Um preceito faz a diferença entre o que somos e quem somos .
Universo de sentidos confundíveis da realidade de governar e desgovernar .
Afinal e nós quem somos , os governados ou desgovernados ?
Não será jamais nos entendidos académicos feita a análise simples da comparação causa e efeito do acto de em desgoverno governar .
Ora quem governa também desgoverna !
Melhor dizendo quem a uns dá , a outros tira !
O governo de uma casa não é o de uma freguesia , nem o de uma freguesia o de uma cidade , nem o da cidade e de um país , e também não o é de um país para uma união de países .
Se lembrarmos a vastidão da nossa história humana , encontraremos um sem número de fórmulas comparativas de governos ao longo da civilização .
Na antiga Mesopotamia as cidades eram Estados , cada uma com seu Rei e governo , já no vasto Império de Alexandre o Grande a cada cidade era concedido um estatuto de autonomia governativa a qual respondia perante um governador do grande Imperador , situação que se estendeu por todo o Mediterrâneo e por todo o velho continente este então governado pela sede do Império já no tempo do domínio Romano , diga-se de verdade estatuto que mantém o Estado do Vaticano .
Podemos sempre fazer comparações da nobre aristocracia que reina por muitos países da União Europeia , e encontraremos muitas delas em concordância de fórmulas governativas , são cópias quase perfeitas de outras já desaparecidas monarquias , que são hoje repúblicas , mas como geral uma copia falha no ideal do pensamento , pois esse foi o fundamento do original de democracia governativa .
Voltamos pois ao governo e desgoverno , estes são os fundamentais arquitectos das guerras que foram e são travadas no mundo civilizado , se antes se lutava pela sobrevivência da espécie dominante , hoje tuta-se pela espécie sobrevivente a economia , que são facto de complementaridade de um e outro .
Assim enquanto uns vivem de governos , outros vivem de desgovernos , basta perceber o alcance que se consegue com uma guerra , e o que se consegue sem ela .
A guerra é o assumir do desgoverno de um Estado !
A consequência da guerra a necessidade do governo de um Estado !
Resume-se nas boas e más práticas de governação de um país ou de um povo , a continuidade ou não de um conhecimento e desenvolvimento económico e social , este equilibrado e sustentável dirigido para o progresso de uma comunidade , e o reforço de uma sociedade .
Assim se percebe que quando o progresso e desenvolvimento não está sustentado na sua base , mais cedo ou mais tarde ela cederá aos interesses sobre ela instalados .
Uma economia em pirâmide sem alicerces fortes bem ligados entre si , como uma rede de suporte bem estruturada , consuante a sua exposição ao passar tempo e ao exterior de convivência global e universal , sofrerá a constante força dos movimentos sobre ela descarregados , esta por sua vez posta à prova vai gradualmente perdendo resistência e cedendo aqui e ali , as estruturas de cima próximas da base sentem essas cedências , e reforçam na base a sua força , nas estruturas entre médias o esforço quase não se sente e estas vão sustentando a estrutura de topo , esta por sua vez vive no sustento do Zénite da pirâmide .
Ignorando a base o topo mantém o brilho e a opulência de sempre , assim sobrecarrega as estruturas entre médias e estas por sua vez as estruturas de base , umas e outras são levadas até à exaustão , ameaçando a ruína de toda a pirâmide .
Uma estrutura bem governada só existe quando não excluí todos os seus componentes , porque sabe que os primeiros serão os últimos , e quando estes cederem toda a estrutura cede com ela . Quando um governo excluí ou discrimina , sabe que está a criar desgovernados e quanto o seu número cresça eles assumirão a guerra , seja ela interna ou externa , na busca de um governo .
A uns cabe dirigir e ser governo , a outros cabe ser dirigidos e governados , mas só ambos terão a força e o saber para fazer o caminho e ultrapassar as contingências exteriores a um exemplo de sábio governo no universo global da humanidade .
Há uma certeza , não existirão uns sem os outros , mas para que a sua existência seja pacífica e sustentada o topo da pirâmide jamais pode desconhecer as sua bases de fundação , têm de as reforçar na destruição de empenho , e deve ser exemplo como reconhecimento de suporte dos pilares entre médios de toda a estrutura , e fazer a constante manutenção cuidada e rigorosa para que não se perca vigor e brilho que suporta o topo , e o topo o Zénite .
Quem julgar que governa bem quem só aos interesses mais próximos governa , julga mal aqueles a quem faz de governados os desgovernados .
Vale pois o velho mas sempre actual adágio popular ; << quanto mais alta é a ambição mais perigosa é a ascensão , mais alto é a queda e a humilhação . >>
José Paz
Texto do autor
Lisboa 18 / 07 / 2014