terça-feira, 25 de novembro de 2014

O Principio de Cidadão

Num principio se o Cidadão deve muito à Pátria de que é membro , a Pátria ou Nação , por razões de maioria deve muito mais ao bem estar público da República , no universo de que se é membro e na qual se contém e encerram todas as Pátrias dos Cidadãos particulares que a compõem .
É assim tão somente o direito legitimo , mas mesmo a necessidade indispensavél de formar alianças , tanto na ofensiva ou defensiva , contra uma tendência superior do poder instalado , que faz do Cidadão refém da sua Pátria ou   República .
O bem público superior é a Paz , não apenas e só a social , mas a laboral e económica que sustentam a primeira .
A ambição desmedida distrói a paz , a coesão e o bem comum , pelo que consequentemente faz da sociedade um centro de desigualdades e injustiças , com clivagens cada vez mais acentuadas , formando classes quase sempre com nichos de mercado de uma cidadania diferenciada , que nada acrescenta ao verdadeiro sentido de bem comum .
Quando se constróem subúrbios em torno de cidades , para nele instalarem cidadãos comuns a todos os cidadãos , com iguais deveres , direitos e garantias de um Estado ou República , e por consciência não se dotam esses subúrbios de infrastruturas de Educação , Saúde , Transportes , Justiça , Segurança Social , Desporto e Lazer ,mais não se faz que criar injustiça , discriminação social e económica , e guetos de intolerância e revolta .
O mesmo se passa na vida judicial do Estado de Direito , em que se diferencia os cidadãos no bem comum de salva guarda dos seus direitos e garantias , independentemente da sua condição social e económica , pois a Justiça é um bem comum de igualdade e equidade entre os cidadãos .
Ora independente de tudo o mais que seja a vida social , e profissional de um cidadão , este deve merecer ser tratado com o devido respeito pela sua integridade física , intelectual , moral e social , pelo que o descurar destas obrigações , mais não é que negar ao cidadão a sua dignidade de ser humano .
É pois o aparato social de comunicação pública , uma fuga de informação propositada ao enxovalhamento , uma afronta e ofensa à igualdade de justiça , promove a condenação sumária sem julgamento digno , condena o cidadão à tortura pessoal e familiar sem verdade .
Falo sim da detenção do sr: ex;Primeiro Ministro , pessoa de quem muito discordei e considero ter sido um péssimo defensor de Portugal e dos portugueses nas suas governações , mas que não estando acima da lei não pode estar a baixo da lei que rege a sua Pátria .
A justiça da rua não pode ser Lei , e a Lei deve ser justa e igual entre todos os cidadãos , deve garantir o direito de inocência , e permitir o justo contraditório , para repor a verdade e não dar força ao dito de que a justiça é cega .
É como sermos detidos por um crime , e antes que saibamos que crime fizemos , alguém chegar à nossa casa e dizer à nossa família que têm um criminoso no meio deles , dizer aos nossos colegas de trabalho ou aos nossos amigos , que somos criminosos sem haver crime  .
É por isto que não podemos criar subúrbios dentro da sociedade , é também por isto que falha a democracia que permite uma anarquia de valores morais , sociais e judiciais . Num estado de direito a Justiça é garante de igualdade entre os cidadãos , pela verdade do bem comum de direitos de toda a Humanidade .

        José Paz
   Texto do autor
Lisboa 25/ 11 /2014

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