sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A Europa dos Eufemismos

Pois que foi um tempo da Europa das Rodas Mágicas , muito antes de haver Europa das Rodas Motrizes , houve uma Europa Teórica , muito antes da Europa Geográfica , e uma Europa Económica , muito antes que haja uma Europa das Igualdades , por força da razão de uma Europa Politica , houve uma Europa feita para satisfazer a necessidade do Espírito de um conteúdo real de Eufemismo Europeu .
Assim se para os Helénicos a figura do Mundo era a Esfera , foi para os Chineses perseguida a ideia de quadrado figurativo do Mundo . Ainda que ganha a batalha da Esfera , restou então conhecer o ideal da divisão das terras à superfície da Esfera , em círculos ou quadrados .
Hora necessariamente de um modo simétrico como um lado de grande diâmetro , aqui uma massa de terra , ali outra , além outra equivalente , o mesmo comprimento a mesma largura .Em razão uma espécie de uma tabela a necessidade abstracta , talvez de necessidade lógica , isto porque era preciso que assim o fosse , garantia de razão para satisfazer em teoria a prática da especulação . Existe por isso uma só razão à condição de posse , e não apenas de domínio mas de nome , a que por facto se chamou Ocidente e Oriente .
A grande Esfera rodou , a Europa não se encontra hoje nos poemas de Homero , nem na grande mensagem de Victor Hugo para uma nova Europa de união e justiça na igualdade e solidariedade.
A Europa das ideias Políticas e não Humanas guiaram este Ocidente numa das maiores crises orgânicas de que a História parece querer conservar apenas como uma ou outra data na sua memória , equivalente a uma civilização gasta , consumida por uma época , e sem abrir portas para uma outra , pois que nada vale o passado , e em que o futuro se apresenta às massas com todas as incertezas e obscuridade do desconhecido .
Certos povos acabam pela triste sublimação como o grande Hércules , ou em exemplo pela ascensão como Jesus Cristo , sem um lugar para que seja feita a transfiguração ou redemissão dos seus erros .
Por esta realidade sem dúvida muito a humanidade se teria desenvolvido naturalmente a partir da generosidade da alma , esta que se perdera e que muito questiona a legitimidade desta Europa .
Na grande marcha da Esfera Global , a sociedade das ideias é inevitavelmente conduzida a uma revolução Europeia ou Mundial . O borbulhar das ideias sobe ao nível das águas , não será apenas e só uma revolução política , mas naturalmente uma alteração do paradigma de poder .
Um ponto de partida   não têm hoje a dinastia dos Reis , mas as causas das Repúblicas , isto como fundamento dos ideais de justiça , igualdade , liberdade , e não acontecerá por acidente , mas por um notório sintoma social , que é instrumento de meio de alcançar uma meta .
Portugal como os demais Estados da Europa , conduziu o seu esforço na indecente satisfação da especulação , por aquilo que a uns serviu de riqueza e a outros inevitavelmente de pobreza , e não apenas a material , mas a intelectual e social , estas bem mais nefastas ao desenvolvimento sustentavél de um povo e de um país .
Europa não é hoje sinónimo de progresso nem equidade , muito menos o é os Estados que a constituem , e não são garante de uma dignidade de vida dos seus cidadãos .
É esta Europa refém de uma dimensão confinada a uma massa de terra geográfica , distribuída na Esfera Terrestre , e um pequeno acantonamento no imenso quadrado de eufemismos e especulação Global .
Um dia alguém disse : << Dai ao povo trabalho e pão , porque o ócio e a fome lhe dará a razão .>>.

         José Paz
     Texto do autor
Lisboa 21/ 11 / 2014

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