas sociais e populares são um sinônimo de pupolarismo de avidez de poder num desejo liberal cego que ultrapassa todos os irrevogaveis direitos consagrados na constituição que aprovaram mas que hoje querem rejeitar com um objectivo único do puder absolutista e totalitário, desrespeitando os valores inseparáveis da democracia como seja o direito à liberdade .
Do maior partido da oposição fica a questionável firmeza de valores e por conseguinte a incerteza de perceber de lado estão de designada linha vermelha.
Dou outros partidos uma completa utopia de consciência de valores democráticos e sociais que se percebe ser impraticável implementar numa sociedade justa.
Da social democracia cristã nem sinal , mas eu espero que venha de Fátima o milagre da luz , que nos conduza para além da linha vermelha em segurança , e que ilumine estas mentes intelectuais de inação e obscuridade preenchidas por números de uma economia de mercados paralisada escuridão de ideias e idiais de justiça e paz.
E assim citando os evangelhos <<felizes os humildes de coração porque deles é o reino dos céus >> ,que enfim tenhamos a felicidade de ficar bem longe , mas bem longe destes senhores democratas intelectuais.
José Paz
terça-feira, 9 de julho de 2013
UM DIA NO PARLAMENTO DE ANTÓNIO SÉRGIO EM 1925
«Revejo a minha primeira ida ao Parlamento como uma tela acinzentada num lusco-fusco da imaginação.Nesse dia ,poucos deputados compareceram na Câmara .Eu via-os de lado ,e de cima .Logo me pareceu o anfiteatro ,com filas concêntricas das escrivaninhas e as linhas linhas concêntricas dos seus degraus ,uma série de costeletas depois de servidas ,mostrando pendentes aqui e além uns pedaços de carne não esburgada ,que seriam os ilustres Pais da Pátria ,a lembrarem no todo da sua atitude a agonia de uma ceia de carnaval ,ás primeiras horas do amanhecer.Erguia-se do fundo daquela modorra ,por sobre o livor das paredes da sala -o vário rumor das conversações.A galeria dos espectadores ,em cima ,vizinha do tecto ,dominava o recinto dos representantes com as bancadas curvas ,quase vazias,assim como um sector de praça de touros antes de os lugares se começarem a encher.Nos homens nenhum apuro de vestuário, nem de atitudes ,nem de expressão.Na imagem brumosa que me ficou da Câmara ,destaca-se um vulto de sobretudo alvadio ,todo espaparrado sobre o seu banco ,com a expressão de tédio de um borguista mole,extenuado ,exangue ,no morrer sonolento de alguma orgia.De perna estendida ,com ar de enjoo encara de pálpebras semicerradas os seus colegas legisladores,dos quais alguns se mantêm sentados,outros de pé ou deambulando ,muitos a falar do que lhes apetece e a abafar a orador que ora -e que ninguém ouve ,nem quer ouvir,nem se sabe onde está,nem o que é que nos diz....Pareceu-me salientar-se sobre toda a Câmara o disco alva-cento do relógio da sala,com os negros ponteiros e os números negros,todo ele gravidade ,todo ele nitidez -a contar as horas que nos estavam levando (a nós ,àquela entrudada , ao país misérrimo ) para um destino incógnito em que ningúem pensa ....Vivo ,resplandecente ,enexorável ,o grande relógio de ponteiros negros ,dominando a Câmara ,era a única coisa regular e certa no meio da relaxação e de tudo mais.....
«Nisto ,foi dada a palavra a um novo orador .Levanta-se um corpo,desequilibrado e mole;desce, cambaleando,pelos degraus em círculo ;cambaleando se rebola para o interior da Câmara ,de braço estendido como se leva-se um corpo; e ali fica gaguejando frases,diante da tribuna dos senhores ministros.Alguém segredou-me ;-Não parece estar bêbado o homenzinho ?Não parece que está ? Pareceu-me também .Disseram-me depois que na realidade o estava.Que era sempre assim.»
FICAMOS POR AQUI QUEM QUISER PODE SEMPRE LER O ANTÓNIO SÉRGIO ,ENSAIO ,TOMO III,2º ed ,LISBOA ,1937,págs ,231-233
SOBRE ESTE TEXTO À MUITAS COMPARAÇÕES QUE SE PODEM FAZER E QUE NOS DEIXAM A PENSAR SE O NOSSO PARLAMENTO CONSEGUE MERECER MAIS CREDIBILIDADE QUE O DA ENTÃO PRIMEIRA REPÚBLICA .
JOSÉ PAZ
LISBOA 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
ESTABILIDADE DEMOCRÁTICA
Não pode por isso uma República ser democrática sem haver nela o mais e maior consenso possível ,que contenha em si mesmo o apoio alargado da maioria dos seus componentes cidadãos eleitores.
É pois nessa suposição de uma larga maioria dos seus cidadãos livres e capazes de justa critica e autónomo pensamento ,fazerem a sua escolha dos seus representantes e governantes da sua livre vontade e crer.
É também neste per-suposto democrático que homens e mulheres se disponibilizam em convergência de ideais políticos ,sociais e económicos ,que julgam servir melhor a sociedade ,e que mediante apresentação de um programa eleitoral ,expõem aos cidadãos a sua vontade e crer em servir todos e não só a maioria que os elege.A sua disponibilidade para gerir os direitos e deveres da sociedade é por isso factor primário de uma escolha e não opção.
Assim também os cidadãos são chamados a eleger por escolha livre e consciente os seus representantes democráticos ,e não a optar por uns ou por outros por qualquer forma de imposição .
Há por isso na eleição democrática de um governo o dever ímplicito de informar os cidadãos da sua escolha em cumprir ou não o programa eleitoral apresentado e sufragado pelos eleitores chamados às eleições.
É por isto importante realçar que uma democracia representa a livre escolha de um programa definido que visa satisfazer e estabelecer um compromisso para o futuro da sociedade na sua mais básica forma de solidificação ,que é a confiança dos cidadãos na política do seu governo.
Não há por isso solidez nem estabilidade social,económica ou política quando os per-supostos democráticos são sistematicamente violentados por quem os devia cumprir com verdade e rigor.
São pois reais os caminhos que se trilham na implementação de políticas que não cumprem os deveres essenciais da sociedade democrática e que a conduzem em consequentes obstáculos à sua estabilidade.
Não pode assim um governo falar em estabilidade quando o mesmo não é o garante dessa estabilidade ,e quando mendiga ao cidadão sacrifícios em favor de um programa que não cumpriu e o qual alterou sem ter em conta o dever de confiança que se exige na palavra dada pelo voto.
É desta consequência o gerar de uma incerteza ,de uma revolta,de um sentimento de descrença e descrédito da constante afronta da falta de verdade ,que é uma ferida social aberta no seio da população que a sente como injustiça ,e que passa a justificar por uma agitação e manifestação em desagrado por actos e palavras de um crescendo desconforto social generalizado.
É nestes termos importante que os seus governantes saibam e sejam capazes de fazer a distinção da conformidade com a estabilidade.
Uma não pode ser ausente da outra ,para mais quando as duas são vitais para a manutenção da vida democrática e essenciais no estrito cumprimento das obrigações contratuais quer internas quer externas.
Quando um governante não equaciona o alcance das suas acções e palavras não respeita o seu dever democrático como garante da estabilidade social económica e política .
É portanto legítimo pensar que o mesmo não teve e não tem maturidade para ser um pilar estrutural no suporte de uma governação que se quer rigorosa no estreito cumprimento e respeito pelos poderes democráticos que representam a credibilidade e autonomia de uma sociedade de uma economia e um País.
Afirmo por tudo isto que se é mau pensar e não agir ,é muito pior e de calco impossível agir sem pensar.
JOSÉ PAZ
LISBOA 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
UM PAÍS FAZ DE CONTA E UMA HISTÓRIA DE ENCANTAR
-PEDRINHO NÃO QUERO JOGAR MAIS ESTE JOGO DA BATALHA NAVAL DOS SUBMARINOS !
-ENTÃO PAULINHO ESTÁS A FAZER BIRRA!
-POIS !TU ÉS UM CHATO JÁ NÃO GOSTO DE TI !VOU-ME EMBORA!
O PAULINHO SAIU E FOI TER COM OS SEUS OUTROS AMIGOS A QUEIXAR-SE DO PEDRINHO POR SER UM CHATO E TEIMOSO A JOGAR SEMPRE O MESMO JOGO.
O PEDRINHO PREOCUPADO PENSOU BEM E LEMBROU-SE DE IR VISITAR UM AMIGOS NUM PAIS DE QUE GOSTAVA MUITO E SABIA QUE ELES TINHAM JOGOS NOVOS,E LÁ FOI DE VIAGEM TER COM ELES.
ASSIM QUE CHEGOU OS AMIGOS DEPOIS DELE LHES CONTAR O QUE SE PASSAVA LOGO SE APRESSARAM A EMPRESTAR-LHE UM JOGO NOVO.
NO DIA SEGUINTE O PEDRINHO VOLTOU E FOI TER COM O PADRINHO PARA LHE MOSTRAR O JOGO NOVO E QUEIXAR-SE DA SABOTAGEM AOS JOGOS DO PAULINHO POR SER BIRRENTO :
-OLÁ PADRINHO .
-OLÁ PEDRINHO !QUE É ISSO QUE TRAZES NA MÃO ?
-É UM JOGO NOVO QUE OS MEUS AMIGOS RICOS ME EMPRESTARAM !
-MUITO BEM !E AGORA VAIS JOGAR COM QUEM ?
-EU GOSTO DE JOGAR COM O PAULINHO ,MAS ELE ESTÁ ZANGADO COMIGO !
-OLHA LÁ ,PORQUE NÃO LHE TELEFONAS E DIZES QUE TENS UM JOGO NOVO !
-TELEFONAR ! MAS ELE GOSTA MAIS DE CARTAS !
-CARTAS ISSO JÁ NÃO SE USA AGORA É TUDO ATRAVÉS DE FACEBOK OU MSS ,FILHO !
-O PADRINHO TÁ ENGANADO ULTIMAMENTE TEMOS ESCRITO TANTAS CARTAS.
-FAZ O QUE TE DIGO !
-O PADRINHO ACHA!
-VAI ,VAI LÁ PARA O ANDAR DE CIMA A TELEFONAR-LHE !
-TEM A CERTEZA!
-VAI LÁ NÃO SEJAS CHATO,PALAVRA DE PADRINHO.NÃO ACREDITAS NO PADRINHO ?
-SIM MAS !
-VAI O PADRINHO NUNCA TE DEIXA FICAR MAL.
O PEDRINHO LA FOI TELEFONAR AO PAULINHO :
-OLÁ PAULINHO!
-ESTOU ZANGADO CONTIGO PEDRINHO JÁ NÃO ÉS MEU AMIGO!
-DEIXA-LÁ ISSO PAULINHO !OLHA EU TENHO UM JOGO NOVO ,QUERES VIR JOGAR COMIGO?
-TENS !ESTÁS A FALAR A SÉRIO ?
-SIM! TROUXE-O DO ESTRANGEIRO OS MEUS AMIGOS RICOS EMPRESTARAM-ME !
-E É BOM ?
-ACHO QUE SIM !VENS VAMOS JOGAR ?
-E COMO SE CHAMA !
- A ROLETA DOS MINISTROS!
-TEM UM NOME BACANO!
-VEM TER COMIGO ESTOU NA CASA DO PADRINHO NO ANDAR DE CIMA TEM UMA TV MAIOR E UMA VISTA MAIS BONITA.
-ESTÁ BEM EU VOU ,MAS SE O JOGO NÃO PRESTAR EU VENHO-ME EMBORA !
ALGUNS MINUTOS MAIS TARDE O PAULINHO TOCA À CAMPAINHA DA CASA DOS PADRINHOS,E É A MADRINHA QUE VEM ATENDER :
-AH !ÉS TU PAULINHO !
-SIM MADRINHA VENHO TER COM O PEDRINHO PARA BRINCAR !
-ESTÁ BEM !ELE ESTÁ NO ANDAR DE CIMA,MAS JUÌZINHO NADA DE ANDAR POR CIMA DOS SOFÁS QUE AS LIMPEZAS TÃO PELA HORA DA MORTE !
-SIM SENHORA !
O PAULINHO LÁ SUBIU AO ANDAR DE CIMA , E O PEDRINHO ASSIM QUE O VIU FICOU TODO CONTENTE :
-OLÁ PAULINHO !
-OLÁ PEDRINHO !ONDE ESTÁ O JOGO ?
-JÁ ESTA LIGADO NA TV,É SÓ PEGAR NA CONSOLA E COMEÇAR A JOGAR.
-SABES SE É FIXE ?
-ACHO QUE VAIS GOSTAR ,VAMOS JOGAR ?
-TU ÉS UM AMIGO, EMBORA LÁ VER ISSO!
DEPOIS DE ALGUM TEMPO A JOGAR E COM MUITOS EUROS JÁ GANHOS E PERDIDOS :
-ESTÁS A GOSTAR PAULINHO?
-ESTÁ MUITO FIXE PEDRINHO !
- BOA ! PORREIRO PÁ !
ENQUANTO ESTAVAM ENTRETIDOS NO JOGO NO PISO DE BAIXO A MADRINHA ESTA PREOCUPADA COM A SILÊNCIO DAS CRIANÇAS :
-Ó ANIBAL ONDE ESTÃO AS CRIANÇAS ?
-QUE CRIANÇAS FILHA !
-Ó ANIBAL TU ESTÁS A FICAR XÉ-XÉ FILHO !OS TEUS AFILHADOS!
-AH ! .... ESSES JÁ NEM ME LEMBRAVA DELES ,ESTOU AQUI NO FACEBOK !
-TU E AS TECNOLOGIAS ! E ONDE ESTÃO ?
-BEM EU ACHO QUE ESTÃO A BRINCAR NO ANDAR DE CIMA !
-Ó ANIBAL MAS AGORA NÃO SABES DIZER OUTRA COISA FILHO !
-QUE COISA MARIA?
-Ó FILHO TU AGORA SÓ ACHAS ,JÁ NÃO TENS A CERTEZA DE NADA !
-SABES COMO É MARIA COM CRIANÇAS GRANDES AS CERTEZAS SÃO SEMPRE INCONSTANTES !
-Ó ANIBAL ,NEM PARECE TEU !AS CRIANÇAS TEM DE TER BONS EXEMPLOS .
-QUE QUERES DIZER MARIA ?
-QUE TU ÁS VEZES ANDAS TÃO DISTRAÍDO QUE ÉS APANHADO A BRINCAR !
-Ó FILHA JÁ NÃO TE LEMBRAS DO DITADO POPULAR !
-QUE DITADO ?
-ORA ,ORA ,!ENTÃO ! DE MENINO A VELHO E DE VELHO A MENINO !
-ESTÁ BEM ESTÁ ! DEIXA-TE-LÁ DE BRINCADEIRAS E VAI VER DAS CRIANÇAS !
-MAS JÁ TE DISSE , ESTÃO NO ANDAR DE CIMA A BRINCAR, A JOGAR CONSOLA NA TV.
-Ó FILHO ESTÁ BEM ! MAS VÊ LÁ JÁ É NOITE ,JÁ CHEGA DE BRINCAR POR HOJE !
-DEIXA LÁ AS CRIANÇAS BRINCAR !
-NÃO SENHOR ANIBAL !VOCÊ VAI LÁ ACIMA DIZER QUE JÁ CHEGA AMANHÃ HÁ MAIS.
-MAS MARIA!
-NEM MAS ,NEM MEIO MAS,JÁ VISTE AO PREÇO QUE ESTÁ A LUZ,ASSIM QUANDO VIER A CONTA NO FIM DO MÊS NEM QUERO VER !
-TENS RAZÃO ,É NOITE E A LUZ ESTÁ MUITO CARA !
-JÁ VISTE ANIBAL POR ESTE ANDAR O NOSSO ORDENADO NÃO CHEGA PARA AS DESPESAS DO MÊS, E LÁ VAMOS NÓS DE TER QUE IR ÁS NOSSAS ECONOMIAS!
-TENS TODA A RAZÃO MARIA !VOU JÁ LÁ,NÃO QUERO QUE ESSES MAROTOS NOS FAÇAM GASTAR AS ECONOMIAS QUE NOS CUSTARAM TANTO A GANHAR.
-POIS É FILHO !E ALEM DISSO QUERO POUPAR PARA VER SE ENCHEMOS O PORQUINHO DE 2013.
-POIS É !POIS É! E QUANTOS JÁ TEMOS ?
-SEI LÁ FILHO !ANDA VAI LÁ ACIMA !
-MAS TU NÃO SABES? ENTÃO NÃO ÉS TU A RAINHA DO LAR ?
-SIM ANIBAL ! VAI LÁ FILHO !
-MAS QUANTOS PORQUINHOS ?
-Ó FILHO ,UMA POCILGA CHEIA !
-BOA MARIA ! EU SABIA ! EU SABIA !
- Ó HOMEM ! MAS SABIAS O QUÊ ?
-QUE PARA SE TER UMA BOA ECONOMIA É PRECISO PERCEBER DE AGRO PECUÁRIA !....
JOSÉ PAZ
NOTA : ESTES TEXTOS TEM DIREITOS DE AUTOR RESERVADOS MAS SENDO EU O SEU AUTOR AUTORIZO A SUA LIVRE DIVULGAÇÃO . .
quarta-feira, 3 de julho de 2013
UM PORTUGAL SUSPENSO EM BANHO-MARIA
Como é possível termos políticos tão irresponsaveis tão inquerentes tão incapazes de perceber o tamanho o alcance das sua atitudes enquanto representantes de um governo que só existe por milagre de uma tróica que um dia se lembrou de emprestar dinheiro a PORTUGAL,digo emprestar mas na verdade posso dizer vender porque o preço a pagar é suficiente para pagar a economia de um CHIPRE.
Temos então dois partidos que na elementar retórica da palavra são isso mesmo partidos ,e tantos são os pedaços que nem vale a pena pensar em juntá-los porque não há ponta por onde se pegue e se consiga erguer de novo uma peça única.Num país de marinheiros que ao longo de séculos navegou por mares sempre de bandeira bem erguida levando no mais alto mastro o nome de PORTUGAL,parece que estes senhores nem sabem o que é um remo numa simples analogia de marinhar num barco pomos dois marinheiros ,damos um remo a cada um e disse-mos-lhes para iniciar viagem pondo os remos na água ,um rema para a direita o outro para a esquerda,e o barco nem para trás nem para a frente,mas decidem remar os dois para direita e o barco gira em seu próprio torno para a direita,então decidem remar para a esquerda e novamente o barco gira em seu torno para a esquerda,então percebem que só há uma forma de saírem dali remando ao mesmo tempo em frente de forma ritmada e constante em alinhamento e compasso certo,porem já sem forças encontram uma corrente forte que os arrasta para um remoinho percebendo que correm grande perigo um decide abandonar o barco tentando assim salvar-se da corrente ,o outro decide que não abandona o barco está decidido a ir ao fundo com ele,mas não quer abandonar o barco,no entanto o que abandonou o barco percebe que não se consegue salvar tal é a corrente,então decide olhar para o barco e para o seu colega e pensa em voltar atrás talvez ainda consiga salvar o barco só é preciso aguentar a corrente mais um pouco pode ser que esta abrande .Mas neste vai não vai ,fica não fica é o barco que começa a ceder perante a corrente e agora não só é preciso muito mais força como também que o barco se aguente ao cimo da água ,antes de ir ao fundo e levar não só os marinheiros mas também o seu património.
Assim está este governo até quando ,quem vai pagar os muitos milhões de prejuízos que esta irresponsabilidade está a causar aos Portugueses e quem vai repor a dignidade deste Povo ,quem será responsabilizado por mais dificuldades mais desemprego mais juros mais despesa mais austeridade .´
Será que os nosso presidente já deixou de acreditar que representa PORTUGAL ,e que somos um país com quase mil anos de história .
Eu confesso sou monárquico prefiro um REI a um PRESIDENTE para representar a PORTUGAL ,mas defendo a DEMOCRACIA REPUBLICANA ,ainda assim digo que um presidente é para dez anos depois vai para casa e fica a viver como um REI sem representar o seu reino ,já um REI representa o seu PAÍS até abdicar e por isso é julgado toda a vida ,com uma grande vantagem sustentamos um REI e não meia dezena REIS.
VALE A PENA REFLECTIR SOBRE QUE PORTUGAL QUEREMOS TER AMANHÃ.
JOSÉ PAZ
LISBOA 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
CAMINHOS PARALELOS O MESMO FIM
Como quem vive num mundo à parte ,digo eu,em nada me espanta tal decisão ,ela vem apenas confirmar a dualidade de postura e identidade do srº PAULO PORTAS.
Mas era de esperar que a saída do srº VICTOR GASPAR ,anuncia-se a ruptura do governo que caminhava a passos largos para o seu fim.O srº PASSOS COELHO ,tal como todo o seu executivo já percebeu há muito que o caminho traçado não era credível e com toda a certeza inalcançaveis as metas traçadas , e vinha remendando ao longo dos meses os buracos abertos na manta de retalhos a romper pelas costuras de tanto arrastar atrás das directivas da Tróika.
O srº VICTOR GASPAR percebeu há muito que era altura certa de sair salvando a sua fatiota e a sua credibilidade,e imagem antes que fosse arrastado para o precipício que se abria diante dos seus pés assim o entendeu e fez garantindo alguma dignidade ,quando para mais reconheceu os seus erros qual bom aluno de elevado valor académico.
Por sua vez o srº PAULO PORTAS aproveitou a boleia para se afastar de todas as responsabilidades e mais uma vez provou ser um verdadeiro irresponsável com cartas e cartilhas que não podem justificar a sua incapacidade de honrar o cargo que tem ocupado mostrando ser um político oportunista,abrindo assim a possibilidade de voltar ao governo numa outra coligação caso haja eleições e possa ser mais uma moleta ao serviço dos seus próprios interesses .
Tal vai o nosso PORTUGAL ,como já frisei antes demos mais um passo atrás com dirigentes incapazes e irresponsáveis é caso para dizer:se não és melhor que eles junta-te a eles ,e em breve serás bem pior que esses tais.
JOSÉ PAZ
LISBOA 2013
PARADIGMA EVOLUTIVO DA CIVILIZAÇÃO
É por tal razão factual haver um domínio generalizado de poder em tentar através do conhecimento condicionar ,dominar e subordinar a evolução de toda uma sociedade.
Somos todos enquanto membros de povos que se constituem em sociedades sociais,económicas e culturais,em diferentes países de diferentes línguas e escritas e que por consequência formamos a diversidade da vida que povoa este planeta a que chamamos TERRA.
É por demais evidente que somos hoje muito diferentes do ser humano primitivo no nosso modo de existir,
mas somos sem dúvida a mesma matéria física .Existe hoje como antes o desejo de alcançar o melhor para uma plena vida sobre a terra ,com todas as capacidades de desfrutar da consciência do bem e do mal,do certo e do errado,do próprio e do comum.
Somos em verdade seres que como animais nascemos e crescemos vocacionados para viver em comunidade e em partilha com os nossos semelhantes,mas ainda assim não é pacífica esta coexistência entre seres vivos em que o principal objectivo é viver em amor e paz em sociedade.
É com a certeza de ser o paradigma que as gerações presentes enfrentam na sua evolução a necessidade de alcançar o bom conhecimento das razões de existir em partilha constante da vida com a plenitude de essência de ser vivo elemento da natureza que forma este MUNDO.
Com conhecimento nascemos,crescemos e vivemos ,é inseparável da nossa condição de seres humanos,um bem maior na nossa evolução e por si só razão efectiva de vida em sociedade.
Por forma a promover a nossa mais eficaz compreensão do funcionamento das sociedades modernas há três questões que se nos colocam em primeiro lugar,e para as quais é preciso dar resposta que proporcionem o melhor entendimento do nosso conhecimento :
1º-Qual a origem do conhecimento?
2º-O conhecimento é vida ?
3º -O conhecimento é bom ou mau ?
Para a primeira a resposta é simples e está na existência do mundo e que designamos por vida ,logo se há vida há consciência de ser ,ver ,ouvir ,falar e sentir ,e isto em todos e quais-queres seres vivos ,animais ,plantas,matéria em tudo há conhecimento.
Na segunda a resposta esta contida na pergunta basta para tal inverter a frase e dar-lhe uma acentuação afirmativa :vida é conhecimento e conhecimento é vida um não existe sem o outro .
A terceira é de certa forma o conhecimento adquirido que nos permite separar o bom do mau ,o bom permite a evolução do mundo o mau retém do mundo a evolução.
É pois o conhecimento da vida o seu factor essencial de desenvolvimento e evolução contínua o seu equilíbrio e desiquilibrios ,os altos e baixos ,os constantes e inconstantes,os problemas e soluções,as perguntas e respostas ,as consequências e inconsequências,tudo está contido no mais básico do sentir evolutivo do ser humano e de toda a natureza e por consequência de toda a vida.
A consciência da aquisição do saber é um motivo de crescimento crítico e ínteléctual ,e um desenvolvimento motivacional que provoca em todos os seres a capacidade de criar conhecimento e gerar a melhor forma possível de viver todos os momentos da vida .
Ao longo da existência da vida muitos homens e mulheres cederam a sua vida na convicção de criar conhecimento de o promover e divulgar e de o defender.
Por todos e por nós ,promover na sociedade a busca constante do conhecimento,é o fazer da vida uma estrada aberta e livre onde infinitamente se pode caminhar ,por sabermos que nela não há principio nem fim.
JOSÉ PAZ
LISBOA 2013
NOVO PARADIGMA DA CIVILIZAÇÃO MUNDIAL
JOSÉ PAZ
LISBOA 2 DE JULHO DE 2013
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