quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Europa e Democracia Liberal

Sendo a Europa Democracia , e sendo a Democracia um conceito Liberal , esta tem por base um Estado regido pelo constitucionalismo também ele Liberal .
O que afinal representa o pressuposto do pensamento da inviolabilidade dos direitos do  indivíduo , estes sinônimo dos Direitos Humanos .
Assenta assim a Democracia Liberal num triunvirato de Direito Executivo , Legislativo e Judicial .
Mas atenção o Constitucionalismo e a Democracia não são sinônimos , isto porque se refere o Constitucionalismo a um acto Liberal da estrutura permanente de governação , e Democracia é apenas o processo de eleição vertical de uma selecção de futuros governantes .
Se quisermos ser até mais rigorosos na análise do conceito da tradição da Democracia Liberal , este não é o acto eleitoral mas sim o judicial representado pelo Tribunal .
Em razão pode dizer-se que a Democracia por si só não cria justiça , basta olhar as muitas Democracias como a Venezuela ou a Russia , que existem eleições e eleitos pelo poder democrático do voto , mas não há garantias de respeito pelas liberdades e direitos Hunamos .
Em conclusão o povo legitima de forma vertical através do voto o topo Executivo , onde serve a Democracia Liberal de base na futura divisão horizontal dos poderes de topo pelo poder do  constitucionalismo .
Têm na verdade a independência do Constitucional o requerer dos juízes para proteger as leis e as garantias dos direitos e liberdades dos indivíduos , cidadãos , humanos , dos efeitos malévolos das artes políticas de influências de conjunturas de interesses particulares que se disseminam na Democracia do Povo .
Por isso existe um Tribunal Penal Internacional , para atenuar e até anular os pecados cometidos pelos Estados Constitucionais .
Neste contexto Esquerda e Direita são uma dualidade de critério estéril , uma vez que em Democracia ou é Liberal ou Popular .
Se olharmos a uma das maiores economias não democráticas , percebemos que na China o regime Comunista afirmou diabólico no tempo de Mao a regra de Confúcio , acusando-o de ser racionário , isto porque Confúcio não defendia o progresso através do conflito , mas sim pela harmonia .
O que agora em pleno século XXI se recupera e até se trás glorificado pelo regime Chinês , será isto um confesso preencher da derrocada do Marxismo/Maoismo .

Em 2004 num relatório do National Intelligence Council , já se questionava a forma da Velha Democracia Liberal Ocidental , perante a nova aparição de outras potências da Globalização .
Recordemos que Sergei Lavrov disse um dia  ; << Já não existe um monopólio da Democracia Liberal Ocidental , hoje há também uma Democracia Oriental . >> .
Não podemos ignorar que a Rússia não celebrou o 60° aniversário da Declaração dos Direitos do Homem , por a considerar uma forma de Colonialismo Ocidental , e esta não representar uma verdadeira Carta Universal dos Direitos Humanos .
Isto com uma razão do pensamento Russo estar a recuperar o tradicionalismo crescente a Oriente , e que se afirma nas diferenças de culturas e na sua autonomia .
Basta perceber Dugin que afirmou ; << o Oriente têm mais a ver com o Islão , que com o Cristão , >> .
Recordemos que em 2006 saiu mesmo uma Carta da Tradição Ortodoxa Russa , a sua Declaração dos Direitos Humanos e da Dignidade .
Lembrar ainda o que disse um dia o grande conhecedor das Democracias , Ocidental e Oriental Joschka Fischer  e que defendia uma maior aproximação em relação à Turquia e à Ucrânia ; << A Europa não deve ter ilusões . É preciso realismo nas relações com a Rússia . >> .
Nesta guerra aberta  a Democracia Liberal Ocidental já não tem só na Rússia a sua oposição na frente de luta política , também cresce na África em muitos países um reforço das suas posições e influências em relação à Europa , que se constatam em muitos investimentos em mercado financeiro de dívida Soberana e no mercado Energético , quem sabe financiado pela Democracia Oriental .
Uma vez discursando disse Coker ; << teremos de aceitar que o Mundo Não-Ocidental deve ter a possibilidade de se reavaliar a si próprio , >> .
Pois se durante a Guerra Fria se lutou contra o Marxismo , será que o Ocidente ainda não viu que o Resto do Mundo têm agora a convicção da autodeterminação ideológica para escolher o seu caminho .
Hoje percebe-se que já não se associa o bem à Democracia Liberal , nem a modernidade é sinônimo de Ocidental .
Compete pois à Élite dirigente da Velha Democracia Ocidental , renovar não o seu espírito Colonialista , mas sim o seu espírito Universalista .

          José Paz
     Texto do autor
Lisboa 13 / 08 / 2014

sábado, 9 de agosto de 2014

Um Jantar Pode Ser Manifesto

Podia ser um simples jantar romântico num restaurante do Bairro Alto , podia mas deixou de ser desde o momento em que se acende a luz , quebrando o encanto de olhares ternos num luz-fusco que inebria corações .
Não sei mas acontece será coincidência ?
Talvez não sei , mas é surpreendente e até caricato , como as coisas acontecem !
Não me passou pela cabeça poder vir a assistir a um jantar de convergências !
Sim um jantar quem sabe apenas de amigos , que combinam uma saída à noite  , pode ser !
Sim pode , e não haverá mal nisso , ou será que há !

Pode haver quando de um lado da mesa está o representante do LIVRE ( o seu rosto ) e do outro o representante do Manifesto .

Pois está assim talvez quem sabe um jantar para convergir nos lugares a atribuir nas listas a realizar para as legislativas .

Pois está uma conversa a quatro a decidir o futuro do livre .

Pois está o Partido LIVRE a ser cada vez mais personalizado na pessoa que o quis e quer como seu .

Assim estão membros e apoiantes perante mais um acto de pouca transparência .

Pode ser sempre um jantar de amigos , até pode  , mas também é intrigante perceber que alguém não use de um cuidado especial ao estar em reuniões com pessoas que representam a provável aliança à esquerda , e que pode configurar uma tentativa de tomar posse do LIVRE .

Ponho a questão de uma forma clara , está a Assembleia do LIVRE capacitada para fazer frente a uma total quebra de valores políticos e morais no LIVRE , estará ela capacitada para perceber que caiu no jogo quando ele já não tem as peças suficientes para ser igual e justo .

Como diz o povo apanha-se mais depresa um mentiroso que um coxo. Não sei se o dito senhor não me conheceu se me ignorou , mas para mim e quem estava comigo pouco importa , mesmo nada , até é bom que não me tenha visto , assim não ficou constrangido e riu e sorriu , na segunda mesa junto da janela que dá para a rua e sentado de costas para o balcão , talvez por isso não tenha reparado no queixoso do LIVRE .

Eu parece que tenho uma qualquer aversão a pessoas que me voltam as costas e a cara , e com este senhor é a segunda vez , a primeira foi assumida na Estação de comboios de Sete Rios durante a campanha para as Europeias .

Mas fica aqui a questão para os mais distraídos nos compadrios e favores da política , hoje sábado dia 9 de Agosto de 2014 jantar de convergência entre o Livre e Manifesto .

Será isto um manifesto de desrespeito dos princípios de lealdade partidária para com os membros e apoiantes do LIVRE .

              José Paz
         Texto do autor
   Lisboa 9 / 8 / 2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

LIVRE -Nos Deus

Interessante o sentido de democracia do novo partido LIVRE  .
Livre só de nome !
Não só de nome é livre também de regras cívicas , de Estatutos e regulamentos , a sua liberdade é tanta que se institui a regra simples de julgamento sumario , sem direito a contraditório ou sequer a uso de justificação .
Instalado o clima de medo e suspeição , não há direito à crítica ,nem ao pensamento ,a simples tentativa de discordar é atacada de forma directa como sendo contrário ao interesse do núcleo duro ( comité político de censura ) , assim se afasta qualquer participação activa de quem quer contribuir de forma desinteressada , e se cria o sentimento de posse do altruísmo cínico dos vencidos pelo poder , que o idolatram e se arrogam seus senhores.

Um partido que não aproxima , logo afasta !
Um partido que não integra , logo exclui !
Um partido que não partilha , logo toma posse !
Um partido que não tolera , logo discrimina !

Por muito que possa parecer , não entendo onde existe democracia se são sempre os mesmos a usufruir dela .
O Bloco está há quantos anos no parlamento , talvez poucos o saibam de memória , mas se falarmos nos seus deputados todos sabem porquê ?...porque foram sempre os mesmos !
Engraçado conceito de democracia quando em 1000 são os mesmos 10 a representar um partido , será este o caminho do LIVRE ?

Parece que sim dois ou quatro mas que ninguém se atreva a tirar o seu lugar no topo da lista .
Um partido que os seus membros do núcleo afirmam às claras que os outros ( velhos ) não fazem falta ao partido e que os convida a sair do partido é o mesmo que dizer vão-se embora isto é nosso , não fazem aqui falta .

Longe da verdade , sentido ausente da democracia , incapacidade de visão futura , inconsequente liberdade , intelectuais desinteressados , autistas ilusórios , serão seus dias frutos deixados às lagartas , caíram da árvore ainda não chegará o tempo bom da colheita , e já no chão pereceram à sua própria existência sem dignidade .

Olhai como crescem os rebentos novos nos troncos velhos , vede como crescem aqueles que em vez de se encostarem a árvore se afastam dela , mas lembrai-vos virá o senhor da árvore e os apreciará , depois de feito o seu juízo deixará aqueles que cresceram fortes respeitando a regra do melhor subsistirá  porque é dos fortes a consequência da vida.

Não esquecem os abutres o cheiro da podridão e se mantém por perto esperando a sua hora .

Porque a porta fechada pode esconder dentro a mentira e a falsidade , certo será que a verdade lhe baterá vezes sem conta e um dia ela se abrirá para que a verdade entre .

Deixo um poema de António Aleixo , para concluir o meu texto ,boa sexta feira .

<< Estes novos que se envaidecem
      Pelo muito que querem ser
      São frutos bons que apodrecem
      Mal acabam de nascer
     
      São rapazes instruídos
      Inteligentes e em resumo
      São limões que exprimidos
      Não dão caroços nem sumo ....

          António Aleixo   >>

       José Paz
  Texto do autor
Lisboa 8 / 8 / 2014

     

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Breves apontamentos da Cultura .

Algum do conhecimento a ser partilhado nas palestras , com muita informação e com muitos momentos de interacção com os presentes ;

<< O Ocidente não produz Ouro , ou produz pouco .
É na verdade um paradoxo , uma Europa que criou a grande ideologia das riquezas , não tem dentro de si a grande fonte dessas mesmas riquezas .
Sim mas há outros filões , esses disseminados em pequenas bolsas aqui e além , espalhados por toda a Europa e que são jazidas que depressa se esgotam .
Este é um mal da Europa economicamente incurável ,<< auri sacra fames >> , fome e sede de Ouro . >>
Se o Ocidente não produz Ouro , em tempos de economia fechada não precisa dele . Mas a economia irradia pressão , essa movida pela força da globalização .
E então ?
Três soluções têm a Europa ;
- Pela força roubá-lo !
- Conservar o seu stock veladamente !
- Comercio e indústria de mercado aberto !
Ao Ouro se devem tantas guerras , invasões , ditaduras , traições , abjurações , crises .
Lembrai-vos pois que durante séculos o Ocidente não produzia bem de luxo , comprava-os a peso de Ouro ao Oriente .
Então o Ouro do Ocidente passou para o Oriente  .
Foi o longínquo tempo das cruzadas das conquistas do mundo feito do luxo para a miséria .
Essa mesma que  Erasmo o Advogado de Londres alimentado a latim e grego foi o confesso cristão de reflexões da aristocrata Europa .
Mas levaria Henrique VIII aos altares Tomás More ( Morus ) com o seu livro de 1516 Utopia ou Tratado , uma visão onde não há lugar há Europa .
Porque será que nunca foi aceite  O Elogio da Loucura de 1511 de Antipolemus e nunca publicado pelos grandes pacifistas da cristandade .
Assume uma crise de identidade a Europa com a descoberta das Américas por parte do Genovês Colombo , e que corresponde a Cristandade ?
Não a do Papa , essa não é a de Lutero , Calvino ou Inácio de Loyola ,o cisma esta na túnica sem custura , rasgada em duas .....>>

Este é um pequeno esboço do muito que temos nós Europeus a conhecer de nós para descobrir a grande diferença de Europa e Ocidente .

         José Paz
Texto do autor
Lisboa 6 /08 / 2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Uma Orgia de Amadorismo

Num país civilizado com uma população culta e com acesso a essa mesma cultura do conhecimento , amador é significado de alguém que executa uma actividade ou trabalho , que não sendo a sua área de especialização ou a sua formação profissional , o faz com a entrega total de rigor e exigência , o respeito e dedicação , o dever e responsabilidade de um profissional devidamente certificado .
No entanto serve também para justificar a falha , o erro , a falta de preparação e capacidade .
Isto porque decerto todos nós conhecemos homens e mulheres que são verdadeiramente excepcionais em diversas áreas sem serem ou terem especialização ou formação que lhes permita ser considerados dentro do campo profissional como tal .
Pois é isso e só isso amadorismo para o melhor e pior .
Assim acontece a nível governamental , ao nível empresarial , ao nível económico e social da gestão do Estado .
O Estado Português ( todos nós ) , somos geridos por uma associação de amadores , mas estes profissionais , entenda-se doutores , engenheiros , professores , gestores e um enunciado de técnicos superiores de qualquer coisa .
Se tal não é verdade vejamos as primeiras conclusões da Comissão de inquérito dos programas de aquisição na área da defesa a saber ;

Com a C P C criada toma posse o sr. Pedro Brandão Rodrigues em 2003 e agora diz o seguinte ; << exerci a função em pro-bono e à borla , >> .

JÁ  em Março do mesmo ano toma posse Rui Neves e agora diz ; << não havia Comissão ,os arquivos chegaram meses mais tarde , por um advogado ,>>

Em 2007 toma posse Pedro Catarino e agora diz ; << a Comissão funcionava na base da boa vontade  .... e a estrutura era ad-hoc , >>

Catarino saiu em Abril de 2010 e a C P C fica sem substituto nos dois anos seguintes vindo a ser extinta a Comissão Permanente de Contrapartidas criada em 1999  , transitando para a Direcção-Geral das Actividades Economicas da qual era director Manuel Lami .

Neste percurso feito através do tempo , o permanente foi a presença dos tão falados escritórios de advogados com documentos viajando de um lado para outro com perda de contratos , actas , etc ...incluindo o rumor dos milhares de cópias do então ministro da defesa sr. Paulo Portas .
Interessante se pensarmos nos casos B P N , dos milhares de documentos perdidos , nos milhares de justificações que nada justificam .
E as não menos intrigantes e curiosas P P P ( Parcerias, Públicas , Privadas ) ou ( Pobre, Povo , Paga ) , as ilustradas concessões de Saúde e Rodoviárias , o grande Parque Escolar , as Barragens , os milhões gastos em estudos como os Aeroportos , Ota , Alcochete , a terceira Travessia do Tejo , o T G V , os ajustes directos de Assessorias Especialistas Económicas e Fiscais , que são verdadeiramente excepcionais sorvedouros dos dinheiros públicos .
Agora temos o B E S  , o regulador Banco de Portugal parece que acredita em meninos bem comportados e deu seis meses para reverter o caminho a quem já caminhava coxo .
Tempo este de folga para haver uma consciência profissional , mas sendo amador o Regulador suspendeu a sua actividade na confiança ( em quem ? ) de um sistema falido , que o Legislador parece ignorar , afinal quem sabe concretizando uma velha ideia da suspensão democrática por uns meses , isto para que o profissional dê lugar ao amador .
Um espaço de tempo que serve na perfeição para suspender o exercício da responsabilidade , que se sabe servir o lóbi da traição e as desculpas de quem não pode ser considerado jamais inocente , ou amador .
Suspensos estão os direitos dos Portugueses , bem como as suas garantias de algum dia vir a ter Élites de Profissionais de Excelência na responsabilidade de serviço e dever público .
Excelência essa que tantas vezes surge na boca das mesmas Excelências que afirmam que Portugal só pode sair da Crise e vencer no Mercado Global optando pelo profissional devidamente certificado , pela capacidade e qualidade dos seus quadros dirigentes , quer no privado como no público , com o curso de superior e uma cultura de Excelência .
Essa mesmo palavra Excelência derivada do excesso !
É isso mesmo assim sem pôr nem tirar , excelente ou excelência e algo ou alguém que sobressai sobre os demais idênticos ou comparáveis , no que se designa ser um ser ou obra única e diferente para superior de tudo o que se conhece .
Mas Excesso é também sinônimo de tudo quanto de pior podemos conhecer e que representa esta Excelência pela irresponsabilidade de confiança , de irregularidade , de incapacidade , de interesses , e enfim do pior amadorismo .
Algo que só encontra paralelo no longínquo Império de Roma , essa democracia feita num Senado que primava pela Excelência e Excesso de luxos , de mesas faustosas , bebidas fortes , uma corte de festas , recheadas de  bajuladores  entregues ao único rigor o do prazer .
Nesta triste repetição da História hoje estamos perante uma verdadeira Orgia de Élites Intelectuais , dominador comum da entrega aos vícios instalados da vida feita do Excesso e Excelência da subversão dos valores legais e morais e da consumada violação esta consentida pôr Suas Excelências representantes da República Portuguesa .

                 José Paz
        Texto do autor
      Lisboa 4 / 8 / 2014


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Exmo: Sr. Dr. Juiz Presidente do Tribunal Constitucional

Eu José Fernando Marecos da Paz , com cartão de cidadão n° 9877246  e residente na Rua Dom Fuas Roupinho N° 24 - 3° Esq. -1900 - 192 - Lisboa , venho pela presente carta trazer a conhecimento de vossa Exa; a minha desvinculação do Partido LIVRE , que se encontra em processo de conclusão de constituição neste Tribunal Constitucional , pelas razões que passo a expor;
A carta que lhe dirijo têm em anexo o email com o registro em cartório do mesmo , tendo por propósito dar a conhecer a este Tribunal as sucessivas violações de Estatutos e Regulamentos do Partido LIVRE , e que se encontram no processo entregue neste Tribunal , bem como da violação da Lei dos Partidos e da Constituição da República Portuguesa .
Fui membro fundador do Partido LIVRE aquando da sua primeira Assembleia Constitutiva realizada a 21 de Dezembro de 2013 em Lisboa , inscrito como pré-membro foi eleito em Congresso Fundador a 31 de Janeiro de 2014 no Porto para o Órgão do Partido que é a Assembleia do LIVRE .
Na primeira reunião da Assembleia realizada após congresso no início da mesma por forma oral presencial fiz reclamação de procedimentos que estavam a ser desrespeitados e violados os princípios de democracia interna participativa em igualdade entre todos os membros e que a continuar as mesmas irregularidades eu apresentaria a minha demissão da Assembleia .
Assim o fiz através de email endereçado à Mesa da Assembleia pedindo a apreciação do meu pedido de renúncia por parte da Assembleia uma vez que não estão previstos nos Regulamentos da mesma as renúncias aos órgãos do Partido por parte dos seus membros .
Nunca recebi resposta da respectiva Assembeia.
Posteriormente por falta de resposta do referido órgão , enviei um mail no qual afirmava ser membro da referida Assembleia até que fosse feita prova em contrário .
Fiz diligências junto da 4 Secção deste Tribunal para saber da situação de legalidade do Partido LIVRE e dos seus órgãos , soube que apenas constava o pedido de legalização de resgistro e confirmado em despacho por este Tribunal , e que apenas se encontrava o mesmo representado por os seus signatários de pedido de Registro , nada mais havendo no processo .
Voltei de novo a questionar a Mesa da Assembleia e dirigi carta escrita para a morada do Partido LIVRE que veio devolvida não tendo até a data do presente mail de desvinculação qualquer resposta sobre as questões de legalidade do Partido por parte de qualquer órgão do mesmo , sendo ignorado o dever e direito de resposta a qualquer membro apoiante ou cidadão.
Posteriormente a 13 de Junho recebi um email da Assembleia que me considerava ter eu renunciado a membro da mesma Assembleia conforme em email anexo a esta carta ,e que faço referência .
Tal comportamento reflecte o desrespeito por deveres cívicos e morais por parte de dirigentes partidários perante os cidadãos .
Como não podendo aceitar mais estes factos assumi perante tal resposta a minha total renúncia e desvinculação , pois considero uma afronta de respeito legal e moral perante Estatutos e Regulamentos do Partido .
Para culminar está a decorrer uma refiliação de membros que são obrigados a preenchimento de fichas de filiação quando os mesmo foram eleitos em congresso assumem cargos nos órgãos do Partido e como julgo fazem parte das listas de órgãos a legalizar por este Tribunal .

Considero haver uma continuada e reiterada afirmação e modo de proceder na violação dos direitos ,liberdades e garantias consagrados aos cidadãos pela Constituição Portuguesa .

Considero ainda a violação grosseira da Lei dos Partidos no seu artigo 2 o qual consagra os fundamentos da constituição de um Partido Político .

Considero ainda um desrespeito e violação dos Estatutos e Regulamentos da vida democrática interna de um Partido , que se quer verdadeira e transparente na participação plural e livre dos seus membros , apoiantes e demais cidadãos .

Sem outro assunto de momento espero merecer de Vossa Exa; a consideração que entenda em resultado da exposição das minhas dúvidas perante a existência de tais procedimentos antidemocráticos por parte dos dirigentes do Partido LIVRE .

De Vossa Exa; Sr. Dr. Juiz Presidente do Tribunal Constitucional ,
  Atenciosamente ;
José Fernando Marecos da Paz

Lisboa 31 de Julho de 2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Primaveras de Abril

Em Abril há muitos momentos que marcam a vida de Portugal , e dos portugueses em trinta anos de Primaveras políticas , hoje venho recordar uma que marca a nossa história e conta factos que mudaram muito este povo milenar , heróico , único e imortal aventureiro .
Sou dos muitos portugueses historiadores que se interessam por factos reais , estes assim relatados e vividos na primeira pessoa , embora sempre procurando abstrair-me do sentido restrito de visão do seu locutor ou interlocutor , exemplos que de forma inesperada mudaram rumos .
Venho reportar-me ao senhor Cavaco Silva , hoje Presidente da República de Portugal .
No decorrer do ano de 1983 um director do Banco de Portugal , e um professor , bem como militante do então PSD.
Era no ano de 1982 Primeiro Ministro o sr. Pinto Balsemão , que se viria a demitir no Verão desse ano e no qual o então Presidente da República Sr. General Ramalho Eanes marcava eleições para Abril de 1983 .
Em Fevereiro de 1983 realizava-se em Montechoro o congresso para a eleição do novo lider do PSD , Cavaco Silva não esteve nesse congresso , nessa altura era a sra Helena Roseta presidente da distrital de Lisboa , e foi eleita no Algarve a troica que viria a fazer coligação de governo PS/ PSD e que eram Mota Pinto , Eurico de Melo e Nascimento Rodrigues , deste congresso soou a frase ;<<  Hoje somos muitos , amanhã seremos milhões . >>
Curiosidade parece a frase feita para o momento de hoje , sabemos que fomos muitos pobres hoje somos milhões , que fomos muitos emigrantes hoje somos milhões , que fomos muitos milhões de dívida hoje somos muitos milhares de milhões , etc .....
Já no Verão de 1983 participava activamente o sr Cavaco Silva na negociação do resgate do FMI , era Mario Soares primeiro ministro , vice primeiro ministro Mota Pinto  e ministro das finanças Hernâni Lopes .
No quente Fevereiro de 1985 demitia-se Mota Pinto , marcavam-se as diferenças , na aliança PS/ PSD .
Ocongresso do PSD tinha data para meados de Maio na Figueira da Foz .
Em  Abril Freitas do Amaral saía do CDS e era candidato presidencial , do outro lado Mário Soares seu oponente .
No início de Maio a morte de Mota Pinto , percepita para o seu lugar Rui Machete , percepita ainda a eleição de Cavaco Silva no congresso da Figueira da Foz que tinha como opositor João Salgueiro .
Já na altura tinha muitos conselheiros hoje muito críticos entre eles , Marcelo , Santana . Júdice , Pacheco , e outros .
Mas no PS subia o descontentamento nascia o PRD com o apoio de Ramalho Eanes , e Victor Constâncio assumiria a liderança do PS .
No congresso da Figueira da Foz de 1985 há a frase auspiciosa proferida por João Salgueiro ; << De Napoleões falsos estão cheios muitos hospícios .>>.
Eleito como lider do PSD Cavaco Silva era agora candidato a primeiro ministro , estas são as palavras das últimas frases do seu discurso ; << Não esperem de mim ambiguidades , oscilações ou que entre em jogadas palacianas , de café ou jornalísticas . São tabuleiros em que não sei jogar e não estou interessado em aprender . Termino parafraseando um feliz slogan de Mota Pinto :
<< No começo fomos muitos , depois ultrapassamos o milhão ; no futuro , com coragem e determinação , seremos vitoriosos .>>.
Com os acordos assinados de adesão a CEE em Junho logo de seguida se demitiam os ministros PSD e terminava a coligação que viria a resultar no Conselho de Estado  a 25 de Junho onde  foram marcadas  eleições legislativas para  6 de Outubro de 1985 .
No início do novo protagonista da política nacional , houve nomes que viriam do Banco de Portugal como , Miguel Beleza , Abel Mateus , Ferreira Leite , António Mendonça e outros .
Após ganhar as eleições de Outubro de 1985 , tomaria posse o governo em Novembro era primeiro ministro Cavaco Silva , um ano após para assinalar a data deste primeiro ano de governo anunciava a integração das << Casas do Povo >> no regime de Segurança Social , ou seja mais de 500 mil agricultores eram assim transferidos das cotas que pagavam para o sistema geral de saúde e reformas , ( nunca soube até hoje quanto representou tal junção ).
Tal viria a entrar em vigor a 1 de Janeiro de 1987 , criou ainda a Comissão do Sistema Retribuitivo da Função Pública , que entrou em vigor em 1 de Outubro de 1989 .
Fica uma frase desse primeiro ano de governo dita pelo próprio a 20 de Novembro de 1986 ; << Deixem-nos trabalhar na nossa esfera de competências .>> .
Das competências ficam ainda a alteração do modelo de gestão hospitalar , as alterações aos sistemas da banca comercial e das sociedades de capitais de risco , e o início das grandes construções e obras públicas .
Fica também registado que nos oito dias seguintes ao início de governação teve uma opção que lhe valeria mais um mandato e que foi o aumento das pensões de reforma e invalidez em 22% .
A dita pensão era à altura de 5.500#00 , muito pouco , mas dava para um mês inteiro pagar água , luz , gás , e sobrava .
E agora o que se faz com 27.50 € ?
Outra frase sua fica para reflexão nos dias de hoje ; << Não há credibilidade que resista a uma taxa de inflação que atinge 20% , e em que o défice do sector público ultrapassa 11% do produto interno bruto . >> .
Pois se assim é que credibilidade defende hoje este governo quando se sabe que o nosso défice atinge o valor de 132% do produto interno bruto . Que país é este quando a reforma não dá para um cidadão sequer se alimentar , que trabalhador vive neste país dignamente com 485€ , que credibilidade tem estes senhores passados 30 anos das suas incompetências .
Que futuro teremos nós gerações  novas e velhas num país governado por senhores doutores todos eles ligados ao capital , ao Banco de Portugal , à Caixa Geral Depósitos , ao BES , BCP , BPI , BST ,BANIF , BIC, e outros.
Que futuro é o nosso quando os políticos que negoceiam as nossas dívidas , negoceiam os benefícios dos credores ?

         José Paz
    Texto do autor
Lisboa 22 / 07/ 2014

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

De Governados a Desgovernados

Um preceito faz a diferença entre o que somos e quem somos .
Universo de sentidos confundíveis da realidade de governar e desgovernar .
Afinal e nós quem somos , os governados ou desgovernados ?
Não será jamais nos entendidos académicos feita a análise simples da comparação causa e efeito do acto de em desgoverno governar .
Ora quem governa também desgoverna !
Melhor dizendo quem a uns dá , a outros tira !
O governo de uma casa não é o de uma freguesia , nem o de uma freguesia o de uma cidade , nem o da cidade e de um país , e também não o é de um país para uma união de países .
Se lembrarmos a vastidão da nossa história humana , encontraremos um sem número de fórmulas comparativas de governos ao longo da civilização .
Na antiga Mesopotamia as cidades eram Estados , cada uma com seu Rei e governo , já no vasto Império de Alexandre o Grande a cada cidade era concedido um estatuto de autonomia governativa a qual respondia perante um governador do grande Imperador , situação que se estendeu por todo o Mediterrâneo e por todo o velho continente este então governado pela sede do Império já no tempo do domínio Romano , diga-se de verdade estatuto que mantém o Estado do Vaticano .
Podemos sempre fazer comparações da nobre aristocracia que reina por muitos países da União Europeia , e encontraremos muitas delas em concordância de fórmulas governativas , são cópias quase perfeitas de outras já desaparecidas monarquias , que são hoje repúblicas , mas como geral uma copia falha no ideal do pensamento , pois esse foi o fundamento do original de democracia governativa .
Voltamos pois ao governo e desgoverno , estes são os fundamentais arquitectos das guerras que foram e são travadas no mundo civilizado , se antes se lutava pela sobrevivência da espécie dominante , hoje tuta-se pela espécie sobrevivente a economia , que são facto de complementaridade de um e outro .
Assim enquanto uns vivem de governos , outros vivem de desgovernos , basta perceber o alcance que se consegue com uma guerra , e o que se consegue sem ela .
A guerra é o assumir do desgoverno de um Estado !
A consequência da guerra a necessidade do governo de um Estado !
Resume-se nas boas e más práticas de governação de um país ou de um povo , a continuidade ou não de um conhecimento e desenvolvimento económico e social , este equilibrado e sustentável dirigido para o progresso de uma comunidade , e o reforço de uma sociedade .
Assim se percebe que quando o progresso e desenvolvimento não está sustentado na sua base , mais cedo ou mais tarde ela cederá aos interesses sobre ela instalados .
Uma economia em pirâmide sem alicerces fortes bem ligados entre si , como uma rede de suporte bem estruturada , consuante a sua exposição ao passar tempo e ao exterior de convivência global e universal , sofrerá a constante força dos movimentos sobre ela descarregados , esta por sua vez posta à prova vai gradualmente perdendo resistência e cedendo aqui e ali , as estruturas de cima próximas da base sentem essas cedências , e reforçam na base a sua força , nas estruturas entre médias o esforço quase não se sente e estas vão sustentando a estrutura de topo , esta por sua vez vive no sustento do Zénite da pirâmide .
Ignorando a base o topo mantém o brilho e a opulência de sempre  , assim sobrecarrega as estruturas entre médias e estas por sua vez as estruturas de base , umas e outras são levadas até à exaustão , ameaçando a ruína de toda a pirâmide .
Uma estrutura bem governada só existe quando não excluí todos os seus componentes , porque sabe que os primeiros serão os últimos , e quando estes cederem toda a estrutura cede com ela . Quando um governo excluí ou discrimina , sabe que está a criar desgovernados e quanto o seu número cresça eles assumirão a guerra , seja ela interna ou externa , na busca de um governo .
A uns cabe dirigir e ser governo , a outros cabe ser dirigidos e governados , mas só ambos terão a força e o saber para fazer o caminho e ultrapassar as contingências exteriores a um exemplo de sábio governo no universo global da humanidade .
Há uma certeza , não existirão uns sem os outros , mas para que a sua existência seja pacífica e sustentada o topo da pirâmide jamais pode desconhecer as sua bases de fundação , têm de as reforçar na destruição de empenho , e deve ser exemplo como reconhecimento de suporte dos pilares entre médios de toda a estrutura , e fazer a constante manutenção cuidada e rigorosa para que não se perca  vigor e brilho que suporta o topo , e o topo o Zénite .
Quem julgar que governa bem quem só aos interesses mais próximos governa , julga mal aqueles a quem faz de governados os desgovernados .
Vale pois o velho mas sempre actual adágio popular ; << quanto mais alta é a ambição mais perigosa é a ascensão ,  mais alto é a queda e a humilhação . >>

         José Paz
  Texto do autor
Lisboa 18 / 07 / 2014

domingo, 6 de julho de 2014

Reestruturação do Estado e Sector Público

Consideração de enquadramento dos conceitos de Estado ;
Estado minimalista , Estado maximalista , Estado socialista , Estado comunista , Estado liberalista , Estado intervencionista ,Estado social , Estado supletivo , Estado majorante , Estado soberano , Estado actual , Estado qualquer coisa ......
Entre um lado liberalista , mão invisível de um individualismo , ou entre figurinos internos ou externos , mais ou menos intervencionista ou protector , de providência ou previdência , que tolera ou finge tolerar os princípios da frugalidade ou da solidariedade , o que há ?
Podemos sempre definir funções intransmissíveis , constitutivas , instrumentais , irredutíveis , uma organização social , política , económica , que se insere na defesa da justiça e paz social , sendo um padrão para medir a consciência de qualidades e defeitos do Estado firmado .
Ora as funções do Estado são de essencial reestruturação , porque elas regulam , supervisionam , protegem , lesgislam , e são o cobrador de impostos com os quais asseguram o seu funcionamento e o da sociedade .
No compromisso de consenso entre socialismo e capitalismo , nasce um Estado majorante , que pretende o equilíbrio entre sector público e  sector privado .
Nos objectivos do Estado estão ( devem estar ) ;
1- a eficiência do sistema económico ;
2- a estabilidade macroeconomia ;
3- a equidade do sistema social ;
4- a igualdade no emprego e no salário ;
5- a justiça e a paz num estado de direito ;
Isto são factores condicionantes no desenvolvimento e sustentabilidade dos cidadãos , na perspectiva do envelhecimento e longevidade populacional , e também nos sistemas públicos de saúde e pensões .
Estes são os objectivos da Frente Popular Democrática , a reestruturação deve conciliar estes três conceitos de Estado ;
1- Eficiência ;
2- Equidade ;
3- Estabilidade ;
Estarão eles ao alcance de uma política que visa o repovoamento do interior , a procura de reduzir custos e tempos para as impresas , para que estas se instalem corrigindo o desinvestimento dos últimos anos e a desertificação , para repor níveis de emprego e de oferta de serviços , recuperação de novas gerações e populações , visando implementar incentivos à natalidade com um apoio social de serviços públicos .
Assim deve uma reestruturação , descentralizar , desburocratizar , e recuperar recursos de eficiência pública , para além dos que já existem na geografia e pelo estado de desenvolvimento do país .
O Estado deve promover igualdade de oportunidades , atenuar assimetrias e injustiças sociais , repor uma política de iniciativa e mérito que encentive o investimento , e ao mesmo tempo a poupança , uma consciência democrática e cívica de solidariedade entre gerações .
Não é por um progressivo tributar sobre os salários , sobre património , sobre rendimentos , um aumentar de deveres e impostos fiscais aos cidadãos e às impresas , uma diminuição das reformas e apoios sociais , que se ganha uma economia e se recupera um país .
Na economia a dúvida inquieta a justiça das políticas , afasta o cidadão da democracia , afecta negativamente a sociedade no seu espírito de confiança e credibilidade das suas instituições e no seu todo Estado .

Estará o Estado a fustigar de forma irreparável a competitividade económica , quando faz redistribuição de impostos por via fiscal mediante mais receita e mais despesa , sejam estas na saúde , no ensino , subvenções sociais , pensões não contributivas , ou subsídios ao utilizador-não-pagador ?

Quando em concertação social , mexe nos contratos colectivos , ou nos contratos com ou sem termo , nos tempos e mobilidades laborais , nas horas efectivas de trabalho semanal , folgas , feriados , férias , regular faltas , despedimentos , indemnizações , em resumo conjunto de leis e regulamentação do conjunto político-técnico dos mercados de trabalho e emprego ?

A política do Estado está pois ligada ao funcionalismo regular de toda a sociedade , e por consequência a uma sustentabilidade do sistema económico e social .
Assim a consistência de um Estado forte , capaz , credível , está intimamente ligado na sua componente funcional humana e tecnológica , e numa autonomia da economia privada , devendo assegurar os meios técnicos e profissionais de uma gestão , Eficiente , Equitativa , Estável , que acompanhe a evolução moderna da sociedade em constante crescimento e desenvolvimento científico e tecnológico .
A questão impõe-se e adquire uma incontornabilidade económica e social , que em tempos de mercados livres e globais nos interroga colectivamente , sem que possamos esquecer a nossa Constituição da República que define e enumera as valências e organização do Estado , nos seus artigos de Lei no capítulo 1 e 2 , como é o caso do artigo n° 81 , onde constam as incumbências e prioridades do Estado .
Nos contextos actuais há um multicondicionalismo a uma reestruturação do Estado , logo a começar , pelo sindicalismo , pelo corporativismo , quer a nível privado quer público , assumindo este último o cultivar de causas que nem sempre coincidem com a desejada eficiência e optimização da produtividade do Estado.
São as finanças públicas que têm por objectividade do seu papel gestor de escolhas de as fazer , contemplando as de dimensão , atribuição , composição , preferência , proporcionalidade , e eficiência do crescimento das despesas públicas .
A qualificação de um Estado burocrata é o monopólio da oferta natural de bens públicos , que têm na sua força e razão de ser influência sobre a sbu-margem do preço , isto por via de regulamentações políticas que faz aprovar , licenciamentos que concede , fornecimentos que contrata , e grupos de interesses que comporta as suas movimentações políticas .
O Estado burocrata é uma estrutura hierarquizada , uma organização humana , técnica e jurídica , uma teia de regimes de procedimentos , de competências e responsabilidades , direitos e deveres .
No respeitante a isto temos a exemplo o caso dos submarinos , que não passaria pelo consenso comum dos cidadãos , porque era uma despesa pública sem critérios de eficiência e racionalidade , com uma consequente proporcionalidade , reprodutividade .
Mas evocados altos valores nacionais , são assim orçamentadas despesas correntes de funcionamento e manutenção com volumes incomportáveis para o erário público .
Nesta ordem de valores são muitas valências do Estado ao nível superior a ocultação e manipulação da verdade das contas públicas , que feitas por políticos burocratas com adequação e controle do sistema político e extra-político , fazem das finanças públicas uma afectação danosa de excessos , insuficiências e derrapagens , contratos e concessões , de recursos financeiros que subcarregam as contas orçamentais e tornam tecnicamente incomportáveis as valências do Estado .
Isto é a evidência de uma péssima gestão e coloca o próprio Estado numa situação de risco de incumprimento e até de falência técnica e administrativa .
Resultado é que Portugal está fora da competitividade externa , o Euro forte delapida o tecido industrial e produtivo , e requer uma moderação interna de custo de produção e salarial .
Assim é urgente repor um Estado de bem , contido e cumpridor , de boas contas , e solidário ao nível social e económico .
Alternativas há sim , e começam pela reestruturação da estrutura do Estado com exigência , rigor , disciplina , e transparência nestes pontos principais ;

1 - Redefinir conceitos , regimes , funções e fins ;
2 - Optimizar atitudes e meios humanos técnicos e tecnológicos ;
3 - Modernizar e profissionalizar a organização e gestão ;
4 - Inverter e reduzir a escala da despesa corrente , tornar eficiente a cobrança da receita ;
5 - Investir e redistribuir com equidade a riqueza produzida ;

Um Estado é um gestor de uma sociedade pública , não pode pois comportar-se como um regulador e supervisor da mesma sociedade , colocando-se ao mesmo tempo como exemplo de promiscuidade de poderes quer sejam eles sociais ou económicos , em virtude da sua real função de transparência e independência ser posta em causa por cedências , influências , de favores corporativos , sindicais , industriais ou financeiros .
O Estado somos todos nós , que delegamos num grupo governamental a governação dos bens comuns de todos nós , e que devem servir a todos com igualdade , com justiça , com liberdade  , e em democracia participativa verdadeira ao serviço de todos nós e de Portugal .

  
       José Paz
   Texto do autor
Lisboa 6 / 07 /2014

sábado, 5 de julho de 2014

A Consciência ou Decência de Ser

No universo global da vida o dever de todos nós é contribuir para um mundo melhor mais justo , igual e fraterno .
Onde começa essa tarefa , em nós indivíduo , que só pode ser realizada com um espírito de optimismo , mas sem cair no irrealista , e sem que possamos abstrair-mo-nos das nossas obrigações , e do sentido da justiça , da verdade moral e intelectual .
Começa esta tarefa por propor-mo-nos a fazer do nosso exemplo um caminho a seguir pela nossa família , pelos nossos amigos , pela nossa comunidade e por uma sociedade .
Na hierarquia de valores , sabemos que o trabalho dignifica a vida de cada pessoa individualmente , economicamente , e depois colectivamente ,e socialmente , isto através da sua escolaridade , da sua profissão , da sua cultura , do seu carácter , ética e moral .
Quantos de nós conhecemos pessoas que sendo pequenas são enormes homens ou mulheres , gigantes seres humanos , quantos conhecemos que não tendo as mesmas faculdades físicas , são verdadeiros exemplos de vida para a sociedade .
Assim na razão básica de existir do ser humano , há duas categorias de pessoas ;

As que trabalham !

As que não trabalham !

O que é o trabalho ? ; << A cultura do esforço e do sacrifício . >>

O que é o esforço e sacrifício ? ; << A moral o mérito a justiça . >>

Trabalhar é preciso , cansa , incomoda , é exigente e requer de nós uma intrega total , única e pessoal .
Não ficar parados , imóveis , paralisados à espera que aconteça um milagre , que nos caía do céu a resolução para os nossos problemas do dia-a-dia , ser inactivo e permitir que a vida passe por nós .
Ora às pessoas que trabalham agradece a sociedade e as economias e os governos e todos nós . Porque o fazem saindo de casa todos os dias com o objectivo único de viver dignamente , de serem autosuficientes e de contribuírem para a valorização pessoal e colectiva da sociedade onde estão inseridas , com uma certeza que do seu sacrifício e do seu esforço , e ainda da sua dedicação , ao regressar a casa o pão que têm na mesa , é o fruto da sua força , da sua coragem , o seu mérito , a sua dignidade , e o valor de justiça , e fazem-no durante anos , até que vencidos pela idade , ou pela doença , enfim pela vida esperam receber do seu trabalho o valor justo que lhes permita viver dignamente , e da sociedade receber a ajuda de uma existência feita em prol dela mesma .
Já as pessoas que não trabalham , têm de ser diferenciadas , há pois as que trabalharam e por perda de trabalho ou por doença se vêem confinados a um subsídio que lhes é devido por justiça contributiva dos seus anos de trabalho , e muitos continuam activamente na procura de trabalho e até contribuindo para a sociedade voluntariamente .
Outros há que procuram o seu primeiro trabalho e a esses tudo o que esperamos é que consigam encontrar um trabalho justo que lhe permita dar à sociedade o que esta lhes deu até a sua idade de entrar no mercado de trabalho com todas a competências adquiridas ao longo da sua formação escolar e profissional .
Outros há que trabalham aqui e ali , hoje sim , amanhã não , são os funcionários da economia paralela , que nada contribui para o colectivo da sociedade , e que se entretêm a dizer mal de tudo e de todos , sendo eles próprios uma causa do problema .
Por fim há os que nunca trabalharam , nem trabalham , mas recebem e vivem de subsídios , e que passam o tempo há espera de melhores dias , se é que podem haver melhores dias .
Ora melhores dias , significam para quem trabalha , melhores governos , melhores políticas , melhores economias , melhores sociedades .
Estamos num tempo de individualismo , do domínio desregulado do dinheiro , dos mercados de capitais assentes em transacções de valores em papel ( não dinheiro facial ) .
E que papel é esse ?
Todos sabemos que dinheiro existe , que cada transacção monetária corresponde um valor .
Mas quantas transacções são de valores mobiliários e imobiliários ?
A valorização e sobrevalorização dos mesmos ( papéis ) , e a desvalorização quando os resultados não correspondem às projecções , ou objectivos definidos .
Existe pois dinheiro que cubra essas transacções , ou elas são apenas o suporte visual do funcionamento de mercados económicos virtuais .
Será este tempo uma mera conjuntura de mercados bolsistas , onde circulam papéis , títulos de valor que passam de mão em mão ( de bolsa em bolsa ) .
Porque razão insistem os governos em se sujeitar aos controlos e qualificações das agências de Rating , e a quem servem , ou o que servem ?
Não é novidade que o sistema financeiro é global , que o dinheiro circula de banco em banco sem sair do mesmo cofre , que circula de um continente para outro sem uma face visível , que aparece e desaparece , de paraísos fiscais ou  de um offshore em qualquer ponto do mundo , sem saber a proveniência ou a quem pertencem .
Mas se os governos a nível mundial permitem tais dualidades de critérios , tais éticas de controle , então porque razão não adoptam uma universidade de modelos de gestão ou de regimes fiscais comuns ?
Porque razão são disponibilizados milhões em ajudas aos países em dificuldades ?
Porque razão são disponibilizados milhões em ajudas no combate à pobreza , à fome , à miséria , sabendo que a maior fatia desses milhões , jamais chegará às pessoas que vivem tais flagelos , e sabendo que muito desse dinheiro serve exatamente os propósitos contrários , ou seja criando , mais desigualdade , mais fome e pobreza , e mais guerra .
Assim ficamos com a sensação de uma verdadeira globalização do capital em favorecimento dos grandes interesses dos mercados financeiros e bolsistas dos quais vivem muitas economias e sociedades mundiais .
A necessidade de um controle global do dinheiro e da finança , gera a ganância de grandes países , pelo domínio das indústrias e das sociedades .
Somos hoje reféns de um sistema capitalista desumano , que o objectivo único é a concentração de poder mundial e global .
A quem serve tais intenções ?
Para que servem estes processos de globalização ?
Algumas respostas nós já encontramos , nos acordos de comercio feitos entre as potências mundiais em crescimento , e que se resume a uma livre entrada dos seus produtos nos mercados até hoje fechados à sua indústria .
A outra é a consequência da descentralização e deslocalização de indústrias produtivas , para países com mais baixos custos de produção .
Uma outra é o domínio e controle de sectores vitais e rentáveis da economia dos países em dificuldades começando , pelas energias , transportes , e financeiros .
Consequência desta globalização a perda consecutiva da capacidade de gerar riqueza , em virtude da sua incapacidade produtiva face aos preços praticados pelos países de economias mais fortes e com rentabilidade mais alta nos custos de produção .
Isto acontece na Europa , na África , na América do Sul , ficando estas sociedades asfixiadas , sem trabalho , sem rendimentos que façam face ao seu custo de vida , empobrecendo , e envelhecendo sem um mínimo de garantia de qualidade de vida , retardando a recuperação da natalidade e do repovoamento das regiões que perdem indústria e população .
Este processo tem um efeito depressivo e regressivo na sociedade  , que culmina com elevados níveis de imigração , de estados de saúde publica agravados , de instabilidades de convivência pacífica entre gerações , paralisa os países e torna-os dependentes das economias que dominam a globalização .
Estará a nossa sociedade confrontada com uma realidade da qual é a existência da vidas dos muitos animais e seres vivos da terra , no seu estado selvagem !
Se repararmos as andorinhas fazem milhares de quilómetros para sobreviver e dar continuidade à sua espécie , viajando consoante as estações do ano em busca de melhores condições de vida que lhes permitam construir suas casas famílias e depois mantê-las , o mesmo , fazem as manadas de búfalos em África , ou as renas na Sibéria , as borboletas da América do Sul , as baleias , ou os pinguins do Árctico .
Serão as novas gerações um retorno à origem do ser humano , o humano recolector que viajava na terra em busca de alimentos , de um lugar para viver melhor , e só regressava a sua terra de origem  ( quando regressava ) para enfim morrer junto dos seus ?

          José Paz
     Texto do autor
Lisboa 5 / 07 / 2014

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Emprego e Desemprego , Ética e Moral

Estar desempregado não pode , nem deve ser , estar parado.
Ficar sem trabalho , sem emprego , é algo que hoje está no horizonte , e cada vez mais no presente de milhares de trabalhadores . Os preceitos de trabalho são hoje muito diferentes dos conceitos estabelecidos no início do século XX .
Hoje as empresas não tem uma durabilidade de constante crescimento , e à uma mutualidade de factores em completo movimento no mercado global , que tem uma volatilidade própria , que destrói e constrói empresas em minutos .Deste universalismo há uma nova geração de empresários que valoriza o imediato , o urgente , o agora , o acaso e a ocasião .
Na constatação da contratação de novos trabalhadores a prioridade é a mobilidade o sazonal , o temporário , o emprego criado com objectivo fixo de rentabilidade , e o custo de produtividade aliado a uma rotatividade com redução de salários e direitos laborais , e garantias de trabalho ou de trabalhadores , aliando a isto uma exigência e rigor técnico-profissional , com critérios de ética e moral muito restritos e definidos na contratação .
Para quem fica no desemprego ou para que procura o seu primeiro emprego , tem uma tarefa árdua e difícil , têm que se dedicar 8 horas por dia , 7 dias por semana , 30 dias por mês , têm de procurar trabalho , uma fonte de rendimento próprio , que lhe permita uma receita e um mínimo de independência e sobrevivência no seu quotidiano diário .
Não podemos ficar em casa à espera que nos venham buscar , que nos contratem ou ofereçam um rendimento , ou sequer que nos ajudem pela nossa inactividade.
Escrever um percurso académico e laboral , descrever as nossas capacidades , os nossos conhecimentos , experiências , referências ,o que significa fazer um currículo , que é necessário e indispensável , onde quer que se vá procurar trabalho .
Na internet há alternativas de empresas sérias , que procuram pessoas activas , dinâmicas , inteligêntes , essas pessoas capazes e que por isso estão à distância de um clik ou email . Por isso procurar conhecer pessoas , sítios da internet , enviar perfil pessoal , visitar  saytes , fazer comentários nas áreas da especialidade em que nos propomos alcançar trabalhar , é não só um dever como o chamado trabalho de casa ou que hoje se define por ( network ).
Depois há sempre a nossa atitude de criar de gerar conhecimento , alguma coisa que gostamos que temos por ( lobby ) ocupação de tempos livres , que saber fazer , que é do nosso domínio , da qual gostamos e estamos integrados no seu funcionamento , aí está uma oportunidade de possível investimento pessoal de fazer dessa nossa aptidão um possível negócio ou trabalho próprio , num projecto de vida a desenvolver e dinamizar .
Lembro aqui a título de exemplo um jantar com amigos no Chiado-Lisboa , onde uma senhora jovem se aproximou de nós e perguntou se podia ler uma poesia sua , entre a primeira reacção de estranheza e de espanto , cedemos a essa oportunidade de ouvir a Poeta ler o seu poema , de um folheto A4 ,dobrado e a cores leu um poema e depois de finalizada a leitura sugeriu que lhe adquirisse-mos um folheto seu personalizado com os seus poemas por dois euros ( 2 € ) , eu adquiri um e outro amigo outro . Depois seguiu para outra mesa , entre os não e os sim , esta jovem Poeta não se  fechou à procura de uma solução para obter uma receita para viver , e quem sabe encontre até uma oportunidade de conseguir um trabalho efectivo dentro das suas expectativas de vida .
Ela na verdade está a por em prática a sua vontade e crer , mas esta é a diferença entre a nossa actividade ou inactividade perante a vida . Isto requer muita força de vontade , alegria , confiança , paciência , e espírito de sacrifício e luta diária .
A crise é global , mas na realidade ela afecta individualmente cada pessoa , cada família , e cada comunidade , na perda da sua qualidade de vida , na sua autoestima , na sua confiança e esperança , no seu próprio conforto socioeconómico , ético e moral .
Mas como há sempre um ( mas ) , a culpa não é apenas e só da crise e da globalização da economia e do universalismo da sociedade em exclusivo .
Na verdade todos nós somos seres humanos com capacidade de acção e decisão por atitude e pensamento , e como tal com iguais responsabilidades activas de fazer as nossas escolhas , e porque pessoas sem critérios e sem ética , sem opiniões próprias , permitem que uma élite política e governada pelo poder económico , esta élite manipule toda uma sociedade.
Basta pensar , afinal quantas éticas existem ?
A minha ética não é igual à da minha família , a ética da minha família não é igual à de uma empresa , a ética de uma empresa não é igual à de um mercado , e a ética de um mercado não é igual à de um governo , nem a ética de um governo igual à de uma sociedade .
Neste campo há um marco basilar que a sociedade deve colocar na construção de um governo e na constituição de uma governação e que são valores éticos e morais .
Agora que tanto se fala em solidariedade , em igualdade , em tolerância , em direitos humanos , somos confrontados com o código de ética governamental , cada vez mais assente em favores e lobby , um conceito de influências baseado em corrupção passiva e activa , qual Estado carniceiro filiado num ( Partido Qualquer Coisa ) , com procedimento regimentar de mercados económicos globais .

Quero salientar que por definição ética é , << aquela parte da filosofia que por objectivo tem o estudo moral das obrigações dos homens >> .

E no respeitante a moral , << que esta se refere às acções das pessoas no ponto de vista da bondade e da maldade do ser consciente dos seres humanos >> .

Em síntese actuar em função desse nosso saber ;

Eu sei o que é bom e faço !

Eu sei o que é bom e não faço !

Eu sei o que é mau e faço !

Eu sei o que é mau e não faço !

Em resumo , << não faço o que sei , não sei o que faço , ou devo fazer , ou não devo fazer , nem sei o que se passa comigo , ética ou moral , afinal tudo o que faço e não faço é bom e mau , conveniente ou inconveniente , um resultado do bem e do mal .>>

         José Paz
     Texto do autor
Lisboa 4 /07 / 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Orçamento de Estado Simplificado

Comecemos pelo princípio de explicar em linhas gerais o funcionalismo de gestão do Orçamento de Estado .
O Estado tem no seu orçamento a Receita e a Despesa .
Ora se as receitas forem iguais às despesas , diremos que há um equilíbrio orçamental .
Mas se pelo contrário  as receitas forem superiores às despesas , então temos um superávit .
Mas se as receitas forem inferiores às despesas , facilmente deduzimos que temos um défice .
As Receitas do Estado ;

1- impostos
2- fundos de investimentos activos
3-nacionalizações e vendas de património
4- venda de títulos de tesouro ou divida ( recurso à emissão de dívida , créditos )

As Despesas do Estado ;

1- funcionamento geral do Estado ( sector público )
2- investimentos públicos
3- apoios à indústria
4- apoios à cultura
5- apoios acção social
6- obrigações internacionais
7- juros de dívida

Por regra o Orçamento de Estado são elaborados no último  quadrimestre do ano visando um plano concreto de Receitas e Despesas para o ano civil seguinte .
Se houver um equilíbrio de contas ,o que significa receita igual a despesa , então o que há a fazer é melhorar o conhecimento do funcionamento do Estado por forma a optimizar os seus recursos e recuperar capacidade de produção efectiva a fim de aumento do seu desempenho e redução de custos .
Havendo uma receita superior à despesa ,temos um superávit , significa uma real eficiência económica e prudutiva . Têm o Estado o dever de garantir um uso adequado desse excedente , quer por investimentos de retorno activo a curto ou médio prazo , que resulte numa rentabilidade ao País ,e seja uma efectiva melhoria de vida dos seus cidadãos .
JÁ sendo o caso de haver uma receita inferior à despesa , temos um défice , o que significa a necessidade de reestruturação de todo o funcionamento do Estado , da revisão dos seus problemas de gestão , de redirecionamento de investimentos públicos e apoios à economia , e de um ajuste do posicionamento económico e social do Estado .
Simplificado o conceito de formulação de um Orçamento de Estado , vamos atribuir por exemplo à Direita a Receita e no oposto à Esquerda a Despesa .
Na Direita pomos o Activo , e na Esquerda pomos o Passivo , fazemos a subtracção simples ;

DA - EP = 0 ( resultado activo/passivo , nulo )

DA - EP = 1+ ( resultado activo/passivo , positivo )

DA - EP = 1- ( resultado activo/passivo , negativo )

Não há pois qualquer circunstância que impossibilite o cidadão comum de perceber o funcionamento da construção de um Orçamento de Estado , pois ele se resume a ;

Receitas fixas , e variáveis de desempenho económico , e extraordinárias ;

Despesas fixas , e variáveis de desempenho estrutural , ou extraordinárias ;

Na prática a equação simples do confronto da realidade Receita / Despesa , é o resultado da constatação do Estado Económico e Social de um País .
Desta equação podemos sempre avaliar a necessidade de fazer uma reestruturação do funcionalismo do sector Estado no seu domínio público e socioeconómico , que com transparência e verdade assente na sua viabilidade ou inviabilidade de execução .
Tem o Governo de um Estado a obrigação e dever de constituir um Orçamento com rigor e que seja um garante de estabilidade e respeito dos poderes instituídos . Mas também o dever de investir e dinamizar o seu tecido socioeconómico público e privado , garantindo sempre a salvaguarda dos seus interesses bem como os dos cidadãos , fazendo um gestão com critérios rigorosos dos seus recursos e das suas receitas , bem como dos seus propósitos e despesas de orçamento efectivo disponível .
Por regra podemos sempre dizer  ( ad infinitum ) ,ou seja de onde não há não podes tirar , e por conseguinte dar um passo maior que a perna , que é ( in aeternum ) , ou seja perlongar no tempo uma gestão ruinosa e até criminosa , que conduz a sociedade numa regressão social , económica , e moral , e reduz a economia de um país a níveis de insustentabilidade  produtiva , incapaz de recuperar níveis de riquesa para gerar emprego , e capacidade de consumo que devolvam a dignidade a um Povo e um País .

Nota; Não estão na Receita do Estado  os fundos de apoio Comunitários , porque os mesmo são específicos e têm fins concretos , que não sendo utilizados terão de ser devolvidos . Mas são um investimento efectivo com proporções económicas elevadíssimas , por isso requerem um rigoroso estudo de impacto nos projectos aos quais forem destinados , tendo crucial importância na equidade da redistribuição da economia global do País .

     José Paz
  Texto do autor
Lisboa 3 / 07/ 2014

domingo, 15 de junho de 2014

Renúncia uma razão de ser Livre

Agostinho da Silva;
1_" liberdade só se pode perder por um acto supremo de liberdade ; o de renúncia "
2_ " a liberdade só existe quando todos os nossos actos concordam com o nosso pensamento"
3_ " não me interessa o original ; interressa-me o verdadeiro "
4_ " se me julgas te julgas por me julgares "

A influência do pensamento europeu nos domínios ético , metafísico , lógico e científico , deve-se em grande parte à cultura Etrusca , Estóica , Helénica , e Romana , mas também ao grande berço da civilização que é  a Suméria .
O filósofo Demócrito deu conta desse sentimento de pensamento quando escreveu que a felicidade e a tranquilidade da alma , só é possível aos que souberem evitar os grandes problemas e se manterem fiéis à condição humana .
Já na cultura inscrita em Delfos para se edificarem os fiéis , aconselha-se o nada de excessivo , e o repúdio das aspirações desmedidas , bem como ambições elevadas .
Tudo começa com a reflexão do mundo , o que há no domínio do Ser visível ou invisível . Assim tal como na religião não há diferença entre o divino e o humano , pois que são apenas os degraus do Ser de modo algum heterogêneos.
O Divino pertence à Natureza , à Physis , ou seja à dinâmica mesma do Ser , seja humano , animal , planta , ou coisa .
Nas várias direcções possíveis para procurar a solução do problema uma delas está indicada na análise matemática e geométrica do conhecimento do Mundo .
Negar a possibilidade do ser Humano aplicado ao Mundo ,
é reduzir as suas limitações e as suas ignorâncias  como consequência das suas razões .
Assim ler Agostinho da Silva é viajar no Mundo da Filosofia que nos levará até aos nossos primórdios da civilização e da consciência política , económica e social .
Assim é importante saber que o grande rei  da Babilónia Hamurábi há 3 mil anos mandou escrever o primeiro código de leis universais que visava ordenar e definir o governo e a organização da sociedade . O citado código definia a sociedade em três classes ;
- homens livres ( awilu )
- subalternos e inferiores ( muchkenu )
- escravos ( kenu )
O referido código serviu de base as leis e vigorou para as sociedades seguintes mais evoluídas , que foram adaptando muitos dos seus preceitos , servindo na base de influência na cultura Helénica e na própria cultura de berço da democracia da sociedade moderna .
Este código vai ter influências no código canónico e mais tarde no grade código de leis de Afonso x o sábio  que foi transcrito por D . Dinis  , e com todos os ajustes e consequentes alterações vigora até hoje em muitos aspectos na modernidade do século XXI .
Mas o pensamento e a cultura não são estanques , o universalismo do ser humano transporta consigo a transmissão de identidade e conhecimento , vejamos pois o pensamento de Confúcio e encontraremos um registo filosófico interessante a este exemplo ;

" a conformidade com ela é o dever , o meio de a conseguir é a educação " .

Mas podemos ainda viajar no Oriente mais para perto do que já foi um dia um pouco de Portugal , assim visitar a cultura Budista nas suas 4 verdades sagradas ;

" a existência é o sofrimento , a origem do sofrimento está nas paixões , para eliminar o sofrimento é necessário suprir as paixões , para suprir as paixões é preciso usar de disciplina , que controla a vontade , a palavra , as acções , a intuição , a maneira de viver , as aspirações , o pensamento e o poder da concentração " .

E agora viajamos até Sócrates um dos sábios do berço democrático ;

" ninguém é mau voluntariamente , sendo o mal sempre consequência de uma ignorância ou de um erro que obscurecem a inteligência " .

Neste último eu encontro a finalidade deste texto , porque também ele renunciou à vida bebendo sicuta , para não sofrer a desonra e a indignidade pública .
Assim encontro na 1a frase de Agostinho da Silva a consciência da verdade que vêm depois na 2a , na 3a , na 4a frase que são base deste meu pensamento e texto .

Digo ; se o teu conceito te define perante a sociedade , e na presença da liberdade do outro , não consegues renunciar ao teu conceito definido , então condicionas a tua liberdade e a liberdade do outro , e não há senão o poder supremo da recusa de ser livre .

Assim sendo discípulo  confesso de outros grandes pensadores tais como St. Agostinho , St. Tomás de Aquino , padre António Vieira , Confúcio , Buda , Sócrates , Platão , Demócrito , Eurípedes , Homero , Otariano ,e outros , e também Agostinho da Silva , não posso deixar de realçar  que a renúncia é um acto de humildade e nobreza de carácter , de independência de crítica e pensamento , bem como a verdade e o respeito por nós e pelos outros , nas nossas igualdades e diferenças .
Assim termino este texto com esta minha reflexão e afirmação ;

" a renúncia é a dignidade de ser livre na nossa condição de existir e resistir " .

               José Paz
         Texto de autor
Lisboa 15 / 06 / 2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

No Limiar Da Pobreza Intelectual

Quarenta anos volvidos eis que estamos enfim presentes sobre o maior retrocesso da educação de um pais , e da sua capacidade de autosuficiência produtiva e económica  . Em 1973 a capacidade produtiva de Portugal era superior a toda a Europa e a quase todo o mundo situando-se em cerca de 9% ao ano , no ido ano de 1970 tinha sido introduzido o 13 mês , o turismo representava um valor de 30% das exportações portuguesas , terminava assim o período de ouro de Portugal que ao abrir-se à economia mundial enfrentou realidades destintas de conhecimento e desenvolvimento global , avizinhava-se a contestação , os movimentos estudantis , os movimentos populares , as contestações militares , a descolonização do vasto e desgastado império português .
Quem ensinou esta classe política o que era Portugal antes do 25 de Abril de 1974 , como era , quem é o seu povo desde o Algarve ao Minho , da Madeira e dos Açores , e claro do que foram as colónias e quem foram os milhões de portuguêses que foram abandonados , despojados , vilipêndiados , recebidos em Portugal como refugiados , quando na verdade eram tão portugueses quanto os que cá estavam , os militares e famílias destroçados por uma guerra sem pátria , que nunca lhes devolveu a dignidade da vida perdida.
Se no famoso triunvirato dos três generais reunidos em Santarém nos idos de 1923 de onde surgiu o nome do promissor professor Oliveira Salazar para fazer pela primeira vez parte do governo que sairia dessa reunião o sr Dr. Desconhecido viria por fim a assumir em 1926 o destino da Nação e da qual resultaria a ditadura até  1974 .
Não serviu pois a ditadura para os portuguêses , afinal no seu melhor e pior pesa na balança , a criação de escolas , de hospitais , de tribunais , por todo o país , o incentivo ao trabalho , ao cusumo do que é pruduzido no país , a um desenvolvimento crescendo de indústria e à não entrada na segunda guerra mundial , no sentido oposto uma repressão do conhecimento , uma repressão na industrialização , uma concentração dos latifúndios , os baixos salários , o acesso reduzido à escola e às universidades , a senssura , a perseguição , e uma guerra sem fim , que consumia vidas e dinheiro , que levou milhares mesmo milhões de portuguêses a imigrar .
Assim fez-se um 25 de Abril também ele nascido em Santarém , grande cidade de idiais republicanos , e o que foi feito ao longo destas quatro décadas.
Desmantelamento do país do progresso , na cultura instalou-se a estupidificacão da sociedade com uma programação da mais baixa moralidade , e instruísse a sociedade jovem na ideia do valor reduzido da vida , da família , da escola , do trabalho , criou-se a ideia do fácil ,do dinheiro sem identidade , sem valor , sem mérito , tendo até existido a ousadia de trazer um pelintra qualquer a fazer crer aos jovens e à sociedade que vendendo pipocas numa qualquer superfície comercial se podia conseguir construir um futuro , pior esqueceu-se de dizer que um metro quadrado pode custar 250€ o que muitos tem para comer num mês inteiro ,sabendo que têm de trabalhar 22 dias para ganhar 485€ , mais grave é saber-se que tal representa uma afronta a todos os que fazem um esforço durante anos para conseguirem formar os filhos , e vêem estes vendedores de ilusões , contratados por outros iludidos doutores da intelectualidade moderna , trazer ao país a face oculta da corrupção dos valores morais , culturais , e cívicos de uma sociedade desenvolvida , e que não pode estar a ser governada por uma elite cosmopolita , que vive rodeada de uma corrente de favores que minam toda uma sociedade e todo um pais , e toda uma Europa .
Algum sr deputado ou membro do governo sabe quais a capacidades agrícolas das planícies Alentejanas , ou das terras Mirandesas , ou da região mais rica do vale do Tejo , algum daqueles doutores sabe quando se apanha a azeitona Vidigueira , ou em Mirandela , algum daqueles economistas sabe quanto custa um quilo se pêras na Estremadura , ou um quilo de figos no Algarve , algum daqueles engenheiros sabe quanto rende um rebanho de ovelhas na Beira Baixa , ou a produção de uma vacaria nos Açores , algum destes sociais democratas sabe quais as necessidades dos idosos de Bragança ou dos da Ponta do Sol , sequer sabem onde vivem os Nabantinos , ou os Albicastrenses . São sem dúvidas eleitos por todo um povo sabem que vivem em Portugal , que há um rio que passa em S. João das Areias , e outro em Avô , que há uma serra e um vale , que há sobreiros no Alentejo e Castanheiros em Trás-os-Montes , mas na verdade são licenciados em regalias e subsídios , são mestrados em gabinetes e acumulação de cargos , doutorados em vencimentos e pensões vitalícias , e sabem que da justiça dos pobres não padecem os ricos .
Mas para que saibam hoje o poder de compra de um português é inferior em 40% ao que tinha em 1970 , que a taxa de imigração e idêntica à da década de 70 , que a taxa de desemprego é superior em 14% à de 1970 ,  que neste ano os Aba lançavam a canção com o meu nome e que em 1974 eu tinha 4 anos comia papas de minho , bebia leite tirado do balde da ordanha da cabra com as velhas canecas de esmalte , dormia em cima da palha de milho que alimentava a vaca , comia a brendeira quente saída do forno com azeite ou mel , que não havia televisão , nem frigorífico  , mas havia um grande alfobre de alimentos e uma salgadeira cheia de carne coberta de sal , um talha de barro cheia de azeitonas e outra de alumínio cheia de azeite , um fumeiro tapado de chouriços de farinheiras , morcelas ,que podia correr livre , deixar a porta aberta , e ter um colo para me adormecer .
Havia acima de tudo gerações que se completavam e se ajudavam e respeitavam , havia serões cantados e chorados , mas havia um sonho havia um Portugal a nascer para uma vida nova de esperança e paz.
Assim quando olho para os nossos governantes e políticos , olho para o meu país interior aquele que eu vivi , e para o que hoje vivo e ninguém me convence de que estamos melhor , porque só pode estar melhor quem governa para si e para os seus e não para o país .
Defino assim a nossa elite politica e cosmopolita na frase seguinte que não é mais que a visão de um poeta romântico que ainda acredita na verdade da democracia . 
Digo << são como ovelhas tresmalhadas vagueando em campos baldios , e que ao passarem espalham as sementes daninhas em terras férteis , por mais que comam não engordam porque delas se alimentam os parasitas que as fazem ser meras ovelhas ranhosas , caminham sem rumo porque lhe falta o bom pastor .>>>

         José Paz
Texto de autor
Lisboa 10 / 06 / 2014

domingo, 8 de junho de 2014

Um Novo Poder Global

Carece a democracia do velho continente Europeu da sua glória de outros tempos em que tinha o domínio moral político. Agora esse domínio moral já deixou de o ser , do seu vasto império de predominante influência já pouco resta , a sua estratégia de aliança com os USA , perdeu o folgor e o vigor de outros tempos . Os tratados transatlânticos tem hoje uma importância fundamental para a Europa , sim mas só e apenas para a Europa . Os USA à muito que concentram a sua atenção e as suas políticas no continente Asiático .
Desde finais de 1990 , que a diplomacia Americana concentra toda a sua política nos novos países democráticos Asiáticos , como Índia , Japão , Coreia do Sul , África do Sul, Angola , mas não apenas nestes , pois a China não sendo uma democracia , é há muitos anos parceira dos USA em economias como as da América Latina e em especial Brasil e também Africa como é o caso de Angola .
Estará a Europa perdida da dimensão global da económia , terá a Europa percurso definido para acompanhar os USA nos seus tratados trans-pacíficos ou trans-índicos, ou terão as elites perdido o caminho da constante mutação das economias emergentes .
Estariam os poderes políticos europeus convencidos que seriam senhores do mercado cambial , que a força do euro podia dimensionar as transacções do comércio mundial.
Alguma vez pensaram as elites europeias desde 1945  que a criação do FMI teria a mesma política para a Europa e para a América .
Como julgaram desde a década de 2000 , início do século XXI , que funcionariam os mercados de valores monetários , e imobiliários ?
Agora que tem uma importância crucial o tratado transatlântico , com que poderes se arrogam os mentores da união europeia nas negociações com a América .
E como advogam uma defesa nas actuais circunstâncias da democracia Liberal da velha Europa para negociar com as novas democracias emergentes .
Portugal quer possuir a maior plantaforma marítima a nível europeu e mundial , 97 vezes superior ao seu território terrestre .
Muito mar , um enormidade de um império de mar do qual nos podemos honrrar pois se fomos dos grandes descobridores do mundo que triunfantes passea-mos as novidades do nosso império em Roma perante os olhares sedentos das nossas descobertas que a ganância de tantos desta Europa nos saquearam desde então , se após a morte de Sidónio Pais , e o fim da primeira guerra sobre o triste poder negocial de um tal traidor Afonso Costa , fomos igualmente saqueados do que nos era devido , somos hoje novamente saqueados por um governos de subservientes liberais que se vergam em troca de um qualquer cargo político .
Assim terá Portugal e esta Europa alguma possibilidade de voltar a erguer este continente e países das devastadoras políticas imperialistas dos novos colonizadores .

       José  Paz
  Texto de autor
Lisboa 8 / 6 /2014

terça-feira, 27 de maio de 2014

A Subversão dos Resultados e o Futuro

Como em todas as campanhas de eleições , na hora da análise dos resultados cada um faz as suas contas e leituras .
Interessa pois perceber que nos três partidos do arco da governação a distribuição dos 20% dos votos  escrutinados representa uma diferença de 4% entre a coligação de governo e o maior partido da oposição PS .
Assim o sr Seguro fez a festa , deitou demasiados foguetes e recebeu demasiados aplausos , foi longe no seu discurso e esteve longe da realidade , já a coligação optou por comparar resultados entre eles ,para assim disfarçar os números da derrota .
Não é pois de estranhar que já se perfile as substituições dentro do partido PS , e que os PSD e CDS façam uma festa com a desorientação que reina pró lado do Rato .
Se há algo a registar nestas eleições é uma clara demostração de descontentamento e uma crescente desconfiança nos actuais políticos , que representam as possibilidades de governação à esquerda e à direita . Também nos votos em branco e nulos 8% há uma grande representação do descrédito no poder político . Na CDU a subida é natural e advém de um discurso constante que acolhe junto da população conservadora o firmado voto de repúdio e descontentamento das actuais políticas .
No caso MPT do sr Marinho , a questão é bem o discurso fácil e convincente no momento , feito de populismo e que vai ao encontro de classes que tem sofrido na pele a força dos cortes e perdas de rendimentos , que são reformados , comerciantes , trabalhadores independentes e liberais , e classe média-baixa em geral .
No caso do BE têm uma consequência diversa começando logo pelas fracturas que o partido sofreu e representam a dispersão do seu eleitorado por três forças partidárias , a sua , a do MAS e do LIVRE , e ainda uma liderança a dois que não favorece uma unidade e não confere uma dinâmica única que cria a ideia de divisão na opinião pública .
Quanto ao MAS está quase no perímetro da subsistência dos eternos partidos políticos de valor residual sem um programa verdadeiramente capaz de oferecer uma alternativa política .
O LIVRE por sua vez sendo a primeira campanha eleitoral em que se apresenta ao eleitorado têm um resultado satisfatório e oferece uma alternativa dentro dos novos partidos sendo que é na realidade o mais novo , talvez por isso não tenha sabido abrir-se a população e convocar mais a participação dos seus membros na hora de passar a sua mensagem .
Revela -se assim um novo panorama político e como consequência uma grande incerteza quanto ao futuro político na constituição de um governo nesta manta de retalhos tão dispares e opostos a conseguir convergir em consensos .
Agora começa a verdadeira política que deve renascer das cinzas , da ruína em que estes últimos 8 anos dizimou o tecido económico e social do país .
É preciso que se apresentem propostas concretas e sérias de rigor que sejam a alternativa credível a submeter a sufrágio nas próximas legislativas .
Considero que se devem começar a organizar um conjunto de políticas que possam conduzir o país no progresso e na construção e consolidação do emprego e do rendimento salarial das famílias e de todos os trabalhadores .
A necessidade de uma política que seja o garante da equidade e solidariedade entre gerações , de forma a desenvolver a dignidade do ser humano e das populações mais desfavorecidas ,    que seja uma profunda reestruturação dos valores  da sociedade , que possa repor em condições de igualdade os cidadãos , e promova a qualidade de vida na infância , na juventude , na idade adulta de construir família e por fim na velhice .
Uma política que devolva a excelência no profissionalismo público , com remuneração adequada e progressão de carreiras , que recompense o mérito a permanência assídua , bem como a exclusividade em sectores como os da justiça , da saúde , da educação ,e das autoridades civis e militares , e também nas forças armadas , sem esquecer os altos cargos públicos do sector estado .
Uma política que promova a profissionalização e especialização dos seus sectores académicos , e técnicos industriais  , e dinamize os sectores estratégicos da economia como o turismo  , o mar , as energias alternativas , que reabilite a sua indústria de construção civil , e metalúrgica , que incentive e acentue a qualidade e excelência das exportações de tecidos empresariais como das novas tecnologias , dos têxteis , calçado , mobiliário , entre outros que pela exceção são um valor acrescentado na nossa presença na economia global.
Uma política que recupere os sectores das pescas , e construção naval , e por fim uma política agrícola forte na implementação da agricultura como forma de sustentação e autosuficiência alimentar de bens primários como os ceriais .
Requerem os tempos presentes que todas as políticas promovam e intensifiquem o combate a desertificação , e a baixa natalidade , que se construa um sociedade que encontre na qualificação e criação de emprego uma política de apoio à família e a fixação das famílias nos seus meios rurais onde encontrem os bens e serviços essenciais a uma vida de comunidade com todas as as condições de usufruir dos mesmos direitos em resultado da sua interioridade em desfavor das concentrações no litoral e das grandes cidades .
Não posso deixar de referir a cultura e as artes esse parente pobre dos orçamentos , mas que representa um valor acrescentado na economia do país , embora sendo auto-construtivo e auto-criativo merece uma cuidada política , sendo certo que uma sociedade em progresso e com melhores  condições sócio-económicas tem pois mais tempo para crescer intelectualmente e culturalmente .
No contexto global e em particular da Europa e de Portugal a governação das políticas deve surgir por forma a sustentar a autonomia e independência económica e social do país e das populações , e recuperar as famílias e as melhorias de vida .
Há uma questão que se sobrepõe a todas as politicas essenciais , e que se prende com uma possível e necessária renegociação da dívida , é preciso pensar a dívida o seu peso no futuro do país e a capacidade de recuperar a economia do país e o poder de compra do povo .
A exigência agora é da competência , da responsabilidade , do profissionalismo , de homens e mulheres capazes , com uma visão de futuro , e a forte determinação e convicção que há um caminho alternativo , uma estratégia e uma vontade  de empreender uma política ao serviço de todos e pelo bem de todos , que mobilize a sociedade e a reúna em torno de um bem comum e de um futuro melhor com oportunidades iguais , que promova o cidadão e o integre na vida activa e cívica da sua comunidade e do seu país .
Este acredito eu deve ser o sentido das políticas do século XXl na defesa dos valores da democracia , da liberdade , da igualdade , e da solidariedade nacional e europeia .
        José Paz
     Texto de autor
Lisboa 27 / 05 / 2014

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Uma Vez Europa !

 Uma Vez Europa ! Europa Sempre !

Este podia ser o slogan de uma qualquer campanha de um partido político , o de um qualquer candidato à Comissão Europeia . Mas não o é . É sim um pensamento de um humilde cidadão europeu , sem qualquer curso universitário , ou título académico , e ainda sem formação política , enfim eu um perspicaz espectador , um assíduo observador , e um atento e dedicado pensador .

Será a Europa uma formação unitária política possível ?
Se olharmos a Europa saída da ll Guerra Mundial , encontraremos três blocos de Europa ; uma a Europa dos países totalitários , a outra a URSS que se formava um bloco sustentado a cavalo em dois continentes , e o terceiro bloco o das velhas e tradicionais pátrias Europeias .
Foi sempre um problema político , avançar para a união destes três blocos , e mais difícil lidar com eles estrategicamente .
Em meados do século xx uma aliança como que uma balança ! Sim uma balança que se propunha a equilibrar as políticas da futura Europa .
Tratava-se de um consentimento , de um boa vontade e de ampla colaboração política .
Mas a balança Europa , terá alguma vez tido maior inimigo que a política dos grandes estados .
Levantaram-se as cismas e questões ; balança política ? Mas de quem e de quê ? Só Europeus ?
Ora logo aqui se destrói o quadro Europeu , sob a pressão das forças contraditórias que minam o domínio político , e também o cultural e económico . O problema da Europa era restabelecer ou repor a ordem , a paz , a confiança , a liberdade e democracia , numa política feita inquietação e sem a lealdade da unidade Europeia .
Foi assim o efeito dos visionários , dos higienistas , que tendia em alargar os limites da vida dos povos , da capacidade e esforços dos políticos e das políticas , e enfim os da Europa ! Sim fazer essa tal Europa .
Seguindo a chave mestra , é possível e concebível uma boa fórmula , a fórmula da salvação ?
É possível e concebível fazer do caos das nações , das rivalidades , das eriçadas armadas ,das destruturadas social e económicas sociedades uma única Europa ?
É concebível a Europa a nível de instituição política , ou organização de super-estado ?
É concebível uma Europa política que se sobreponha às nações-estado , e consiga criar províncias de um grande Estado Europeu ?
É por fim concebível o velho ideal saído da reconstrução da Guerra , de um Estado Unificado , ou os Estados Unidos da Europa ?
A realidade dos efeitos ao lado dos interesses materiais , a identidade das tradições políticas , eu apenas vejo nesta Europa das realidades deste tempo , as sempre inquietantes diferenças que fazem a sua instabilidade , e que são as nações-estado a evidenciar as desigualdades no desiquilíbrio da balança política .
Quem até hoje fez a sua história e sua análise-síntese das políticas culturais e estruturais ,
alguém ? Nunca ou quase nunca !
Com efeito no dia que os governos deixem o seu individualismo , e compreenderem as necessidades de olhar a Europa não como um conjunto de Estados , mas como um Estado
único , então encontrarão por certo as pontes que liguem os rios das várias correntes de pensamento político para voltar a erguer os verdadeiros ideais Europeus .
É preciso repensar a Europa das élites e devolver a Europa aos povos , é preciso procurar estas respostas ;
 - O  que aconteceu à revolução industrial da Europa ?
- O que restringe os ideais de livre comércio ?
- O que é feito do tratado de livre circulação de pessoas e bens , com direitos iguais ?
- Onde está a Europa da solidariedade ?
Todos sabemos que houve um tempo das ditaduras , das opressões , e das guerras . Sabemos também que houve um tempo de derrube de muros , de barreiras ideológicas .
E houve um tempo de prosperidade , de progresso , mas que não foi sustentado nem equitativo . Que trouxe para a Europa o desemprego , a instabilidade , a desconfiança , e a desilusão do ideal Europeu .
E hoje ? Que é feito da esquerda progressista ?
Como e com que se justifica a esquerda conservadora ?
Qual o valor da direita liberal ?
Que razões há para o crescimento de esquerdas radicais , e direitas radicais ?
E finalmente qual o papel da política e da democracia moderada ao centro como o fiel da balança Europa .
Assim diga-se , uma vez Europa , sempre Europa , que seja a Europa  da justiça , da democracia , da paz , da confiança , da esperança , da liberdade , da oportunidade , da igualdade , da fraternidade e solidariedade .
A minha a tua , a deles , a de todos , e uma só Europa .

         José Paz
      Texto de autor
Lisboa 23 / 05 / 2014
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Bom dia...