Europa = verdade - liberdade - propriedade - democracia.
É a Europa um símbolo de verdade .....!
Foi nesta Europa que se desenvolveu por intermédio do gerar do conhecimento a ciência da cultura do pensamento e através dessa ciência a procura constante da verdade que mudou e muda todos os dias o mundo na consciência da existência desta Europa.
Assim por consequência a investigação científica há um resultado , o da procura permanente da razão , num amor à verdade e aos meios para a alcançar , e tendo por complemento a dúvida e a crítica.
O espírito crítico é o instrumento essencial , e o método histórico e de pesquisa rigoroso ,são utensílios intelectuais e privilégios desta Europa ,também por isso o respeito pela verdade e pela crítica é um valor europeu incontestável. Por dever a pessoa humana e a busca da verdade estão ligadas na sua dignidade de existir , se não o fosse , bastaria pensar que em nome da verdade e liberdade foram Milciades e Temístocles combater os Persas na batalha de Maratona e Salamina , que Jofre e Petain as lutas contra o imperador Guilherme II no Marne e em Verdun , e que Leclerc e Delattre de Tassigny se bateram na segunda guerra mundial em Estrasburgo ou em Colmar , mas também em Portugal se fez um 25 de Abril de 1974 com o Capitão Salgueiro Maia a liderar o movimento dos capitães ,e por um povo sedento de verdade e liberdade. << A liberdade de cada um está indefectivelmente ligada à de todos , e a liberdade de todos à liberdade de cada um .>> isto disse e escreveu um dia Raymond Polin . A liberdade implica a afirmação como boa a existência dos outros tais como são , num pluralismo de convicções e de opiniões que todos reconheçam como normais nas suas semelhanças e nas suas diferenças . A liberdade implica igualmente a ordenação dos homens e mulheres que colaboram entre si num sistema de chefias e hierarquias de autoridade e necessário a todas as actividades de interesse privado ou colectivo , bem como uma ordem comum ou pública . A liberdade exige ao mesmo tempo o consenso em torno de um principio de justiça , que enunciadas as condições mínimas de vida se constitua a base de um sistema de proporções , regulando as relações e valores entre os membros da sociedade. Justiça que assegura na ordem de valores , direitos e deveres que se podem exprimir nos adágios tais como << não lesar ninguém >> e << a cada um o que lhe cabe >> ou << não faças aos outros o que não queres que te façam >> . A liberdade implica uma ordem social e toda a ordem social uma ordem política , é por isso a ordem política o resultado de uma sociedade livre e ordenada em valores de justiça e democracia equitativa e que se pretende igualitária .
A Europa e o direito individual e colectivo de propriedade....!
Adoptou a europa de um modo geral um sistema de propriedade para um mesmo património , como propriedade sujeita a tributo periódico , e o domínio útil do camponês , a propriedade autêntica com direito a usufruir dos seus frutos e legar direito a tributo a herdeiros , de a vender ou de estar protegida contra o esbulho . Sempre no sentir dos europeus houve a consideração indispensável à propriedade e liberdade dos direitos dos homens.
Um homem ou mulher têm direito à sua liberdade individual , porque tem na verdade direito à propriedade do seu corpo e do seu pensamento e criação intelectual e cultural ou artística .
A Europa sempre foi a identidade da democracia...!
Verdade ,liberdade propriedade ,democracia ,a Europa sempre se definiu também pelo sentido da medida das coisas , e pelo que representam à escala da pessoa humana . A Europa só poderá alcançar a sua unidade política pela renúncia de qualquer Estado ou Nação ao seu domínio sobre os outros . Esta Europa só se poderá constituir uma unidade quando assegurar a defesa comum e a coordenação de esforços nos domínios económicos , sociais , científicos , e culturais de todos os seus elementos . A Europa pode sem dúvida avançar para uma forma de regionalismo abrangendo e integrando todo o seu território , mas não sem garantir o total respeito pela independência de cada povo no seu amor e patriotismo e a autoridade de cada país . O europeu é por origem um missionário no seu próprio espaço geopolítico e fora dele , também . O seu esforço para a universalização do seu pensamento , da sua ciência , e das suas filosofias e identidade cultural são uma verdade , também a sua aptidão para receber de todas as civilizações o que delas pode encontrar de assimilável , nessa arte subtil de destinguir , de deduzir e induzir , é o fundamento do primeiro valor europeu , o sentido agudo da pessoa , do ser singular e individual com inteligência , razão , e vontade .
O primeiro grande problema que enfrenta a Europa é que têm de haver europeus . Ora na actualidade em todos os países se apresenta uma insuficiência de natalidade que na realidade não assegura a substituição dos que vão morrendo , e não garante a qualidade de vida das gerações actuais , assistindo-se a uma degradação dos valores da sociedade.
É por isso sem ímpeto , sem movimento e sem força criadora , incapaz de suportar uma sociedade sem efectivos bastantes de produtores e consumidores que faz oscilar a sua balança comercial , económica , social , e política.
A Europa deve e tem de adoptar políticas novas no reforço da natalidade e demografia .
O segundo problema a escola a educação e a universalidade do ensino .
A escola primária sem transviar em pedagogias ambiciosas e decepcionantes , deve retomar o sentido da sua integração numa hierarquia de comunidades . Da sua prática conscienciosa do ofício de ensinar , e com esse desígnio pelo aperfeiçoamento dos valores do indivíduo , que com osconhecimentos fundamentais de ler , escrever , contar , conduzam à capacitação da educação cívica , moral , científica , intelectual , e política , que juntamente ensinados com preocupação do hábito ao esforço e sobretudo ao valor responsável e competente e ainda profissional dote os europeus de uma nova consciencialização técnica , científica , económica e política da Europa e das sociedades modernas evoluídas.
O terceiro problema a globalização do poder da economia....!
Em verdade pode dizer-se que não é um , mas sim um conjunto interligados entre si , e com o mundo , a começar pelos recursos e fontes de abastecimento de energias que o seu desenvolvimento assim obriga e condiciona limitando a sua progressão para uma política forte de avanço no caminho para uma maior independência energética , evitando assim os constrangimentos das oscilações dos mercados em principal do petróleo .
Há ainda a concorrência económica mundial , consequente por uma globalização comercial universal . Esta concorrência faz com que muitos estados europeus saindo das suas fronteiras permitam que muitas industrias se instalem e até vendam as suas fábricas completas , permitindo a instalação de propriedade industrial em economias mais favoráveis, fornecendo-lhes metodologias de trabalho , técnicas e técnicos especializados , bem como planos de evolução científica , pondo em causa o grande efectivo de conhecimento social , a degradação do seu crescimento activo e efectivo sustentado , o que não promove a estabilidade laboral , a criação de emprego , a dignidade salarial , e constituem um retrocesso civilizacional pondo em causa a sua sobrevivência enquanto uma união de Estados com objectivos comuns. Temos pois que considerar qual o papel da Europa neste século , e quais os seus objectivos , porque com esta passagem dos sonhos , das utopias , das retóricas e das teorias para a Europa das realidades , não podemos mais viver em alheamento do presente , sem um fio condutor que nos una e guie em solidez num horizonte futuro.
O sentir de um convicto europeu .
Na Europa das realidades a democracia não pode ser um conjunto de políticas criado num parlamento institucional , mas com uma ausência efectiva duma verdadeira e única constituição europeia . Esta Europa tem de sentir como sua a já firmada vontade de viver em comunidade e ouvir as correntes de reflexão que vão para além da verdade política e que representam uma expectativa de uma Europa dos europeus unidos mas aberta ao mundo.
Se esta europa fechada em si que não age apenas reage , já não é a Europa dos trabalhadores de hoje , não será a Europa da juventude de amanhã , e não poderá anciar ser um modelo de um desenvolvimento e um progresso que a todos inclua e que a todos sirva nas suas diferenças , o que compromete a verdadeira solidariedade e igualdade de oportunidades entre os povos , e assim deixa de ser um garante da estabilidade e da paz social.
Quero ainda salientar , que não se trata apenas e só de criar inteiras e de uma só vez estruturas jurídicas , ou económicas , ou sequer sociais , novas. Mas de harmonizar as estruturas existentes , mesmo no ambiente de uma conjuntura pouco favorável sob o ponto de vista económico e social . Mas regularizar problemas tão diversos como a produção e comercialização dos produtos produzidos e na indústria que passa pela uniformalização de produções tão diversas como pescas , agricultura , educação , saúde , transportes , e segurança , estes que são exemplos de uma desigualdade dentro da União Europeia .
Este movimento individualista poderá ser fatal ao desenvolvimento e consolidação dos propósitos de mercado comum e da moeda comum o Euro . Porque a globalização questiona todos os dias as verdadeiras capacidades da Europa de hoje , sendo cada estado que a forma demasiado pequeno para as condições de vida universais e de mobilidade dos europeus . Não é pelo confinamento numa região ou num grupo restrito de uma união de Estados que se chega a ser europeu , mas sim pelo alargamento dos sentimentos das ideias e ideais e dos horizontes políticos que os unem . Se é verdade que na progressão da família para a aldeia e da aldeia para a cidade , da cidade para a província e da província para o país , também é necessária a progressão até à Europa . Mas também no cidadão é necessária a progressão interna psicológica , aprendendo a servir a sua família , a sua aldeia ,a sua cidade , a sua província , o seu país , e que alargue a sua visão servindo com o empenho dedicado como a actual situação de comunidade europeia o exige a sua Europa .
É necessário que nós europeus possamos superar as nossas diferenças , os nossos medos , as nossas angústias , bem como as nossas ideologias , e se recupere a sua íntima entidade pela liberdade de todos e contra todos os confinamentos . Que dilatemos o nosso consciente e o nosso olhar até às fronteiras da Europa , e tomemos conta de tudo o que devemos a esta Europa , das nossas responsabilidades , dos nossos deveres , e dos nossos direitos .
Uma democracia igualitária , justa , solidária , que se converta nas razões de existir de uma comunidade com fraternidade , e paz , que tenha o objectivo de ser um projecto de vida de todos os europeus num amor pela verdade , propriedade , liberdade ,de um todo que somos nós Europa.
José Paz
Lisboa 11 de Maio de 2014
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