segunda-feira, 8 de julho de 2013

ESTABILIDADE DEMOCRÁTICA

Uma República Democrática ,é um composto de serviços que existem para promover ,defender desenvolver,valorizar ,unificar e consolidar toda uma sociedade que a compõe, indiferente de credos ou religiões,de raças ou castas,de cores ou tamanhos ,de ricos ou pobres,de activos ou inúteis,e ainda de medíocres ou excelentes .
Não pode por isso uma República ser democrática sem haver nela o mais e maior consenso possível ,que contenha em si mesmo o apoio alargado da maioria dos seus componentes cidadãos eleitores.
É pois nessa suposição de uma larga maioria dos seus cidadãos livres e capazes de justa critica e autónomo  pensamento ,fazerem a sua escolha dos seus representantes e governantes da sua livre vontade e crer.
É também neste per-suposto democrático que homens e mulheres se disponibilizam em convergência de ideais políticos ,sociais e económicos ,que julgam servir melhor a sociedade ,e que mediante apresentação de um programa eleitoral ,expõem aos cidadãos a sua vontade e crer em servir todos e não só a maioria que os elege.A sua disponibilidade para gerir os direitos e deveres da sociedade é por isso factor primário de uma escolha e não opção.  
Assim também os cidadãos são chamados a eleger por escolha livre e consciente os seus representantes democráticos ,e não a optar por uns ou por outros por qualquer forma de imposição .
Há por isso na eleição democrática de um governo o dever ímplicito de informar os cidadãos da sua escolha em cumprir ou não o programa eleitoral apresentado e sufragado pelos eleitores chamados às eleições.
É por isto importante realçar que uma democracia representa a livre escolha de um programa definido que visa satisfazer e estabelecer um compromisso para o futuro da sociedade na sua mais básica forma de solidificação ,que é a confiança dos cidadãos na política do seu governo.
Não há por isso solidez nem estabilidade social,económica ou política quando os per-supostos democráticos são sistematicamente violentados por quem os devia cumprir com verdade e rigor.
São pois reais os caminhos que se trilham na implementação de políticas que não cumprem os deveres essenciais da sociedade democrática e que a conduzem em consequentes obstáculos à sua estabilidade.
Não pode assim um governo falar em estabilidade quando o mesmo não é o garante dessa estabilidade ,e quando mendiga ao cidadão sacrifícios em favor de um programa que não cumpriu e o qual alterou sem ter em conta o dever de confiança que se exige na palavra dada pelo voto.
É desta consequência o gerar de uma incerteza ,de uma revolta,de um sentimento de descrença e descrédito da constante afronta da falta de verdade ,que é uma ferida social aberta no seio da população que a sente como injustiça ,e que passa a justificar por uma agitação e manifestação em desagrado por actos e palavras de um crescendo desconforto social generalizado.
É nestes termos importante que os seus governantes saibam e sejam capazes de fazer a distinção da conformidade com a estabilidade.
Uma não pode ser ausente da outra ,para mais quando as duas são vitais para a manutenção da vida democrática e essenciais no estrito cumprimento das obrigações contratuais quer internas quer externas.
 Quando um governante não equaciona o alcance das suas acções e palavras não respeita o seu dever democrático como garante da estabilidade social económica e política .
É portanto legítimo pensar que o mesmo não teve e não tem maturidade para ser um pilar estrutural no suporte de uma governação que se quer rigorosa no estreito cumprimento e respeito pelos poderes democráticos que representam a credibilidade e autonomia de uma sociedade de uma economia e um País.
Afirmo por tudo isto que se é mau pensar e não agir ,é muito pior e de calco impossível agir sem pensar.

JOSÉ PAZ
LISBOA 2013    

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