Cada dia que passa trás aos portugueses apreensões novas quanto à sua vida no presente e também quanto ao seu futuro e ao futuro do País.
Embora a vida portuguesa pareça manter os traços exteriores de uma certa estabilidade , os cidadãos não se deixam iludir quanto ao preço a pagar pela degradação progressiva da vida económica e social e da actividade comercial e industrial da sociedade e do país .
No espírito da maioria dos portugueses uma questão se levanta ; como vamos sair desta situação ?
Para alguns as soluções parecem passar pelo retrocesso evolutivo da sociedade e até as opções que apresentam visão apenas a repressão pela tomada de posições ditatoriais e esquemas políticos que se julgavam banidos com o 25 de Abril de 1974.
Mas a questão mantém-se ; como sair desta situação ?
A verdadeira extensão dos estragos sofridos e produzidos , e a novidade de situações criadas , faz com que a originalidade das medidas a tomar , e todo o seu enquadramento tenha de ter os seus pilares bem assentes em condições de bases sólidas precisas que definam os objectivos próprios e prioritários , que relacionem os meios para os atingir , e inventariem os seus suportes respectivos numa economia globalizada e numa democracia em constante sufrágio por uma sociedade cada vez mais informada .
Mas muito mais importante que todas as possíveis medidas imediatas a por em prática,ainda que sejam realidades concretas de um modelo de actuação política , interessa o todo conjunto que integra um todo coerente que representa a verdadeira resposta aos problemas e anseios às necessidades e às preocupações actuais das sobrevivências sociais e económicas das famílias portuguesas , e a sobrevivência da nossa economia e a restauração da soberania e independência de Portugal .
Estes últimos três anos demonstram que um governo pode vir rompendo todas as regras de jogo de justiça social e política , mascarar as doenças que sucessivamente corroem o sistema democrático durante mais ou menos tempo e hipotecam o nosso futuro .
Ainda assim não conseguirá calar a voz do povo enquanto este acreditar e defender o que de mais valor a democracia lhe devolveu e que é a sua liberdade .
Resumindo de forma concisa a nossa democracia ela esta numa direita social democrática que por fim se indireitou revelando a sua identidade através da repressão e restrição , afirmando a sua política de mercado liberal capitalista e desvalorizando o ser humano .
Por sua vez a esquerda perdeu-se vivendo um passado , não percebe nem vive o presente , e como resultado não tem uma ideia de futuro . Pior foi o facto de ter criado um labirinto de demagógicas utopias , de irrealidades , e um progressismo infantil e ruinoso.
Eu sendo um esquerdista moderado e conservador considero que ser progressista não é criar uma anarquia de sistemas desregulados e insustentáveis. Criou-se nestas ultimas décadas um progresso decadente que desvirtuou a sociedade e a tornou refém de si mesmo , e o sentido da vida é descartável , quer em bens transformados , quer nos recursos naturais , como se não fossem inesgotáveis. Pior , criou um ser humano individualista , que prefere a sua satisfação pessoal à da própria família , um ser humano que se fecha em si e tudo faz para satisfazer o seu egocentrismo único, uma sociedade que perdeu valores reais de vizinhança e solidariedade , em que qualquer um pode morrer na mais profunda solidão de uma vida rodeada do tudo do progresso , mas vazia do tudo da existência da vida .
Hoje mais que em qualquer outro tempo há que procurar a verdade , a capacidade , a responsabilidade , a solidariedade e a vida em comunidade .
José Paz
Texto de autor
Lisboa 19 /05 / 2014
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Sorria, cante, sonhe...tentar não custa ...é uma questão de atitude...o resultado pode surpreender. José Paz
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Ora que o País vai mal nós sabemos , que a Europa vai mal nós sabemos , que o Mundo vai mal nós sabemos ....e daí ! Que cambada de Deputado...
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Pois que foi um tempo da Europa das Rodas Mágicas , muito antes de haver Europa das Rodas Motrizes , houve uma Europa Teórica , muito antes ...
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